domingo, 19 de janeiro de 2014

EDIÇÃO Nº 62: SENHA CHEIROSA




 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Autor, o profeta do óbvio:
-Pelas últimas manifestações dos tucanos e assemelhados, o Brasil está madurinho para a volta do fascismo...
 
 
 

19-01-2014

 

CARDÁPIO

  • SENHA CHEIROSA
  • DA ARTE DE ENGOLIR SAPO – Segundo Ato
  • BOOMERANGÃO DO ROLÉZINHO

 

SENHA CHEIROSA

 O melhor ensinamento que a juventude da periferia dá de graça à classe média, que se acha a tal, é desnudar o caráter racista dos corredores e praças embutidas nos intestinos dos famigerados  shopping centers.

Do site FAROFAFÁ, de 15-01-2014, extraímos a seguinte frase: “(...) como lembra a colega Cynara Menezes, no ano passado, no senado federal, Aloysio Nunes foi voto solitário contra as cotas sociais-raciais em universidades públicas no país.”

Pois bem, não satisfeito, Aloysio Nunes Ferreira, o incrível barão do tucanato tupiniquim apropria-se da bandeira higienófila dos templos de consumo e por pouco, muito pouco, não prega a proibição de entrada dos negros, mulatos e outros não-arianos nos shoppings.

Pau Comeu, em sua insistência em recusar a hipocrisia como fonte de argumentação, declara, em alto e bom som, que os shoppings são espaços de propriedade privada e seus proprietários têm todo o direito de manifestarem seu caráter racista.

Sugestão do Pau Comeu:


 -Que os  shopping centers façam cadastro e distribuam cartões com senhas (*) para pessoas aptas a freqüentá-los, com trema, muita trema. Fechem suas portas ao populacho preto e pobre, e assumam a vanguarda do racismo nesse país que até ontem era mestiço. E que paguem o preço por isso e sejam enquadrados nas penas da Lei...

Citando Mino Carta, em 17-01-2014: “(...)E se a praça é do povo, o shopping tem dono, e cada dono conta com seus jagunços, e os exatos papéis e competências dos jagunços são bastante confusos, incertos, impalpáveis, donde sujeitos ao arbítrio quando público e privado se misturam.”

Darcy Ribeiro, lá do alto, só espiando a merda, comenta com Castro Alves: nem a praça é mais do povo, nem o céu é do condor.

Poste Escrito: Estava o Pau Comeu saboreando essa vã sensação de originalidade quando eis que um blog concorrente, também sujo, cometeu a seguinte observação:

(*) Por Estanislau Castelo, no sítio Carta Maior:

Entrevistei, com exclusividade, Dona Zelite, a socialaite mais afamada de Higienópolis. O assunto não poderia ser outro: os rolezinhos que estão tirando a Zelite do sério.

Estanislau: a senhora pensou em tomar alguma atitude por conta própria?
Zelite: Pensei e tomei. Imediatamente liguei para um ministro amigo meu, do Supremo, para pedir providências realmente supremas, pois o assunto é grave. É caso de segurança nacional. Descobri que esse meu amigo está em férias – eles vivem em férias. Tive que me contentar em travar um debate com o gerente do shopping. Cobrei providências urgentes e lembrei que sou sócia-proprietária do shopping. Mandei que ele impedisse aquela bagunça imediatamente. Que ponham portas com senhas individualizadas; detectores de aromas, para impedir gente com desodorante; portas giratórias com câmeras que identifiquem se a pessoa tem um padrão mais caucasiano, o que seja. A tecnologia está aí é pra nos ajudar a separar o joio do trigo.”

Moral da História: um blog sujo, mas pobre, com periodicidade semanal ou pouco maior, não pode competir com blogs, também sujos, que colecionam contribuições diárias. Mas... Vida que segue, conforme dizia João Saldanha. E parabéns para o Estanislau, que não é Ponte Preta, mas é esperto o suficiente para “furar” o Pau...

 


DA ARTE DE ENGOLIR SAPO

-Odisséia de uma espécie difamada-

(Opereta em quatro atos)

Segundo Ato

 

No Primeiro Ato vimos que o problema da expressão “engolir sapo”
não é o “sapo”, é o verbo “engolir”.

 

Milhões de anos atrás
Apareceu sapo-adão
Que casou com sapa-eva
Pra não sentir solidão.

            Veio o primeiro sapinho
            Que foi batizado girino
            Brincava com alevino
            Nadava feito peixinho.

                        Cresceu sem cheirar cola
                        Nunca foi trombadinha
                        Bom de bola na escola
                        Não punha cerol na linha.

                                   Vem de longe a triste fama:
                                   A mãe não deixa o brotinho
                                   Sapecar beijo na boca
                                   Pois pode nascer sapinho.

                                               Entrou na escola de circo
                                               Para aprender a pular
                                               E escapar do inimigo
                                               Que preparava o jantar.

                                                           Foi colega do gato
                                                           Que pulava diferente:
                                                           O pulo do gato existe
                                                           Para iludir inocente.

                                               O pulo do sapo, não,
                                               Não é um salto mortal,
                                               É para sobreviver,
                                               Levar uma vida normal.

                                   Inventou o salto triplo,
                                   Ganhou medalha de prata,
                                   Na maratona, lanterna,
                                   Ganhou medalha de lata.

                        Seu pulo ficou famoso
                        Do céu até o inferno
                        Seu estilo copiado
                        Pelo balé pós-moderno.

            Se sapo fosse político
            Seria bem diferente:
            Nunca teve o rabo preso,
            Sempre olhou para  frente.

Mas também corre perigo
Quem o pescoço não dobra:
Se nunca olha pro lado
Vira lanche de cobra.

 


BOOMERANGÃO DO ROLÉZINHO

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>O colunista do jornal O Globo Guilherme Fiuza afirma que o 'rolezinho' do PT no Planalto "caminha para perfazer 16 anos". Em artigo publicado neste sábado, o jornalista e escritor diz ainda que o tema virou "panfletagem petista". Ele chama o movimento de jovens da periferia –a quem ironiza, chamando de "menininhos coitados" - uma ação que priva "os indivíduos que não estão em bando do lazer ou dos serviços de um shopping". Ou ainda: "um ajuntamento de cabeças, ocas ou não, [que] resolve ocupar um espaço público e atropelar a sua finalidade".

Saiu no blog 247, em 18 de janeiro de 2014.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<< O famosíssimo (?) colunista (?) Fiuza, assalariado (ou PJ?) dos Irmãos Marinho, filhos (sem nome?) do “Senhor do Seu Tempo” Roberto Marinho, está prestes a organizar um rolézinho com seus coleguinhas de Grande Imprensa (?) para fazer uma vaquinha, invadir o prédio da Receita Federal e pagar os impostos sonegados pela Rede Globo de Sonegação de Impostos e Falsificação de Notícias. Aviso aos navegantes de águas turvas: se pintar black bloc no rolézinho, é sinal de sujeira de pássaro de bico grande...

Pau Comeu, blog sincero e indignado.





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