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O Autor, sem crise de identidade pois mantém sua posição política independentemente dos ventos da prosperidade, continua duro mas feliz.
Foi esquerdista na infância, continuou na adolescência, persistiu na idade adulta e agora,na terceira idade, teimoso feito ele só, continua acreditando que a direita nunca defendeu os interesses do povo brasileiro.
Aos que mudaram de opinião por causa do dinheiro, meus pêsames.
Aos que mudaram por fraqueza ideológica, meus pêsames.
Aos que mudaram para puxar o saco dos poderosos de ocasião, meus pêsames.
Aos que mudaram por acharem chique mudar, porque está na moda, meus pêsames.
Aos que mudaram simplesmente por estupidez, meus pêsames.
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19-09-2014
CARDÁPIO
- PESQUISAS PESQUE-E-PAGUE
- BANDA DIAGONAL ENDÓGENA
- ONDA DE RAZÃO
- O BREVE SILÊNCIO DO BARBOSA
- O CARACOL, O JABUTI E O PEJOTA
- POMBO CORREIO
PESQUISAS PESQUE-E-PAGUE
Volto ao
assunto depois da última pesquisa do Ibope.
Pedindo
desculpas ao Mestre Stanislau Ponte Preta, FESPESPESPAGAP é a sigla do Festival
de Pesquisas Pesque-e-Pague que Assola o País.
Aécio está
tirando votos de Dilma...
Enquanto
isso, o mesmo Ibope diz que Fernando Pimentel (candidato de Dilma) está
aumentando sua diferença sobre Pimenta da Veiga (candidato de Aécio). E Dilma continua ganhando de Aécio em Minas.
Pau Comeu,
da cova de sua insignificância, pergunta:
Então o
Coronel Aécio estaria conquistando o Nordeste?
O Nordeste funcionaria como
Viagra do Aécio?
Será que o filhotinho anda comendo buchada de bode, seguindo a
receita de Fernando Henrique Cardoso?
Não sei, ou sei, estou em dúvida caetânica...
BANDA DIAGONAL
ENDÓGENA
Todos nós
morremos de saudades dessa Banda, muito mais do que daquela do Chico Buarque!
Foi a
salvação tucana para a economia brasileira!
Só relembrando:
“(...) O Brasil quebrou para reeleger
FHC. Poucos se recordam dessa história. Mas já no dia 13 de Janeiro de 1999, o
presidente do Banco Central, Gustavo Franco, que hoje vive a dar conselhos para
melhorar a economia do país, pediu demissão. Assumiu o BC um certo Francisco
Lopes, que anunciou a criação de uma nova modalidade de controle cambial,
denominada “banda diagonal endógena”.
Isso
mesmo, o tucanês também chama racionamento de água de controle de consumo e
culpa São Pedro pela sua falta de competência de gerir a Sabesp. Como o BC
estava com as reservas cambiais baixas, ele não conseguiu manter o dólar no
limite da banda, que era R$ 1,32, e foi obrigado a permitir a flutuação do
câmbio. Com isto, o Real se deteriora e chega a R$2,16 em marco de 1999.
Mas, antes disso, Francisco Lopes ficou apenas 21 dias à frente do BC e foi
substituído. Vejam só como os tucanos eram responsáveis na condução da
economia. Lopes foi indiciado pela PF por acusação de peculato e em 2005 foi
condenado a dez anos de prisão em regime fechado, mas a sentença foi reduzida
para quatro anos em 2008.
Ele teria favorecido com informações privilegiadas naquela desvalorização entre
outros, o ex-banqueiro do Marka e FonteCidam, Salvatore Cacciola. Além de
quebrar o país, o gran-tucanato deu um golpe para se favorecer na quebra.
E depois da queda de Lopes, o então Ministro Malan o substituiu por Armínio
Fraga, que Aécio Neves já convocou para ser seu ministro da economia. O craque
Arminio Fraga deixou com que o dólar chegasse a bater, em outubro de 2002, em
R$4,82. Aliás, com um objetivo também eleitoral. De mostrar que o mercado
estaria assustado e que o país poderia sofrer ainda mais se elegesse Lula. Na
média, Fraga nos entregou um dólar a R$ 4,00. Além disso, nos deixou com um
salário mínimo pífio, um desemprego imenso e uma dívida monstruosa.”
ONDA DE RAZÃO
E as piadas
prontas dos tucanos prosseguem em ritmo alucinante.
Aécio quer “onda
de razão” para virar o jogo e ganhar a eleição.
Pau Comeu
pergunta: onde ele surfou tinha disso?
Foi lá em
Ipanema? Leblon? Lagoa da
Pampulha? Rio das
Mortes?
O BREVE SILÊNCIO DO BARBOSA
Joaquim
Barbosa, que todos julgavam usufruindo aposentadoria, resolveu abrir seu bico:
“Em países em fase de consolidação institucional, a reeleição funciona como a
mãe de todas as corrupções.” (Jornal O Tempo, 17-09-2014)
Pau Comeu
pergunta: Se tem mãe, quem foi o pai?
DATAPAU caiu
em campo para pesquisar quem foi o pai e Pau Comeu responde: Fernando Henrique
Cardoso, o Geppetto tucano, criador do Aécio Neves, o Pinnocchio.
Joaquim se
esqueceu disso?
Pau Comeu pesquisou, pesquisou, mas não achou nem uma
palavrinha de Joaquim Barbosa na época em que Fernando Henrique Cardoso comprou
a emenda da reeleição...
Psiu! Fala
baixo... Dizem que o
Aécio quer convidá-lo para ser o ministro da justiça...
O CARACOL, O JABUTI E O
PEJOTA
Do fundo do baú, Pau Comeu retira uma crônica (04-02-2011) de
mais um livro não lançado.
Aproveitando as intenções de acabarem com as conquistas
trabalhistas da Era Vargas, no livro intitulado “Vagabundo é o cacete!”, que foi
mais um fracasso de vendas do autor desse blog imundo...
São três animais muito simpáticos, o caracol, o jabuti
e o pejota.
O caracol, todo mundo sabe, é um molusco, para sempre
enterozoário na existência. Como afirmam meus amigos biólogos, e os tenho
muitos, possui vísceras e concha em forma de espiral, tem corpo mole. Mas não faz
corpo mole, pelo contrário, trabalha muito no setor de transportes.
Gastrópode, seja isso lá o que for, sua concha é fina
e pequena, mas ganhou fama não por isso, que isso nunca deu fama pra ninguém, e
sim, aí sim, por nunca ter tido na vida problema de moradia. Porque simples
operário, sempre ganhou pouco.
Marginal, no bom sentido, vive de ir pelos caminhos,
geralmente em ziguezagues em morros e colinas. É uma espécie de easy rider
carregando sua casa nas costas, de cima pra baixo e de baixo pra cima, como se
fosse uma simples mochila.
Não toma chuva, não paga aluguel, estaciona em
qualquer lugar sem pagar multa, às vezes sente-se um privilegiado em meio a
tantos explorados. Bom caráter, zeloso com seus deveres de cidadão, carrega
também essa culpa e por isso quase não põe a cara fora de casa, daí branquelo,
quase não toma sol.
O jabuti, como é do conhecimento geral, é um quelônio,
tem o corpo encerrado num estojo ósseo e, pasmem, não tem dentes! Grande
vantagem, pois não precisa escová-los, o que tomaria muito do seu precioso
tempo.
Tivesse precisão de fazer sua higiene bucal,
preguiçoso pela própria natureza, levaria tanto tempo que não teria tempo de
sair de casa e passear. O que adora fazer, mesmo que as pessoas achem que não
faz. A galera do bosque acha que o jabuti não sai do lugar. Mas sai, pois
gosta, e muito, de paquerar.
Namorado da tartaruga, sua prima, não poderia comer a
jabota que seria sua irmã de sangue, não passaria por sua cachola cometer tal
despautério sexual. Mas come de vez em quando, não está nem aí para essas
falsas convenções sociais. Primo do cágado, que não fosse proparoxítono seria
um nome feio, o jabuti dá uma de arrogante nas festas, finge que nem o conhece
pra não pagar mico.
É lento, mas não é lerdo. Sempre ligado nas modernas
tecnologias, foi o primeiro na floresta a usar telefone celular. Com isso,
acionou seus semelhantes, com muita antecedência, marcou encontros nos lugares
certos, aos quais nunca compareceu.
Muito esperto, ficou quietinho depois da linha de
chegada esperando o infeliz do coelho favorito e esbaforido que não acreditava
no que via quando chegou no segundo lugar: o quelônio nem suando estava...
Ganhou assim, nosso amigo jabuti, a medalha de ouro na
maratona, como reza a famosa fábula de Esopo, um cara muito doido, metido a
filósofo-ecológo, que dizia a todo mundo que conversava com os animais. Esopo,
pra quem não se lembra, foi o mentor intelectual de La Fontaine, aquele sacana
da fábula das formigas operárias e da cigarra cantora e maravilhosa com a qual
se casou.
Já o pejota é uma espécie de penetra nessa história.
Metido a gente, é o único dos três personagens dessa epopéia que se acha
superior aos demais. Faz questão de dizer que não é operário, que isso é coisa
de pobre, posa de empresário, mas só tem a pose.
Tem gravata, mas não tem capital. E a gravata é como
uma corda pendurada no pescoço, sempre a lembrá-lo de sua condição sufocante.
O pejota começou a carregar sua cruz quando o leão,
aquele rei sociólogo que escondeu que tinha feito um leãozinho numa pulada de
cerca, resolveu baixar um decreto condenando os operários a virarem
empresários.
Bom de conversa fiada, quando descobriram que o rei,
na verdade, era um tucano travestido, perdeu a majestade e o poder, e nunca
mais foi eleito nem pra síndico na floresta.
Mas o mal já estava feito, o bando de pejotas já tinha
comprado a idéia de que eram todos empresários e assim vendiam suas horas
trabalhadas aos patrões que estavam felizes da vida com a situação.
Por que?
Ora, não tinham mais que pagar férias, décimo
terceiro, plano de saúde, licença maternidade para as pejotas, vale-transporte,
vale-alimentação, etc. e tal.
Em muitos casos, os pejotas até ganhavam seus
equipamentos de trabalho quando entravam na empresa, mal se dando conta que, ao
contrário da libertação que almejavam, estavam assinando carteira, sim, só que
de semi-escravo.
Trabalhar em casa, para muitos, era a glória!
Só que se transformou numa espécie de prisão
domiciliar, não havia mais diferença entre o tempo de trabalho e o tempo de não
trabalho. Estando na empresa ou fora dela, o novo mundo, agora digitalizado,
passou a tomar conta da vida da pejotada, que aguardava ansiosa o dia de emitir
a nota fiscal.
E tome estresse, dor na coluna, horas mal dormidas.
O caracol carregando a casa nas costas, o jabuti
enrolando no meio de campo e o pejota carregando na mochila o
escritório-lépitópi.
O pejota, codinome “pessoa jurídica”, tentou melhorar
de vida, casou com a pejota, tiveram muitos pejotinhas e foram pejotários para
sempre.
Fundaram até um sindicato.
Que nunca foi reconhecido.
Nem legalizado...
POMBO CORREIO
Repito aqui
recado que deixei no meu facebook outro dia:
“Gostaria de pedir desculpas por surgirem, em respostas a algumas
postagens minhas, comentários demonstrativos de absoluta falta de educação,
utilizando palavras de baixo calão e impropérios.
Não reconheço
como amigos os que assim agem e pediria que não incomodassem outras pessoas.
Recomendo
terapia como único remédio para combater o ódio que deixam transparecer. Se quiserem dirigir as grosserias a mim,
diretamente, coloco à disposição meu endereço: paulinhopavaneli@gmail.com
Assim
procedendo, estarei poupando amigos de lerem coisas tão desagradáveis.”