
O autor flagrado na "Janela Indiscreta".
POMBO CORREIO
Pau Comeu informa: a partir do mês que vem, abril/2013, as
edições estarão disponibilizadas nos dias 07, 17 e 27 de cada mês. Motivo: o
blog é grátis e tá sobrando mês no final do meu dinheiro. Preciso caçar
recursos para manutenção deste veículo, pois consome muita cerveja.
BOOMERANG
>>>>>>>>>>>> O Depufede
Pastor Feliciano é contra gays, negros, índios, e um tantão de etc.
<<<<<<<<<<<< O Pau Comeu
lembra que o Partido dele é “Social” e “Cristão”.
ABRINDO O BAÚ / ESPORTES
Do livro “O Corredor da Morte: Jesus está chamando!”,
reunindo crônicas de um bar familiar, na Avenida Prudente de Morais, 666, publicado
em 2004 por uma editora underground e
que não logrou uma segunda edição. A razão do título vai ficar para outra oportunidade.
Uma das crônicas levou o título de...
Futebol é Paixão!
É a principal instituição de qualquer boteco. Tá no sangue e
na boca de todos. No coração, então, exorbita, domina, provoca emoções que
podem levar a arritmias e enfartes.
Em Minas Gerais ocorre um fenômeno peculiar: as torcidas
revezam-se em torcer pelo sucesso do seu time e pelo fracasso do adversário.
Conforme o caso, mais pelo fracasso que pelo sucesso. Isso pode levar ao
acúmulo de fracassos, em vez da coleção de sucessos.
O futebol mudou muito. Claro, o número de jogadores continua
o mesmo. A bola continua redonda, embora grande parte dos “craques” inventados
pela mídia preferisse a bola quadrada, por ser de mais fácil domínio. A lei do
impedimento mudou para melhor, quando estabeleceu que na mesma linha vale.
A globalização, devoradora de culturas, fomentadora de
padronizações, no futebol criou o adultério do torcedor. Tempos atrás, quem
trocava de time era vira-folha, vira-casaca, e em geral visto com maus olhos
pelos amigos e colegas. Tal procedimento era condenado como prova de falta de
personalidade. Alvo de caçoadas, os familiares e os amigos cobravam uma
definição: afinal, você é Atlético ou Cruzeiro? Flamengo ou Vasco? Palmeiras ou
Corinthians? Quem não passou por isso?
O que nos fazia amar de verdade um time só? Seria como a
idéia do casamento indissolúvel, até que a morte nos separe... na vitória-saúde
e na derrota-doença? Não, acho que era mesmo o tal de amor eterno. Tem gente
que jura que existe.
Seria paixão pelas cores que corriam, velozes, nos gramados,
o balé exuberante atrás daquela bola de couro oficial, sonho de todo menino?
Claro que também!
Era tudo isso e mais alguma coisa, uma forma de socialização,
em que os amigos eram amigos, apesar de torcerem por times diferentes, até que
a bola rolasse na saída do jogo... A gozação do vencedor durava só uma semana,
até a próxima rodada.
Mais tarde, os filhos daqueles pais, até então inseparáveis,
casavam-se e separavam-se, e as separações, mais ou menos traumáticas, ocorriam
com frequência cada vez maior, mas a paixão e o amor pelo time do coração
pareciam imortais.
A televisão mudou tanta coisa, também esse costume. Hoje os
meninos têm um time em cada Estado, e com a globalização, um em cada País.
As cores se confundem e se desbotam, num arco-íris sem
sentido para quem teima com uma só combinação, a segunda pele, seja ela
preto-e-branca ou vermelho-e-preta, ou verde, ou vermelha ou azul, sem contar
propagandas que violentam as gloriosas jaquetas originais, históricas, perenes
ao menos nas memórias, nos filmes do Canal 100 e, depois de 1970, nas
televisões.
E mais, sem falar nas cores de um mesmo time, que se
modificam ao sabor de estilistas que não gostam de futebol, o belíssimo
tricolor das Laranjeiras vira alaranjado, o rubro-negro baiano vira amarelo, o
Vasco perde a listra diagonal, e por aí vai.
No boteco, em dia de Atlético versus Cruzeiro, as paixões só
não superam a ida ao Mineirão. Mas é quase... Os torcedores se misturam num
azul misturado com preto e branco, e o resultado é que não há brigas. Dezenas
de torcedores se misturam, mais da metade, claro, do lado de fora, de pé na
calçada. E tome cerveja, e tome cigarro, e tome uísque e outros líquidos menos
votados. E o nervosismo só que aumenta, até que sopra o apito final daquele
juiz, geralmente um filho da puta pra quem perde. O futebol é isso...
Minas Gerais é um estado central, dizem políticos e
estudiosos que é uma síntese do Brasil. Descontando os interesses eleitoreiros,
há fundo de verdade. Suas fronteiras fazem com que influencie e seja
influenciado pelos vizinhos. Há mineiros paulistas, Varginha que o diga. Há
mineiros cariocas, Juiz de Fora sabe. Os mineiros do leste respiram maresia, o
que os diferenciam dos capixabas? Os do Triângulo não são, ao mesmo tempo, goianos?
Os do Norte guardam semelhanças atávicas com os baianos, aspiram ares de
acarajés, abarás, sarapatéis sensacionais. No futebol as fronteiras também
influenciam as simpatias.
Talvez por isso Guimarães Rosa tenha dito, um dia, a frase
fatal “Minas são muitas...” E Carlos Drummond de Andrade, ao contrário do que
pensam alguns mineiros, tenha morrido com Itabira no coração. Léo Santana,
escultor mineiro, imortalizou em bronze o Poeta Maior no calçadão da praia de
Copacabana. Ari Barroso, internacional de Ubá, é o autor do verdadeiro hino
nacional brasileiro, a Aquarela do Brasil. Milton Nascimento, carioca de origem
e mineiro de formação, é personalidade nacional, quem não gosta dele? Vocês
sabiam que o Bituca é Doutor Honoris
Causa pela Universidade Federal de Ouro Preto?
Dizer dos mineiros importantes por suas qualidades e não
pelos poderes ou sobrenomes, é elaborar uma enciclopédia. Rosa acertou na
mosca. Basta viajar pelo Brasil, é só dizer que é mineiro e as pessoas do lugar
se chegam para conversar, trocar uma prosa. E se rolar uma cachacinha com
torresmo, então...
Voltando ao futebol, o ideal é que os mineiros esqueçam os
fracassos dos outros e se concentrem na busca dos próprios sucessos. Aí vai
melhorar, a disputa será pelas conquistas. Agora que a Raposa conseguiu a
sonhada estrela amarela, quem sabe o Galo parta para sua segunda.
O boteco, já disse o DATABAR, é na maioria, Galo. Em segundo
lugar, Raposa. Se bobear, o Coelho perde para outros bichos de fora. Apesar das
estatísticas, o bar é democrático e que continue assim...
ARTEFATOS
Nesse cantinho destinado aos eventos e fatos artísticos, incluindo
contribuições dos leitores, o escriba do Pau Comeu revela uma faceta
desconhecida do seu pequeno público, qual seja a de fracassado produtor musical.
Algum tempo depois de dissolvido o grupo vocal “De Voz Em
Quando”, magistralmente regido pelo Maestro Hudson Brasil, quatro de seus
participantes tentaram, com mais uma pessoa, formatar um quinteto para
apresentações destinadas a pessoas interessadas, em ambientes pequenos.
Os cumprimentos do baixo Paulinho à contralto Pretinha, ao
tenor Zé Rogério e à soprano Cássia, além de Lúcia, violonista. Dedico esta “leitura”
especialmente à cantora e violonista Suzana Alvarenga, para que, lá nas
lonjuras da Austrália, inclua em seu repertório de festas. Sei que ela saberá
interpretar, entende do riscado.
Entre os projetos, um foi denominado “Cantando e andando”,
cujo objetivo foi garimpar coleções de músicas em pequenos volumes, com a
intenção de contar histórias, desvendando vertentes temáticas na música popular
brasileira.
Foi muito interessante descobrir que pessoas de tempos
diferentes desenvolveram visões semelhantes ou complementares, ou às vezes deliciosamente
contraditórias, em relação a um determinado tema, resultando numa espécie de
diálogo entre gerações de músicos e letristas.
Mesmo não tendo saído do papel, vale a pena resgatar um
momento do primeiro tema proposto, “Encontros e desencontros”.
É notável a simbiose entre “Jura”, composição de Sinhô feita em
1928, e “Aos
pés da santa cruz”, de Marino Pinto e Zé da Zilda, de 1942. Nas duas
músicas, fundidas em uma só, a ordem proposta descobre uma continuidade entre
as letras e as melodias, como se a que veio depois dialogasse com a anterior,
14 anos depois.
Jura aos pés da santa
cruz
“Pa-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa
Pa-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa-pa-pa-ra-pa...pa!
Jura, jura, jura
Pelo Senhor
Jura pela imagem
Da santa cruz do Redentor
Pra ter valor a tua
Jura, jura, jura
De coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão...
O coração tem razões
Que a própria razão desconhece
Faz promessas e juras
Depois esquece
Seguindo esse princípio
Você também prometeu
Chegou até a jurar
Um grande amor
Mas depois esqueceu...
Daí então dar-te eu irei
O beijo puro
Na catedral do amor
Dos sonhos meus
Bem junto aos teus
Para fugirmos
Das aflições da dor...
Aos pés da santa cruz
Você se ajoelhou
E em nome de Jesus
Um grande amor você jurou
Jurou mas não cumpriu
Fingiu e me enganou
Pra mim você mentiu
Pra deus você pecou...
Jura, jura, jura
Pelo Senhor
Jura pela imagem
Da santa cruz do Redentor
Pra ter valor a tua
Jura, jura, jura
De coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão...
Pa-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa-ra-pa
Pa-pa
Pa-ra-pa-ra-pa
Pa-ra-pa-ra-pa-pa-pa-ra-pa...pa!”
JANELA INDISCRETA
Pau Comeu inaugura esta nova secção, dando a palavra a outras
pessoas em situações pouco esperadas e fazendo um comentário no final.
(1)
De João Ubaldo Ribeiro para Fernando Henrique
Cardoso:
“25 de outubro de 1998
Senhor Presidente,
Antes de mais nada, quero tornar a parabenizá-lo pela sua vitória estrondosa nas urnas. Eu não gostei do resultado, como, aliás, não gosto do senhor, embora afirme isto com respeito. Explicito este meu respeito em dois motivos, por ordem de importância.
“25 de outubro de 1998
Senhor Presidente,
Antes de mais nada, quero tornar a parabenizá-lo pela sua vitória estrondosa nas urnas. Eu não gostei do resultado, como, aliás, não gosto do senhor, embora afirme isto com respeito. Explicito este meu respeito em dois motivos, por ordem de importância.
O primeiro
deles é que, como qualquer semelhante nosso, inclusive os milhões de miseráveis
que o senhor volta a presidir, o senhor merece intrinsecamente o meu respeito.
O segundo
motivo é que o senhor incorpora uma instituição basilar de nosso sistema
político, que é a Presidência da República, e eu devo respeito a essa
instituição e jamais a insultaria, fosse o senhor ou qualquer outro seu
ocupante legítimo. Talvez o senhor nem leia o que agora escrevo e, certamente,
estará se lixando para um besta de um assim chamado intelectual, mero autor de
uns pares de livros e de uns milhares de crônicas que jamais lhe causarão
mossa.
Mas eu
quero dar meu recadinho.
Respeito também o senhor porque sei que meu respeito, ainda que talvez seja relutante privadamente, me é retribuído e não o faria abdicar de alguns compromissos com que, justiça seja feita, o senhor há mantido em sua vida pública – o mais importante dos quais é com a liberdade de expressão e opinião.
Respeito também o senhor porque sei que meu respeito, ainda que talvez seja relutante privadamente, me é retribuído e não o faria abdicar de alguns compromissos com que, justiça seja feita, o senhor há mantido em sua vida pública – o mais importante dos quais é com a liberdade de expressão e opinião.
O senhor,
contudo, em quem antes votei, me traiu, assim como traiu muitos outros como eu.
Ainda que obscuramente, sou do mesmo ramo profissional que o senhor, pois
ensinei ciência política em universidades da Bahia e sei que o senhor é um
sociólogo medíocre, cujo livro O Modelo Político Brasileiro me pareceu um
amontoado de obviedades que não fizeram, nem fazem, falta ao nosso pensamento
sociológico. Mas, como dizia antigo personagem de Jô Soares, eu acreditei.
O senhor entrou para a História não só como nosso presidente, como o primeiro a ser reeleito. Parabéns, outra vez, mas o senhor nos traiu. O senhor era admirado por gente como eu, em função de uma postura ética e política que o levou ao exílio e ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos, ou pelo menos nós pensávamos que o senhor acreditava, da mesma forma que hoje acha mais conveniente professar crença em Deus do que negá-la, como antes.
O senhor entrou para a História não só como nosso presidente, como o primeiro a ser reeleito. Parabéns, outra vez, mas o senhor nos traiu. O senhor era admirado por gente como eu, em função de uma postura ética e política que o levou ao exílio e ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos, ou pelo menos nós pensávamos que o senhor acreditava, da mesma forma que hoje acha mais conveniente professar crença em Deus do que negá-la, como antes.
Em
determinados momentos de seu governo, o senhor chegou a fazer críticas, às
vezes acirradas, a seu próprio governo, como se não fosse o senhor seu
mandatário principal. O senhor, que já passou pelo ridículo de sentar-se na
cadeira do prefeito de São Paulo, na convicção de que já estava eleito, hoje
pensa que é um político competente e, possivelmente, tem Maquiavel na cabeceira
da cama. O senhor não é uma coisa nem outra, o buraco é bem mais embaixo.
Político competente é Antônio Carlos Magalhães, que manda no Brasil e, como já
disse aqui, se ele fosse candidato, votaria nele e lhe continuaria a fazer
oposição, mas pelo menos ele seria um presidente bem mais macho que o senhor.
Não gosto do senhor, mas não tenho ódio, é apenas uma divergência histórico-glandular. O senhor assumiu o governo em cima de um plano financeiro que o senhor sabe que não é seu, até porque lhe falta competência até para entendê-lo em sua inteireza e hoje, levado em grande parte por esse plano, nos governa novamente.
Não gosto do senhor, mas não tenho ódio, é apenas uma divergência histórico-glandular. O senhor assumiu o governo em cima de um plano financeiro que o senhor sabe que não é seu, até porque lhe falta competência até para entendê-lo em sua inteireza e hoje, levado em grande parte por esse plano, nos governa novamente.
Como já
disse na semana passada, não lhe quero mal, desejo até grande sucesso para o
senhor em sua próxima gestão, não, claro, por sua causa, mas por causa do povo
brasileiro, pelo qual tenho tanto amor que agora mesmo, enquanto escrevo, estou
chorando.
Eu ouso lembrar ao senhor, que tanto brilha, ao falar francês ou espanhol (inglês eu falo melhor, pode crer) em suas idas e vindas pelo mundo, à nossa custa, que o senhor é o presidente de um povo miserável, com umas das mais iníquas distribuições de renda do planeta.
Eu ouso lembrar ao senhor, que tanto brilha, ao falar francês ou espanhol (inglês eu falo melhor, pode crer) em suas idas e vindas pelo mundo, à nossa custa, que o senhor é o presidente de um povo miserável, com umas das mais iníquas distribuições de renda do planeta.
Ouso
lembrar que um dos feitos mais memoráveis de seu governo, que ora se passa para
que outro se inicie, foi o socorro, igualmente a nossa custa, a bancos ladrões,
cujos responsáveis permanecem e permanecerão impunes. Ouso dizer que o senhor
não fez nada que o engrandeça junto aos corações de muitos compatriotas, como
eu. Ouso recordar que o senhor, numa demonstração inacreditável de
insensibilidade, aconselhou a todos os brasileiros que fizessem check-ups
médicos regulares. Ouso rememorar o senhor chamando os aposentados brasileiros
de vagabundos.
Claro, o
senhor foi consagrado nas urnas pelo povo e não serei eu que terei a arrogância
de dizer que estou certo e o povo está errado. Como já pedi na semana passada,
Deus o assista, presidente. Paradoxal como pareça, eu torço pelo senhor, porque
torço pelo povo de famintos, esfarrapados, humilhados, injustiçados e
desgraçados, com o qual o senhor, em seu palácio, não convive, mas eu, que
inclusive sou nordestino, conheço muito bem. E ouso recear que, depois de
novamente empossado, o senhor minta outra vez e traga tantas ou mais desditas à
classe média do que seu antecessor que hoje vive em Miami.
Já trocamos duas ou três palavras, quando nos vimos em solenidades da Academia Brasileira de Letras. Se o senhor, ao por acaso estar lá outra vez, dignar-se a me estender a mão, eu a apertarei deferentemente, pois não desacato o presidente de meu país. Mas não é necessário que o senhor passe por esse constrangimento, pois, do mesmo jeito que o senhor pode fingir que não me vê, a mesma coisa posso eu fazer.
Já trocamos duas ou três palavras, quando nos vimos em solenidades da Academia Brasileira de Letras. Se o senhor, ao por acaso estar lá outra vez, dignar-se a me estender a mão, eu a apertarei deferentemente, pois não desacato o presidente de meu país. Mas não é necessário que o senhor passe por esse constrangimento, pois, do mesmo jeito que o senhor pode fingir que não me vê, a mesma coisa posso eu fazer.
E, falando
na Academia, me ocorre agora que o senhor venha a querer coroar sua carreira de
glórias entrando para ela. Sou um pouco mais mocinho do que o senhor e não
tenho nenhum poder, a não ser afetivo, sobre meus queridos confrades. Mas, se
na ocasião eu tiver algum outro poder, o senhor só entra lá na minha vaga, com
direito a meu lugar no mausoléu dos imortais.
João Ubaldo Ribeiro”
(fonte:http://contextolivre.blogspot.com.br/2010/07/carta-de-joao-ubaldo-ribeiro-ao-ex.html)
(2) Comentário do Pau Comeu, diretamente da Janela
Indiscreta:
Quem achava que o JUR só metia o pau no Lula,
aqui JUR meteu o pau no FHC.
Se bem que acho que foi no tempo em que JUR
bebia...
Pelo final da carta, na verdade quem morreu
foi outro imortal, também chamado João... Mas foi o de Scatimburgo.