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Tempos aeronáuticos.
Aerocrimes de várias naturezas.
Avião civil abatido por covardia.
Avião civil abatido por falha técnica.
Tucano abatido por mais uma noite mal
dormida...
Aeroporto típico de parceria
público-privada (PPP), com o público pagando, o privado faturando e o povão
assistindo.
Maldade, gente, deixa ele brincar de
aviãozinho...
Santos Dumont, olha só o que você foi
inventar...
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28-07-2014
FICA PARA A PRÓXIMA
Pau Comeu descobriu: o
sonho de menino de Aecinho Vida Boa era ser piloto de avião... Que nem um herói
que cultivou, de nome Cláudio Montezuma.
E pede desculpas aos
leitores, pois deixa para a próxima edição (Nº 86) a cobertura aeronáutica.
Explicação: pensava que era apenas um aeroporto, mas virou, no coletivo, um
bando. E o coletivo de aeroporto deve ser... aerobando.
NA ESQUINA
Com essa mania de colocar
nomes de pessoas nas ruas, algumas esquinas surpreendem transeuntes distraídos.
Quem diria que um general e um coronel se encontrassem para conversar em paz?
O encontro marcado do
francês com o brasileiro começou naquela casa de esquina há muitos anos, quando
foi inaugurado um ponto comercial que virou mercearia.
Do estrangeiro a História
disse um tanto de coisas, inclusive que vivia com a mão direita enfiada naquela
japona milicar de cor azul. O brasileiro nem na internet deu notícia. Se um a
gente sabe que andou matando gente, sobre o outro, para seu próprio bem, nada
consta.
Um dia, um habitante do
norte de Minas desceu para a capital, virou geógrafo, casou com uma jornalista
e escritora e tiveram um casal de filhos.
Outro dia, bem mais pra
frente, os dois compraram o ponto e transformaram a mercearia num algo mais, em
algo muito mais...
Foi assim que, ao lado
dos artigos tradicionais, para imensa satisfação dos fregueses da vizinhança,
nasceu uma livraria.
Pois é, Bonaparte e Benjamim fizeram isso numa
esquina no bairro Padre Eustáquio. O primeiro, no número 467-A e o segundo, no
número 230.
Não adianta tentar
descrever, é melhor ir lá ver.
Ou então, entre no
youtube, digite mercearioteca e boa viagem... até chegar na Mercearia
Porteirinha.
Lá verá um vendaval do
bem, que leva para bem longe as más notícias, semeando cultura. Parabéns ao
João e à Leida pelo sopro que originou o vendaval...
IMORTAIS QUE NÃO MORREM
Conforme prometido na
edição anterior, outro assunto seria o João Ubaldo Ribeiro. Nesse meio tempo, porém, embarcaram outros
dois talentos: Rubem Alves e Ariano Suassuna. De vez em quando Oládecima parece que enfrenta uma crise de solidão e
resolve nos deixar mais pobres, levando nossos melhores, deixando os
bagulhos...
João Ubaldo morreu cedo
para os padrões atuais. Viveu entre dois vícios: a bebida e o cigarro. Escolheu deixar a bebida. Pra mim ficou menos engraçado, mais
mal-humorado, antes tivesse largado o cigarro...
Existem casos semelhantes
entre os que optaram por uma, e outros que optaram pelas duas. E, claro, os que
desafiaram e compraram a viagem só de ida mais cedo, cultivando os dois vícios
até partir. O que há em comum é que todos morreram ou morrerão.
Só conheci João Ubaldo
pelos livros que escreveu. O mais importante, pra mim, disparado, “Viva o Povo
Brasileiro”. Interessante, no dia, vi a notícia no “Bom Dia Brasil”, um programa
matinal de desgraças sobre o cotidiano desse país que ainda está no mapa,
apesar dos anseios em contrário da Rede Globo de Sonegação de Impostos e
Manipulação de Informações.
Na manchete, João Ubaldo
foi reconhecido como autor de duas obras, “Sargento Getúlio” e “O Sorriso do
Lagarto”, por coincidência duas que a citada Rede transformou em séries
especiais ou coisas parecidas. “Viva o Povo Brasileiro”? É muito para a Vênus
Platinada proferir tal título... Foi preciso que o Chico Pinheiro lembrasse
ainda em tempo da existência dessa obra. Chico sofre, embora bem pago, para
aturar seus colegas de Rede... Dar bom dia todo dia ao Alexandre Garcia, por
exemplo, deve ser pior do que cumprir solitária em prisão...
Sobre a escolha entre o
tabaco e o álcool, a melhor história de meu conhecimento foi do Seu Humberto.
Segundo maior centroavante da Zona da Mata, nascido em Ponte Nova, só atrás de
Heleno de Freitas, natural de São João Nepomuceno... Seu Humberto, muitos anos
depois de pendurar as chuteiras, obrigado pela família, foi ao médico. O
facultativo, no jargão dos locutores de futebol daqueles tempos, colocou na
mesa a questão fatal: “Ou larga o cigarro ou larga a bebida...”
O paciente pensou,
avaliou, ensimesmou-se, demorou um tempo... e respondeu, ainda dubitativo:
“Então tá, já que o senhor manda, vou largar o cigarro!” E foi pra casa... Feliz
da vida! Seu Humberto nunca tinha colocado um cigarro na boca... Continuou
curtindo sua cachacinha por muito tempo, até que um dia Oládecima, ávido por uma boa conversa, o chamou.
Oládecima parece que só leva os “malas” contra a vontade... O
tanto de “imortal sem talento” da Academia que ficou por aqui... Essa fila
parece que não anda... Toma jeito, Merval... Desocupa, Fernando Henrique
Cardoso... Deixa a gente em paz, vai encher o saco Dele.
