quinta-feira, 31 de outubro de 2013

EDIÇÃO Nº 54- A: O ÚLTIMO CHURRASQUINHO




 
 
 
 
 
 
 
 
 
O autor jura que não está tomando nem leite de vaca nem leite de onça, mas vai sentir falta do churrasquinho...
31-10-2013



 



POMBO CORREIO

Devido à profusão de temas candentes, inadiáveis, Pau Comeu deixa de lado sua periodicidade normal (dias 07-17-27 de cada mês) e solta essa antecipação (54-A) mais reduzida em número de temas, mas nem por isso dotada de menos conteúdo. No dia 07-11-2013 será publicado o 54-B.

 

CARDÁPIO

·         BOOMERANG DA CBF

                Homenagem aos (ir) responsáveis pelo futebol brasileiro

·         COMA SEU CHURRASCO HOJE, PODE TER SIDO O ÚLTIMO...


                Reflexões sobre a dinâmica  econômica do futuro governo social-paleontológico.

·         PERNICIOSIDADE

      Reflexões sobre Deus e o Diabo na velha jovem guarda.

 

·         UMA CIDADE PARA INVESTIDORES

             Uma contribuição da leitora e amiga Vera Westin sobre a urbanização de BH.


BOOMERANG DA CBF


 

>>>>>>>>>>> Entidade estuda pedir a perda da cidadania brasileira do atleta que escolheu defender a Espanha.

José Maria Marin, atual presidente da CBF e sua Quadrilha Ilimitada.

>>>>>>>>>>> Torcida organizada vai ser autorizada a partir do clube e haverá monitores para ensinar comportamento adequado aos torcedores.

Marco Polo Del Nero, futuro presidente da CBF e sua futura Quadrilha Ilimitada.

<<<<<<<<<<< Povo Brasileiro pede prisão perpétua de Marin e Del Nero em uma pirâmide egípcia, pelo delito de excesso de estupidez.

Pau Comeu, em estado de perplexidade diante de tantas asneiras dessas duas múmias.

 

COMA SEU CHURRASCO HOJE, PODE TER SIDO O ÚLTIMO...


Ou então muda o cardápio.


Por peidar demais, pois “(...) o gado brasileiro responde por emissão de gases que geram grande quantidade de C02”, estão com os dias contados o leite da vaca e a carne do casal bovino.

Será proclamada a (Con)Sagração do Gado Vacum nas terras descobertas por Cabral e ampliadas pelos bandeirantes escravizadores paulistas e pela diplomacia pragmática do Barão do Rio Branco.

Assim, milhares de criancinhas que foram acostumadas ao líquido branco, terão que se acostumar com o sucedâneo “sojeite”, porque os adultos, nós, já traçamos o “sojurguer” nosso de cada dia.

Segundo o marinólogo sustentável Eduardo Gianetti da Fonseca, futuro ministro da Economia do socialismo-paleontológico, as diretrizes alimentícias terão que ser modificadas radicalmente:

Criamos no mundo moderno um sistema que é quase uma regra de convivência: você busca situações e posses que deem a você algum tipo de admiração, de respeito, daqueles que estão a seu redor. Contrapartida disso, quando se espalha e se massifica em escala planetária, na China, na Índia, no Brasil, é a destruição irreparável da natureza.”

Ou seja, somos penetras indesejáveis até no universo da gastronomia básica, pois, segundo o arauto dos novos tempos... Comer um bife é uma extravagância do ponto de vista ambiental.”

Também sem essa de ficar viajando de avião pra cima e pra baixo, pois Dona Danuza Leão já reclamou que os aeroportos estão ficando insustentáveis com essa gentinha que nunca comeu melado (leia-se: que nunca viajou de avião). Segundo a musa antropóloga das elites, agora perdeu a graça ir para a Europa, pois qualquer um pode ir. Sem saber, ela aplicou a teoria do futuro ministro, que já disse: Pegar um avião para atravessar o Atlântico é uma extravagância sem tamanho, do ponto de vista ambiental. Você emite mais dióxido de carbono do que um indiano durante uma vida.”

Como fazer para alcançar o mundo perfeito? Não vale peidar e só pode atravessar o oceano a nado?

Nem tanto, a Lei Maior, a cláusula pétrea da Nova Constituição será: aumentar o preço de “tudo que tem impacto ambiental”. Assim, só peida se puder pagar o preço e Dona Danuza poderá desfilar sua arrogância pelos ares não mais poluídos, em todos os sentidos...

Como tudo no mundo tem impacto ambiental, então, em última instância, para resolver a nervosa dialética hegel-gianettiana e para simplificar a discussão, CRESCIMENTO ZERO JÁ! E mais, vedar a ascensão das classes mais periféricas ao paraíso do consumo global, ou seja, para deixar a hipocrisia de lado, DESEMPREGO JÁ! E, para não deixar pedra sobre pedra nessa construção piramidal, para não sacrificar demais as classes dominantes, EUGENIA JÁ!

 

PERNICIOSIDADE

 

Não tenho nada contra quem acha o Roberto Carlos um grande cantor...

O rei da Matusalêmica Jovem Guarda saiu do limbo do qual só acorda no fim do ano no programa natalino da Globo (cada ano que passa a mesma novidade...), para dar uma entrevista... para quem? Claro, para a Rede Globo, que pergunta idiota desse tal de Pau Comeu...

E disse a seguinte pérola:

 Pessoas têm dito que eu sou contra (as biografias não-autorizadas) por causa do meu acidente. Não é isso, não. Eu, quando escrever meu livro, eu vou contar do meu acidente. Ninguém poderá contar do meu acidente melhor que eu. Ninguém poderá dizer aquilo que aconteceu com todos os detalhes que eu posso. Porque ninguém poderá dizer o que eu senti e o que eu passei. Desculpa a rima, porque isso aí só eu sei“.

Pau Comeu perdoa a rima pobre e a pobreza do argumento e segue em frente.

Ninguém pode descrever como Martim Luther King sobre seu assassinato. Ninguém pode, como Noé, descrever o dilúvio. Ninguém pode, como Salvador Allende, escrever sobre a traição que sofreu culminando com seu suicídio. Sim, ninguém pode, como Jesus Cristo, descrever sua própria crucificação.

Então, já que é assim, Pau Comeu toma a liberdade de publicar uma “não-autorizada”, saindo da pena do talentoso José Miguel Wisnik (http://jornalggn.com.br/noticia/para-lutar-contra-biografia-marrom-teremos-que-viver-sob-a-egide-do-silencio):

“(...) O Rei sofre de uma amputação que não deve ser nomeada, como a proferição de um vazio insuportável. O silêncio público sobre a falta de que sofre o Rei é um daqueles segredos que todos conhecem. Os súditos do Rei parecem acolher o segredo do Rei, e isso faz parte do pacto íntimo que ele faz com o seu público. O Rei acha que a biografia estragaria tudo, embora o público o amasse ainda mais se ele desse a revelar o segredo que todos sabem. É doloroso, mas é a vida.(...)”

Pau Comeu relembra um desfile de Escolas de Samba de um Carnaval que passou, na Edição nº 15, já faz tempo, publicada em 27 de novembro de 2012:

            O Cristo crítico do Joãosinho Trinta não pôde, anos atrás, obrigado a desfilar   oculto sob uma capa plástica preta, mas o Cristo Pai do rei pode, afinal rei é rei e pode usar qualquer símbolo para santificar sua pretensa e pretensiosa majestade.  Uma medida para aumentar a sensação de equilíbrio seria colocar Cristo em todas as escolas, aí teria que haver empate nesse quesito, pois estaria garantida a onipotência, onisciência e onipresença, resultando em uma desejável equivalência.

            Assim o Filho de Deus não interferiria no resultado. Também, quem sabe, para  reforçar o conceito, toda Comissão de Frente deveria portar uma tabuleta com  os dizeres “Jesus Cristo eu estou aqui”. Isso ele disse anos depois de gritar ‘’E que tudo mais vá pro Inferno!”, que positivamente não é o endereço do Avô do rei, rei de que mesmo? Ah... da velha Jovem Guarda, não a Velha Guarda da  Portela nem da Mangueira, mas das coroas desesperançadas e das mulheres  mal-amadas.
             O festival de notas 10 da vencedora do desfile foi obra de Deus, ou de seu Filho, ou de seu neto, o rei vestido de azul. Vestido de azul?

            O abraço unindo o rei da velha jovem guarda e o rei da contravenção foi  esclarecedor.

            Alguém, na multidão, com certeza viu que o rei estava nu.

Sim, ninguém pode, como Jesus Cristo, descrever sua própria vida e crucificação. Estão desautorizados todos os que o fizeram.
Como diz o terceiro mandamento, “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”

Em vão...

 

UMA CIDADE PARA INVESTIDORES

(Um ensaio de Vera Westin sobre a urbanização de Belo Horizonte)

 Quarenta anos depois do poema-denúncia de Drummond sobre o Triste Horizonte desta cidade no final dos anos setenta, as suas palavras continuam atuais. Mas teríamos que nos investir do espírito do nosso poeta maior para dizer da Pampulha, região que é posterior à juventude belorizontina de Drummond e que naquele momento não merecia ainda o lamento que as regiões mais centrais provocavam. Tarefa impossível é reeditar a voz poética, mas a perplexidade e a indignação precisam de um grito de denúncia.

A história se repete – como é mesmo? – a primeira vez, como tragédia, a segunda, como farsa? Pois a região da Pampulha e a própria lagoa que lhe toma o nome são hoje o alvo da feroz gana imobiliária e do descaso ou conivência do poder público. Como em outras eras, sem respeito pelo que lhe dá identidade, qualidade do ar, belas paisagens, o verde como pano de fundo, espaço de lazer e práticas esportivas, contemplação. Nos limites do município de Belo Horizonte, não existe espaço público urbanizado com esses valores.

E quem deles se beneficia?  Os moradores privilegiados dos bairros chiques da região unicamente, como querem as vozes que proclamam a verticalização da região? E o que dizer dos fins-de-semana no zoológico, no Parque “Mangueiras”? E dos eventos esportivos - corridas, caminhadas? E do puro perambular pela orla da lagoa, que antes oferecia o prazer paciente de pescadores? E dos ciclistas e da mera contemplação da paisagem, o sol refletido no espelho d’água, as árvores oferecendo sombra e ambos amenizando os efeitos do ar seco de Belo Horizonte? E dos monumentos modernistas, cartão postal da cidade por tantas décadas, São Francisco quase alçando vôo pela leveza das linhas de Niemeyer? E dos fogos do Réveillon, as oferendas a Iemanjá?

A contumaz depredação de monumentos, exemplares arquitetônicos e sítios naturais em Belo Horizonte é sina, barbarismo ou irresponsabilidade civil? A verticalização voraz que traz maiores lucros e estrangulamentos por metro quadrado é a única opção? A quem serve? Um Belvedere que é hoje uma muralha de concreto barrando os ventos do sul não se tornou, por acaso, num nó urbanístico de trânsito, adensamento e mesmo de riscos geológicos?

Se algum belorizontino se der ao trabalho de lançar um olhar mais atento para o Belvedere, aproveitando alguma fresta da Raja Gabaglia (outro triste horizonte de muralhas de concreto pela apropriação da paisagem), vai ter duas visões distintas: primeiro, no sentido centro-bairro, um recanto arborizado, entremeado de telhados de casas, acomodados num regaço da montanha, numa harmoniosa combinação de natureza e ocupação humana; em seguida, a muralha de torres que parece querer competir com a Serra e por isso não respeita seus meandros, grotas, encostas. Arremedo grotesco das cidades medievais, onde a altura das torres sinalizava o lastro de riquezas dos seus proprietários? Ambição tosca e quase selvagem dos que confundem palavras fetichizadas como progresso, modernidade, status, alto padrão com apropriação da paisagem em áreas que, em qualquer lugar mais civilizado, seriam preservadas como bem ambiental coletivo? Ganância guiada pelo mesmo desvario predador dos que já mutilaram a cidade em épocas pretéritas?


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Perdem ricos e pobres, ganham os poucos investidores – “donos” da cidade – e cidadãos (?) especiais. Bens ambientais e paisagísticos coletivos são o que torna as cidades atrativas para cidadãos, turistas e, em última instância, também para investidores, na medida em que esses atributos redundam em valor monetário pela qualidade de vida que proporcionam. Há muitos bairros não-ricos no entorno da lagoa que se beneficiam direta e indiretamente das suas proximidades. Diretamente como lazer e desfrute de um espaço público bonito, aprazível; indiretamente, pela qualidade do ar e pelo tráfego menos congestionado em alguns pontos. E aqueles que hoje já são pontos de estrangulamento, como estarão com o adensamento que vem com a verticalização?

Cidades atrativas, com qualidade de vida e visitadas no mundo inteiro trilham um caminho oposto ao que BH está trilhando: preservação do patrimônio histórico e ambiental, prioridade para o interesse dos cidadãos e não de grupos, prioridade para os espaços públicos frente aos interesses individuais ou de grupos. O que faz as cidades européias atrativas para o turismo são os bairros modernos ou os monumentos de época e os jardins e parques enormes e numerosos das principais capitais?

Em Valência, na Espanha, um maravilhoso parque linear foi construído no antigo leito de um rio, que teve seu curso desviado em função de enchentes na área urbana. As pontes antigas foram preservadas e outras de arquitetura moderníssima foram erguidas; jardins, quadras, playgrounds e outros equipamentos de esporte e lazer, intensamente utilizados, podem ser vistos quando se percorrem alguns quilômetros nas avenidas laterais. Se em Belo Horizonte fosse desviado o curso de algum rio, o que se veria é a construção de shoppings, edifícios residenciais e outros empreendimentos lucrativos. Tudo com muito concreto impermeabilizando o solo e as oportunidades de fruição da cidade e dos espaços públicos. Pois opiniões de leitores de edições on-line de jornais locais já não se puseram a favor de deixar secar a lagoa da Pampulha e criar espaços para que a construção civil torne a região mais moderna e “urbanizada”? Ainda bem que são e que permanecem vozes isoladas! (A menos que a letargia e o imobilismo em relação às obras de despoluição da lagoa sejam indícios de um “projeto” de tornar a sua morte um fato consumado...)

Para não dizer mais, é no mínimo bizarro esse cenário, assim como bizarra e inacreditável é a falta de eco para o anúncio de que a verticalização vai trazer o adensamento da região sem a correspondente infraestrutura. E isto se traduz em maior poluição da lagoa e do ar, gargalos de trânsito e as filas intermináveis de carros – que já agora transtornam a rotina dos moradores locais – enfim, baixa qualidade de vida não só para quem mora, mas também para todos os que trabalham ou passam pela Pampulha a caminho de casa, da escola, do lazer ou do emprego. É o tipo de silêncio que atordoa, o cale-se que permite que se engendrem decisões sem volta nos escritórios das construtoras e de outros empreendedores interessados. Poucas vozes se pronunciam, até são noticiadas, mas sem ênfase e eficácia, quando está em jogo uma questão que toca a cidadania na sua raiz: o cidadão de Belo Horizonte ter poder de voto e veto naquilo que atravessa o seu dia-a-dia, com transparência nas informações, o tema posto na praça para ser discutido.

Que a cidade seja pensada e construída para e pelos seus cidadãos num espaço de cidadania ampla - e não permaneça apenas uma cidade para investidores.

(Vera Ligia Westin)
 
 
 
 
 
 

domingo, 27 de outubro de 2013

EDIÇÃO Nº 53: PABLOS DE VINICIUS



 
 
 
 
 
 
O autor, em dúvida depois da última choradeira do Peter Pan sobre mais uma visita da velha senhora a Minas Gerais...
 
Será que o eterno não-soprador de bafômetro deu um chilique, um faniquito nervoso ou um fricote?
27-10-2013

 

 
CARDÁPIO
 
  • BIOGRAFIA DE UM BARRACO
  • MEU ATUAL SONHO DE CONSUMO...
  • A VOLTA DO BOOMERANG
  • FAÇA BOM USO DO SEU BLACK BLOC
  • TORTUREM OS NÚMEROS... ELES CONFESSARÃO!
  • USA ESPIONAGEM QUEM PODE?
  • O ANO ASSASSINO

 


BIOGRAFIA DE UM BARRACO
 

Pois é, quem falou, falou, quem não falou não fala mais? Ou não deixa falar mais?

Proibidas as biografias não autorizadas e/ou não remuneradas, o Brasil perde um gênero literário de grande interesse, que presta inestimável serviço educacional, narrando aspectos positivos e deslizes de suas maiores expressões históricas, educando o povo com a crua realidade de que qualquer um é mistura de herói e vilão, porque humanos somos todos.

Nunca mais pecadores e suas picardias. De agora em diante, todos santos com suas lavadas e enxugadas vidas.
Todo mundo sem cera no ouvido nem meleca no nariz... Só a bailarina é que não tem?

Dona Paula Lavigne, que entrou para a História do Brasil por ter sido casada com o Senhor Caetano Veloso, como toda empresária que adora um chamego do governo, criou uma espécie de fundação “É Permitido Proibir”. Boa sorte para todos os acionistas deste democrático empreendimento.

Para ilustrar a razão social da empresa, Dona Paula, em um programa de televisão destinado a fofocas de celebridades, resolveu tornar público, no ar, o lesbianismo de Dona Bárbara Gancia. Só para criar desconforto na sua companheira de futilidades.

Elas se merecem?

Colho de um leitor da internet (Mauricio Salles, 17-10-2013) a explicação mais simples sobre o barraco.

            “Uai, o nome do programa não é "Saia Justa"? Do que estão reclamando? Ah, e quem não conhece a sra. Lavigne? E dona Gancia? Finas flores da baixaria, sem dúvida. Mas nesse comportamento da Paula vê-se logo o nível em que foi parar  essa discussão inócua. A parada é simples de acordo com a Constituição. Liberdade para escrever biografias. Porém, se atingir a vida privada do biografado sem provas, indenização. Cabe aos juízes aferirem se houve e qual a    extensão do dano causado à pessoa biografada.”

Simples, assim.

Bons tempos em que barracos eram temas de belas músicas do nosso “cancioneiro”. Tipo “barracão de zinco, sem telhado, sem pintura, lá no morro”, ou “ah, barracão, pendurado no morro e pedindo socorro à cidade aos seus pés”...

Barraco ou barracão, no qual “a lua furando o nosso zinco salpicava de estrelas nosso chão”...

Barraco agora, na música popular brasileira, ganhou outra conotação.

***

Sobre o assunto, não dá para competir com o extraordinário “The Piaui Herald”.

A manchete dizia o seguinte:
  • Astros da MPB organizam Marcha da Família com Deus pela Privacidade

E um pedaço da notícia:

CINELÂNDIA - Para marcar posição contra as Reformas de Base lideradas por biógrafos incendiários e editores comunistas, astros da MPB convocam simpatizantes para a Marcha da Família com Deus pela Privacidade. "A privacidade da família da MPB não pode ser invadida por encalhadas como a Monica Bergamo e lésbicas como aquela moça do Saia Justa", ponderou Paula Lavigne, atrás de um discreto véu.

Caetano, Chico, Djavan, Gil e Roberto Carlos irão para as ruas cercados por uma área VIP móvel. "Dessa forma, ninguém invadirá a privacidade deles durante os protestos", explicou Lavigne, em coletiva na qual manteve-se a três metros de distância dos repórteres.(...)”

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Frase de João Máximo, grande jornalista esportivo brasileiro:

 
“(...) Mudando de uma arte para outra, do futebol para a música dos equivocados defensores da censura, passei a conhecer e a gostar mais de Roberto Carlos depois de ler o livro de Paulo César de Araujo. E a gostar definitivamente menos ao saber que ele chegou a pensar em fazer do livro uma imensa fogueira.”

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Pinnocchio está processando quem o chamou de mentiroso e cara-de-pau...

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Pau Comeu com crueldade: que falta que uma perna faz... já dizia o Saci Pererê.







MEU ATUAL SONHO DE CONSUMO...


depois dessa “barracanagem” em redor das biografias não autorizadas, é ler a última obra de Lira Neto, autor da biografia de Getúlio Vargas em três volumes.

Última porque o autor já declarou que, se prevalecer a ideologia da censura deflagrada pelo pessoal das artes canoras e compositoras, vai pendurar as chuteiras do gênero e partir para outras searas literárias. Pena... O cara é bom! E sério! Deve ser também por isso que querem mudar o discurso para “É permitido proibir!”

Muitas edições atrás, mais precisamente na Nº 8, fiz uma citação ao livro não publicado Meu time morreu antes de mim”, reunindo 11 crônicas/ensaios. Escalava minha seleção política de todos os tempos e começava com GETÚLIO VARGAS.

Causei estranheza entre amigos, certamente, pois, companheiros de esquerda, indagavam como citar um ex-ditador com tantos pecados?

Por isso mesmo, por ter tantos pecados.

E por uma razão pessoal, familiar. Foi esse homem pequeno, com todos os pecados do mundo e mais alguns, que, ao criar as leis trabalhistas, deu ao meu pai e aos demais trabalhadores brasileiros contemporâneos, uma dignidade laboral que antes inexistia.

Sobre a obra, uma pesquisa na internet perguntava “qual a melhor maneira de definir Getúlio”... Das três opções possíveis, respondi “um homem contraditório, impossível de definir numa frase”.

Em 609 pessoas, mais 366 responderam assim também. Outros 135 foram para “Um político astucioso, capaz de tudo pelo poder”, 60 votos para “Um ditador autoritário e manipulador do povo”, e os demais 47 votos optaram para “O grande Pai dos Pobres”.

Existem os definidores, sim. Capazes de resumir uma vida em uma frase.

Penso que vida não cabe numa frase.

Morte, sim.

Para isso existem os epitáfios... Bom tema, os epitáfios. Em breve, no Pau Comeu. Aceito sugestões. De passagem, a melhor de todas: “Aqui jaz Fernando Sabino, nasceu homem e morreu menino.”

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Uma dos momentos mais marcantes da minha infância foi o suicídio de Getúlio, eu tinha apenas 7 anos de idade e não entendia bem as lágrimas da minha mãe e o silêncio sofrido do meu pai. Naquele tempo valia o “homem não chora”.

Em uma entrevista, uma pergunta: Getúlio flerta o tempo todo com a morte?”

Lira Neto responde:

            A trajetória é a crônica de uma morte anunciada. Em 1930, em três de  outubro, quando ele inicia as anotações no diário, já pergunta: “E se   perdermos? Serei apontado como responsável. Só o sacrifício da vida poderá  resgatar o erro de um fracasso”. Já anunciava a solução extrema caso a situação chegasse no limite. Em 1932, no dia seguinte ao Nove de Julho, em  outro bilhete de suicida, escreve que o sacrifício pessoal é algo que está no campo de possibilidade. Depois, na Segunda Guerra, diz que seu sacrifício pessoal seria a forma de mitigar um possível desastre. E em 1945, em abril, seis meses antes de ser deposto, escreve o que seria um esboço da Carta      Testamento, colocando mais uma vez o sacrifício pessoal. Então ele tinha uma visão, de certo modo fatalista, de que esse gesto seria suficientemente forte para abalar, anestesiar e neutralizar seus adversários políticos. Em 1954 ele sabia que a autoimolação neutralizaria a agressividade de seus adversários,  tanto que esses mesmos adversários ficaram dez anos afastados (UDN e os        militares) até voltar em 1964.”

 Meu pai, um homem de poucas letras, disse, no dia do Golpe Militar de 1964, na hora do almoço, que os golpistas eram os mesmos de dez anos atrás... Nos meus dezessete anos, fiquei sabendo de tudo e cultivo até hoje meu nojo aos golpistas civis e militares, e aos seus estúpidos simpatizantes e serviçais.

 

A VOLTA DO BOOMERANG

Diante de tantas opiniões geniais divulgadas ultimamente, Pau Comeu resolveu que só voltando com o Boomerang: bateu... Levou!


·         Mainardi reaparece no Twitter, contra a Petrobrás.

>>>>>>>>>>>> "Os diretores da PetroChina (CNPC) estão na cadeia, acusados de suborno. Para comprar o pré-sal, terão de usar o método do Marcola."

Diogo Mainardi, o gênio tucano que não sabe o que é uma anta.

<<<<<<<<<<<< Trata-se da pessoa certa no lugar certo. Mainardi no Twitter confirma que só se comunica através de grunhidos. Qualquer hora pega o tacape (ele tem!) e a mulher (ele tem?) pelos cabelos e volta pra dentro da caverna.

Pau Comeu, em legítima defesa .


·         Marina Silva, Itaú in Natura.

>>>>>>>>>>>> "Vi com preocupação a China fazer parte do leilão, porque nesse caso não é uma empresa, é o Estado."

Marina Silva, a musa da social-paleontologia.

<<<<<<<<<<<< Ela está tendo pesadelos com chineses fardados jorrando dos poços de petróleo. Preferia o Consórcio Itaú-Natura Oil...

Pau Comeu, em legítima defesa .


·         Álvaro (apocalipse now) Dias, do alto de sua peruca pintada com tijolinho de Santo Antônio.


Álvaro Dias, o nacionalista tardio.

<<<<<<<<<<<< Acho que “entregaram” para quem ele não queria...

Pau Comeu, em legítima defesa .



·         FMI, que entende pra caramba de economia.


FMI, mais conhecido com “Fome e Miséria Internacional”.

<<<<<<<<<<<< Depois de levar a Europa para as cucuias, morro de medo de Marina, ou Aécio, ou Serra, ou Campos, aplicar o receituário  do FMI.

Pau Comeu, em legítima defesa .


E, para não dizer que não falei de gente...



·         Manoel de Barros, do alto de sua genialidade.


Manoel de Barros, o poeta.

<<<<<<<<<<<< A curva é uma reta de porre.

Pau Comeu, por experiência própria.


 
 
 
 
 
 
 

FAÇA BOM USO DO SEU BLACK BLOC


Pau Comeu lança esta campanha civilista: FAÇA BOM USO DO SEU BLACK BLOC!

Para isto colocou o DATAPAU nas ruas do Brasil, colhendo sugestões.

As principais respostas, obedecendo metodologia do Instituto de não usar margem de erro nem percentuais com decimais, foram as seguintes:

 

·         Substituir os cães sacrificados

pelos black blocs que os amam de montão... 10%;

·         Substituir os cães sacrificados

pelo boneco Bolsonaro. 10%;

·         Substituir os cães sacrificados

pelos black blocs capitaneados pelo boneco Bolsonaro 80%


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De Bolsonaro para Chico, Caetano e Gil sobre os anos de chumbo:

“(...) Chico, Caetano e Gil tinham liberdade para fazer oposição. Se não tivessem, teriam ido para o paredão. Não foram. Só não posso nem dizer que estou feliz na companhia deles. Fico feliz de estar, sim, ao lado de Roberto Carlos.”

Pau Comeu, também, está muito feliz por Bolsonaro estar feliz ao lado de Roberto Carlos... Bom para os outros três... Que aproveitem a oportunidade e respondam à infâmia proferida contra eles. De preferência pedindo desculpas ao povo brasileiro por andarem em tantas más companhias.


A revista Veja, a favorita de 11 em 10 consultórios médicos e odontológicos, ideal para economizar anestesia nos tratamentos da clientela, finalmente colocou Chico Buarque na capa, só para tripudiar... Maior sacanagem que esta, não existe...


 

TORTUREM OS NÚMEROS... ELES CONFESSARÃO!




O esforço que a Grande Imprensa tem feito para interpretar tucanopositivamente as pesquisas sobre as próximas eleições, após a formação do socialismo-paleontológico, é qualquer coisa de comovente!

Pelas últimas tucanálises dos números, o Nordeste fecha com Campos, que ele é de lá, o Sudeste com Serra e Aécio, que eles são de lá, o Centro-Oeste, depois do barraco marineiro com o Ronaldo Caiado, fecha com Aécio e Serra. O Norte, claro, com Marina, que ela é de lá. O Sul, pela liderança de Álvaro Dias e seu nacionalismo tardio, fecha com Marina, Serra, Aécio e Campos.


Conclusão do Pau Comeu: para Dilma, só resta o Brasil...


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A pesquis(z)ofrenia anda muito estranha... Vejam voces sem chapéus e vocês com chapéus! Há instituto de opinião escondendo resultados de pesquisas já feitas... Por que?


Citemos Fernando Brito, do blog “Tijolaço” (22-10-2013):


“Cadê o Ibope?



Quando pesquisa eleitoral “some” é mau sinal. É que, nestes casos, não é raro que o resultado possa estar sendo amaciado no caldeirão das conveniências políticas.

Doze dias atrás, a coluna Radar, de Lauro Jardim, ns Veja, anunciou que na sexta-feira, 18, o Ibope estaria colhendo respostas sobre as intenções de voto, mas apresentando os candidatos com seus “padrinhos” políticos: Dilma, com Lula; Aécio, com FHC e Eduardo Campos, com Marina Silva, embora esta esteja mais para madrasta que para madrinha.

A notícia colocou a tucanagem em polvorosa, preocupada com o estrago que isso poderia causar à candidatura do senador mineiro e vendo nisso uma armadilha costurada por José Serra.

O fato é que a tal pesquisa, quatro dias depois de terem ido para a rua os questionários, não teve seus resultados divulgados.

Ou seja, estão no caldeirão.”

Pau Comeu não resiste: Montenegro amarelou?

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Só um pouquinho. Saiu o  resultado da pesquisa, só que não deu no Jornal Nacional. Sem maiores novidades. O Partido Socialista Brasileiro do Partido da Social Democracia Brasileira ainda perde em todos os cenários, mas segundo a Grande Imprensa, sua vitória é certa. Quê isso? Federação das Oposições Reunidas Com Espírito Pilantrópico-Social.
 
FORCEPS, o instrumento para induzir o parto da vitória dos homens bons do Professor Hariovaldo em 2014 (veja o blog http://www.hariovaldo.com.br/site/).


 


USA ESPIONAGEM QUEM PODE?


Agora são italianos, franceses e principalmente alemães, quase a Europa inteira, que denunciam a espionagem americana.

Só para refrescar a memória dos leitores de alguns sofríveis jornalistazinhos brasileiros...

Quando o Brasil denunciou, vira-latas do tipo Elio Gaspari e Nelson Motta, entre outros, debocharam da presidenta, defendendo o direito de espionagem e pondo a culpa na nossa incapacidade de nos defendermos da agressão...

E agora, colonizadinhos, o que dirão? Ficarão caladinhos?

Como Pau Comeu não perdoa os hipócritas, é sempre bom lembrar: o primeiro é o pai e alter ego do Eremildo Idiota, além de amigão do Golbery, com quem dividiu a autoria de uma espécie de “biografia autorizada” do Golpe de 64; o segundo escreveu um livro cuja única novidade foi um trecho só pra dizer que transou com uma famosa cantora, então casada com um amigo...


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No endereço (*) aparece a seguinte matéria:

Espionagem aqui era “bobagem”, diziam. Na Europa, não é…


25 de outubro de 2013

Da agência alemã  Deutsche Welle, sobre o alvoroço dos líderes europeus, depois que o The Guardian revelou que a espionagem americana espalhou-se, de forma generalizada, sobre os governos do continente.
Cúpula em Bruxelas reflete mal-estar entre europeus e EUA por espionagem

O mal-estar e a crise de confiança nas relações transatlânticas ficaram expostos nesta sexta-feira em Bruxelas. Líderes da União Europeia se reuniram para discutir questões de política interna, como a polêmica em torno dos refugiados, mas viram a cúpula ser ofuscada pelas últimas denúncias sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA) americana.”

(*) http://tijolaco.com.br/index.php/espionagem-aqui-era-bobagem-diziam-na-europa-nao-e/


 

 

O ANO ASSASSINO


Cem anos mais passarão e as homenagens a Vinicius, multiplicadas, darão novos frutos de novos poetas que brotarão. De Vinicius aos seus Pablos, porque todos os Pablos são Pablos.


“Breve consideração à margem do ano assassino de 1973


Que ano mais sem critério
Esse de setenta e três…
Levou para o cemitério
Três Pablos de uma só vez.
Três Pablões, não três pablinhos
No tempo como no espaço
Pablos de muitos caminhos:
Neruda, Casals, Picasso.

Três Pablos que se empenharam
Contra o fascismo espanhol
Três Pablos que muito amaram
Três Pablos cheios de Sol.
Um trio de imensos Pablos
Em gênio e demonstração
Feita de engenho, trabalho
Pincel, arco e escrita à mão.

Três publicíssimos Pablos
Picasso, Casals, Neruda
Três Pablos de muita agenda
Três Pablos de muita ajuda.
Três líderes cuja morte
O mundo inteiro sentiu.
Ôh ano triste e sem sorte:
– Vá pra puta que o pariu!”

(Vinicius de Morais)