Quando vai chegando a
terceira idade, quando se paga meia no cinema sem ser estudante, quando se
entra no coletivo pela porta da frente e mostra a carteirinha, quando se tornam
mais freqüentes (com trema, revisão!) as idas para acompanhar a última
caminhada de parentes, amigos e conhecidos, é sinal que a nossa vez está se
aproximando.
E a
gente se pergunta se tem alguma coisa do outro lado, depois da morte.Tem gente
que acredita, acho que são mais felizes, tem gente que não acredita e podem
sofrer mais por isso. E tem gente que fica em cima do muro, como é o meu caso,
o que resultou num samba denominado “Do
lado de lá”:
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Pesa tanto carregar meus pensamentos
sentimentos do que fiz e que não fiz
quando me vejo no espelho
por momentos
a imagem não diz
se sou feliz ou infeliz.
São alegrias e lamentos
colados feito siameses
pulsam dentro de mim
não me deixam descansar
às vezes me fazem sorrir
às vezes me fazem chorar
lembrando que essa vida
até o fim devo levar.
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Pesa tanto
carregar meus pensamentos
sentimentos
do que fiz e que não fiz
quando me
vejo no espelho
por
momentos
a imagem
não diz
se sou
feliz ou infeliz.
Mas não
posso me queixar
da vida que
Deus me deu
ninguém
sabe o que virá
nem você e
muito menos eu
quem fez a
última viagem
não voltou
para contar
pelo menos
para mim
o que tem
do lado de lá.
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Se só tiver
felicidade
eu topo até
embarcar
mas se for
que nem aqui
então
prefiro ficar. (bis)
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