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O Autor, aquecendo as turbinas para a comemoração
dos 50 anos do Golpe Milico-Empresarial de 1964...
Como será a cobertura da Grande Imprensa?
Saudosa? Envergonhada?
Pau Comeu bememora, com a bandeira a meio mastro,
tarja preta, e a inscrição:
TORTURA NUNCA
MAIS!
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29-01-2014
CARDÁPIO
- CAMPANHA DE FILIAÇÃO
- OS PORTAIS DA IMORTALIDADE
- O VERBO SONEGAR
- OSTRACISMO
- DIREITO DE RESPOSTA
- DA ARTE DE ENGOLIR SAPO – Terceiro Ato
CAMPANHA
DE FILIAÇÃO
Pau Comeu, o arauto das causas perdidas, está
lançando uma campanha de filiação partidária ao PSDB do B, Partido dos Senhores Definitivamente Blindados do Brasil, para todos aqueles que
queiram delinqüir (com trema, revisor, muito trema) sem serem incomodados pela
Justiça.
O chamado mensalão original, tucano às claras,
mineiro da gema, está caminhando a passos largos para a prescrição total.
Saudades de Stanislau Ponte Preta, cujo brado retumbante,
às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, mais ou menos na época em que Ninguém
começava a cheirar talco Ross, passou para a História:
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OU TODOS NOS LOCUPLETEMOS...
OU RESTAURE-SE A MORALIDADE! |
PS: a inscrição dá direito a portar uma carteirinha
que permite roubar sem receio de ir para a cadeia, habeas corpus automático e transferível para herdeiros, além de
muitos outros benefícios, como dar rolèzinho em shopping e terem seus bens preservados pelos black blocs.
OS PORTAIS DA
IMORTALIDADE
É o
título de uma coluna de Mauro Santayana, publicada em 16-01-2014 no seu blog, e
da qual extraímos uma lição:
“(...) Navegantes do tempo, temos
singrado, por milhares de gerações, as águas do receio e da ignorância,
abraçados uns aos outros, no início e fim de nossas vidas, frágeis e impactados
por imensa vulnerabilidade, tremendo ante a perspectiva da dor e a proximidade
da morte”.
E o imortal Merval se diz filósofo...
O VERBO SONEGAR
O
verbo sonegar, segundo a Rede Globo de Sonegação de Impostos. No presente do
indicativo, eu só nego, no pretérito perfeito, eu só neguei, no futuro eu só
negarei...
OSTRACISMO
Segundo o site Conversa Afiada, de
Paulo Henrique Amorim, por Revenger:
“Rouberto Geferçon está condenado ao
ostracismo, ao lagostismo e ao salmonismo!”
DIREITO
DE RESPOSTA
Neste ano do cinqüentenário (com trema, revisor,
com muito trema) do malfadado e escrachado Golpe Milico-Empresarial de 1964, de
quem os fascistas tupiniquins morrem de saudades, Pau Comeu, da cova de sua
insignificância, levará aos poucos leitores, que ainda investem seu precioso
tempo em procurar informações mais sérias, várias contribuições que julga
importantes para clarear as mentes embotadas pela Grande (?) Imprensa (?) em
relação ao evento e seus desdobramentos
históricos.
Não haverá preocupação com a ordenação cronológica,
nem com a importância que cada tema terá nesta retrospectiva, espécie de
minissérie randômica sem patrocínio.
Para começar, Pau Comeu recupera, da Rede Globo de
Sonegação de Impostos, defensora confessa daquela agressão à Democracia
brasileira, para refrescar a memória, o mais famoso Direito de Resposta (*) que
aquela organização teve de engolir, após tentar difamar um brasileiro polêmico,
porque enaltecido e odiado, ilustre, verdadeiro e saudoso, já na época da
retomada do proceso democrático.
“ Em 1992, o magnata das comunicações Roberto Marinho (1904-2003), em um
editorial no jornal ‘O Globo’ e no Jornal Nacional (JN) da TV Globo, dirigiu-se
ao então governador do Rio de Janeiro, Leonel de Moura Brizola (1922-2004),
chamando-lhe de “senil”.
A ação de
direito de resposta, obra do advogado Arthur Lavigne, foi ajuizada em fevereiro
de 1992, em função da matéria ofensiva da Rede Globo a Brizola.
O Tribunal
de Alçada Criminal do Rio de Janeiro, por unanimidade, confirmou sentença da 1ª
Instância, determinando que a TV Globo veiculasse no Jornal Nacional o “Direito
de Resposta”.
O texto foi
preparado pelo jornalista Fernando Brito, Secretário de Imprensa de Brizola,
com a colaboração dos jornalistas Luiz Augusto Erthal e Osvaldo Maneschy, que
também trabalhavam na Secretaria de Imprensa.
Coube a
Leonel Brizola a revisão final.
Finalmente,
dois anos depois da ofensa global, em 1994, a resposta de Brizola foi lida por
Cid Moreira, âncora do JN na TV Globo.
Eis a
íntegra do texto:
“Todo sabem
que eu, Leonel Brizola, só posso ocupar espaço na Globo quando amparado pela
Justiça.
Aqui, citam o meu nome para ser intrigado, desmerecido e achincalhado perante o povo brasileiro.
Ontem, neste
mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar o editorial de O Globo, fui acusado
na minha honra e, pior, chamado de senil.Aqui, citam o meu nome para ser intrigado, desmerecido e achincalhado perante o povo brasileiro.
Tenho 70 anos, 16 a menos que o meu difamador, Roberto Marinho.
Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que use para si.
Não reconheço na Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e, basta, para isso, olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura que por 20 anos dominou o nosso país.
Todos sabem que critico, há muito tempo, a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações.
Mas a ira da Globo, que se manifestou ontem, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípio.
É apenas o temor de perder negócio bilionário que para ela representa a transmissão do carnaval.
Dinheiro, acima de tudo.
Em 83, quando construí a Passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar, de todas as forma, o ponto alto do carnaval carioca.
Também aí, não tem autoridade moral para questionar-me.
E mais: reagi contra a Globo em defesa do Estado e do povo do Rio de Janeiro que, por duas vezes, contra a vontade da Globo, elegeu-me como seu representante maior.
E isto é o que não perdoarão nunca.
Até mesmo a pesquisa mostrada ontem revela como tudo na Globo é tendencioso e manipulado.
Ninguém questiona o direito da Globo mostrar os problemas da cidade.
Seria, antes, um dever para qualquer órgão de imprensa.
Dever que a Globo jamais cumpriu quando se encontravam no Palácio Guanabara governantes de sua predileção
Quando ela diz que denuncia os maus administradores, deveria dizer, sim, que ataca e tenta desmoralizar os homens públicos que não se vergam diante de seu poder.
Se eu tivesse pretensões eleitoreiras de que tentam me acusar não estaria, aqui, lutando contra um gigante como a Rede Globo.
Faço-o porque não cheguei aos 70 anos de idade para ser um acomodado.
Quando me insultam por minhas relações administrativas com o Governo Federal, ao qual faço oposição política, a Globo vê nisso bajulação e servilismo.
É compreensível.
Quem sempre viveu de concessões e favores do poder público não é capaz de ver nos outros senão os vícios que carrega em si mesmo.
Que o povo brasileiro faça seu julgamento, e, na sua consciência lúcida e honrada, separe os que são dignos e coerentes daqueles que sempre foram servis e gananciosos”.
LEONEL DE MOURA BRIZOLA
(*)A cara de bunda do apresentador
(buggio branco) Cid Moreira, “pai” do Sergio Chapelin e “avô” do William
Bonner, foi imortalizada no Jornal Nacional lendo a íntegra do documento: (http://www.youtube.com/watch?v=udqva2sZHIQ)
Poste Escrito: Na
próxima Edição, lembranças sobre a cobertura da Globo sobre as Diretas Já, nos
estertores da DME-64 (Ditadura Milico-Empresarial de 1964).
DA ARTE DE
ENGOLIR SAPO
-Odisséia de uma espécie difamada-
(Opereta em quatro atos)
Terceiro Ato
No Primeiro Ato (Edição nº 61) vimos que o problema
da expressão “engolir sapo” não é o “sapo”, é o “engolir”. No Segundo Ato
(Ediçãonº 62), confirmamos a máxima de que sapo não pula por boniteza, mas por
precisão.
Muitos
bichos entraram
Em
processo de extinção:
O
sapo pulando cerca
Cresceu
em população.
Resistiu ao fogo e ao gelo
Enganou cometa errante
Na Arca foi marinheiro
Mas era pra ser Almirante.
Se alimentava de lodo
Veja só que beleza:
Seu verde é ecológico
Pela própria natureza.
Quando rapaz
paquera
Como todo
adolescente,
Namora rãs,
pererecas,
Fica todo
saliente.
O
girino vira adulto,
Sai
da água pra terra
Deixa
na mão Rei Netuno
E
sua pureza se encerra.
Atacado
por peçonha,
Mostra
o seu outro lado:
Ficou
cheio de veneno
Em
príncipe transformado.
Deu
de cara com o Homem,
Esse
animal assassino,
Inventor
da caça ao sapo
Que
mudou o seu destino.
A pele ficou
rugosa,
A face causa
repulsa:
Vive vida
perigosa
Causa nojo
mete medo.
“O homem é o lobo do
homem”
Diz o autor consagrado;
O sapo é o homem do sapo
Digo eu, pobre letrado.
O lado humano do sapo
Só lhe criou confusão,
Quero o sapo feito sapo,
O resto não quero, não.
Por
ele tenho simpatia,
Não
acredito em boato,
Não
cabe naquela frase
Que
só suja o seu retrato.

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