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Mau-olhado,
de acordo com o receituário do meu médico particular de língua brasileira,
Dr. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “é
a qualidade que se atribui a certas pessoas de causarem desgraça àqueles para
quem olham”.
Qualidade,
só na definição da palavra, pois é um defeito, feio defeito.
Já vivi
esse fenômeno na qualidade de pai, a procurar rezadeira para espantar os maus
espíritos dirigidos aos filhos criados com amor.
Estou
pensando seriamente em voltar, agora para proteger minha netinha Cora, que
está ficando muito gripadinha ultimamente...
É fato.
O
mau-olhado é uma realidade.
Pairam no
ar energias extremamente negativas...
Todo
cuidado é pouco.
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22-07-2015
O TIME MAIS ODIADO DO BRASIL
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Dizem que o Flamengo é o time mais querido do Brasil.
Meia verdade: é também o mais odiado.
Simples conta de subtração.
Minuendo menos Subtraendo igual a resto.
Minuendo
= Total;
Subtraendo
= Flamengo;
resto
= resto.
resto
= todos os outros times.
O Flamengo
é o maior alvo de mau-olhado no futebol.
O
que o resto torce, e muito, para o Flamengo cair para a segunda divisão só se
compara com... Com o Aécio Neves Fora Cunha e a Rede Globo torcendo para o
Golpe contra a Dilma. Cuidado, Dilma, com o mau-olhado do Aécio... E aquele olho colorido da Globo é mau para
você.
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O TIME MAIS SIMPÁTICO DO RIO DE JANEIRO
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É o América Futebol
Clube, o time do Lamartine Babo.
Autor do hino mais
bonito, hei de torcer até morrer.
Que se revelou um
tremendo plágio de uma música americana.
É o segundo time de
todos os torcedores do Rio de Janeiro, em época que não se usava essa coisa
de torcer por um time de cada lugar.
O América, tratado com
carinho como Ameriquinha por todo tijucano, foi o time de coração de um
grande amigo, o meu mais antigo amigo, Arthur Pereira Nunes, da década de 50
do século passado, éramos garotos, estudamos juntos e morávamos no mesmo
quarteirão, ruas Barão de Itapagipe e Professor Gabizo.
Torcedor do Flamengo,
viví uma experiência que poucos torcedores do América, acho que vivo só meia
dúzia e mais o José Trajano, a quem admiro como um dos maiores e mais humanos
jornalistas do Brasil, teve a oportunidade de viver: o campeonato carioca de
1960.
Tinha eu tenros 13 anos
de idade, fui sozinho, o caminho do Maracanã era tãofácil como o caminho de
casa, naquele dia a cidade era contra o pó-de-arroz .
Flu 1 x 0, gol de
Pinheiro, de pênalti, no rebote vindo do peito do Ari, que tinha sido goleiro
do Flamengo. Nilo, ponta-esquerda onze, empata. Jorge, lateral-direito dois,
enviado por Deus, faz o gol da vitória do América Futebol Clube, para alegria
da maioria da cidade, aos 35 do segundo tempo.
Agora que o time volta
para a primeira divisão do campeonato carioca, faço essa homenagem e dedico
essas palavras aos torcedores que herdaram dos respectivos pais a paixão pelo
América. Herança cheia de espinhos, como a coroa na cabeça de Cristo.
A torcida americana é
toda assim, a cor do pavilhão é a cor do coração... Cabe num ônibus, numa kombi,
numa ambulância... equipada com UTI.
Sangue!!!
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TERCEIRA DO
VANDIR
Foi com muita satisfação que recebi finalmente uma
mensagem feicibuquiana do Zé Vandir com as seguintes palavras, em relação a uma
crônica que escreveu: “Atenção Paulinho Pavaneli,
se possível, colocar no Blog "Pau Comeu".
Pois bem, segue essa terceira.
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O ATELIER DO SUSSUCA
Numa das noites da “Festa do Doze”, em Ouro Preto, sem programação
oficial, resolvemos fazer uma via sacra pelos bares do largo do Rosário. A
concentração foi no restaurante “Passo”, e após reunirmos quatro casais,
Murilo e Mirna, Humberto e Beth, Zeca Amarante e Yvonne, eu e Mariza, nos
dirigimos para lá.
A primeira parada foi no atelier do Sussuca, amigo e ótimo pintor, que
estava lançando uma coleção de pinturas maravilhosas, em quadros de grandes
dimensões.
Lá, sentados em banquinhos, em semicírculo, tomando cerveja e uma
pinga deliciosa, ouvíamos o Sussuca, de pé, encostado na janela, falar da
vida cultural de O.P. Ele apanhou um estojo de desenho, onde tinha fumo,
papel, colher e compasso. Após colocar o fumo no papel e enrolar, ia
colocando mais fumo aos poucos, apertando com a ponta do compasso, no maior
carinho, e sem nenhuma pressa.
Ele vai acender o cigarro, pensei,
fumar e oferecer para nós. Eu sou o mais próximo dele, e vou ter que aceitar,
por dois motivos: Quero ver que cigarro é esse, e, se eu não fumar, vou
inibir alguém que também queira. Dito e feito. Ele deu uma longa tragada,
passou para mim, que dei uma tragada modesta, e passei para Mariza. Ela não
quis, e passou o cigarro para os outros. Embora muitos tivessem vontade, como
a Yvonne, não fumaram, e o cigarro voltou para ele, que fumou e passou para
mim, e vice-versa.
Levantamos para ver os quadros, e Mariza cochichou comigo: Não se
entusiasme, pois no momento não temos dinheiro para comprar quadros. Sussuca
conseguiu vender dois, e quando perguntaram para Mariza se iria comprar
também, ela disse: - Não, eles são lindos, mas muito grandes para minha sala.
Ao sairmos do ateliê, foi grande a gozação sobre o caso do cigarro, o
que eu sentira, se tinha gostado, etc. Eu estava mais alegre, porem, devia
ser efeito da cachacinha, das companhias, e da linda noite de Ouro Preto.
A seguir, entramos no “Lero Lero”, de Betina e Guilherme, e onde
Evandro e Mariza Rolim nos receberam, com um som de violão maravilhoso. No
Rosário tínhamos ainda três opões para ir: o bar do bloco “Vermelho e
Branco”, onde Mirna e Mariza já desfilaram, o botequim do Orlando, tipo
‘’copo sujo”, e o recém inaugurado “Janelas do Rosário”, dos jovens
proprietários do “Passo”. Preferimos a terceira opção, e terminamos a noite
de volta ao “Passo”, para comer uma pizza.
Chegamos ao hotel, de madrugada, para lá de Bagdá.
De manhã, acordei de ressaca, abri os olhos aos poucos, e vi Mariza, de pé, com uma cara ótima. Verificando que acordei, chegou perto e brincou: - Seu maconheiro! E ela nem sabia se foi apenas um cigarro artesanal comum, preparado com todo carinho pelo Sussuca, ou se foi um baseado da mais fina qualidade.
José Vandir / DSL
Julho de 2015. |
NOVE DEDOS E
QUATRO NARIZES
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Ao descobrir que Lula tem nove
dedos, tal fato se transformou em declaração oficial do partido PSDB, mui
digna da estupidez nazitucana.
Pau Comeu, em sua trajetória de
combate ao nazitucanismo, descobriu que Aécio Neves Fora Cunha tem quatro
narizes, assim definidas suas respectivas serventias:
1ª. Serve para respirar, pois
as demais funções perderiam sentido por ausência do elemento respirador;
2ª. Serve para farejar golpe,
coisa que aprendeu com seu avô ideológico Carlos Corvo Lacerda, e para se
intrometer onde não é chamado, como na discussão sobre democracia, conceito
que não conseguiu aprender com o avô biológico Tancredo Neves;
3ª. Serve para mentir, sua
principal atribuição; e
4ª. Serve para aspirar, coisa
que mais gosta de fazer, adora, ama de paixão, virou até vício. Deveria fazer propaganda de aspirador de
pó, ganharia muito dinheiro e poderia deixar o Brasil em paz.
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AMIGO TIO
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Tio: Coloquei no seu Face, mas acho a vc não
viu... Esse é pra você! Espero que goste
Grande abraço, Mauro.
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Caro Mauro: não tinha visto no feici,não, as
letras miúdas não consigo ler e quando aumentadas embaçam... gostei, sim,
acho que é a primeira vez que fico do outro lado da poesia, grato... vou
publicar no próximo Pau que não deve demorar...
Abração,Paulinho.
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Então segue o que o meu sobrinho amigo escreveu
sobre mim.
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AMIGO TIO
Sobrevoo as montanhas de Minas
E te encontro na cidade velha
Rodo os discos de vinil no tempo
E te vejo pelas ruas da Tijuca
Os lugares se encontram no sonho
As esquinas se desdobram
Desce a Professor Gabizo
Atravessa a Haddock Lobo
Paralela à Afonso Pena
É Rio, é São Paulo , é BH
Todo lugar tem rua igual
Mas não ladeiras como Vila Rica
A juventude estudantil
A cantoria, o samba do Brasil
E a volta do irmão do Henfil
Rodo os discos de vinil da vida
E o país rodando nas estradas
Carnavais de São João
Arraiais de São Sebastião
Nossa mãe cantando em oração
Eu te vejo sabotando a missa
E te sigo pra fugir do padre
Eis aqui um quase irmão leitor
Pau comendo na politicagem
Nos canalhas de plantão
Que ardem nas chamas
Da galhofa sã
Mas o troféu de glórias mil
Traz sempre o vermelho
Ora com verde, ora com preto
No America é branco
A cor do pavilhão
Eis aqui meu coração, seu fã
Por Mauro Portugal
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