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O Autor, em êxtase,
apresenta aos leitores
um lídimo representante
do mundo mineral.
Um imortal.
Quase um Merval.
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CARDÁPIO
- TRATOR
- 20 ANOS NO PODER
- O ACADÊMICO MINERAL
- DESIDERATO
- QUEM FALA O QUE QUER...
- GABARITO DA PROVA
- MEU CÃO DE ESTIMAÇÃO
- POMBO CORREIO
TRATOR
É de domínio público que o famoso
trator tucano, Sergio Motta, na juventude militante de esquerda na Ação
Popular, em 1975, ao tornar-se amigo de Fernando Henrique Cardoso transforma-se
em seu principal assessor políitico.
Não sei se exercia esse papel quando da
derrota de FHC para Jânio Quadros, quando a bunda “assessorável” ocupou
indevidamente a cadeira do prefeito de São Paulo e foi devidamente desinfetada
pelo homem da vassoura. Teria sido um insucesso indesejável e incômodo.
Sob sua batuta, na suplência de André
Franco Montoro, FHC (apoiadíssimo por Lula em 1978, sem o qual não teria
chegando ao segundo lugar) ocupa a vaga no Senado com a posse de Montoro no
governo paulista em 1983.
Motta torna-se amigo de Golbery do
Couto e Silva. Impressionante a capacidade de Serjão em fazer amigos de todas
as tendências... Devia ser muito bom de papo!
E também o Golbery, vai ter amigos
esquerdistas assim na pqp! A começar por Glauber Rocha (“Golbery é o gênio da
raça!”), passando por Mino Carta, que em seu livro “Brasil” não fala linha nem
suavemente mais ou menos mal do Golbery, e culminando com seu queridíssimo
amigaço Elio Gaspari, seu parceiro nas memórias autorizadas do Golpe de 1964.
Presidente da Companhia fundada para
Extração de Álcool de Madeira, Coalbra, na contramão do já aprovado álcool de
cana-de-açúcar, Serjão desvia para o mercado financeiro os recursos, deixando
um rombo de US$ 250 milhões, além de ruínas em Uberlândia. Mas, tucano de boa
cepa e bico gordo e comprido, sai ileso da negociata. Segundo Millor Fernandes,
negociata é o negócio lucrativo e imoral para o qual não fomos convidados. Deve
ser por isso que o assessor da tucanagem nunca convidou ninguém nem amigo meu
nem do Pau Comeu...
20
ANOS NO PODER
Consultando os alfarrábios, sabe-se
que o Serjão declarou que o objetivo do PSDB era ficar 20 anos no Poder. Como
seus quadros políticos eram e continuam sendo de qualidade sofrível, como
alcançar tal objetivo? Eleito Fernando Henrique Cardoso, prosseguir só com a
reeleição... Então, compremos!
Só que, para manter-se 20 anos no
Poder, parodiando o genial Mané Garrincha, “tem que combinar com os russos...”
Ou seja, o outro lado tem que concordar. E quem é esse tal de outro lado? O
POVO.
Sendo assim, Garrincha conseguiu
porque ele próprio era O POVO. Já o PSDB, não! O POVO deixou-se enganar duas
vezes, na terceira resolveu largar de mão seu histórico complexo de senzaleiro que
vota em casagrandista.
E aí... Com 12 anos no Governo - no
Poder há controvérsias – o pessoal do bico grande já começou a desconfiar de
que os tais 20 anos poderão ser verdadeiros, porém do outro lado. E aí, como
aqueles que adoram resolver na Justiça (por que a maiúscula?) pois no voto fica
difícil, passa a valer tudo no mundo fabuloso da grande imprensa de
Pindorama...
Daí, queridos dezessete leitores (Pau
Comeu ganhou mais uma adesão vinda de Rondônia), a armada oposicionista, com
seus tapetes voadores e helicópteros encantados, queda apoplética, quase
desesperada...
Para não ficar enchendo os preciosos
sacos e sacolas de leitores e leitoras, vamos resumir a paranóia em apenas uma
notícia.
O ACADÊMICO
MINERAL
Publicada em 12-12-2013 no jornal “O
Tempo”, intitulada “Haverá espaço no Brasil para um partido único?”
Trata exatamente dessa coisa que o
Serjão queria para o Brasil: dominar por 20 anos.
O colunista chama-se Márcio Garcia
Vilela, e se apresenta como “Da Academia Mineira de Letras”. Seu e-mail, a quem
possa interessar, é marciogarciavilela@yahoo.com.br...
Há quem possa se interessar?
Revela que chamou sua atenção um
artigo chamado “A Estranha Democracia Brasileira”,
diz que é de um autor “de quem nunca
ouvira falar”, mas não diz o nome. O que já começa a soar que o colunista,
se brasileiro, é muito estranho e pouco democrático.
Nada melhor que o original do citador:
“(...) E as
vacas estão tomando o rumo da horta. O querido leitor sabe o que acontece
quando esses simpáticos animais conseguem derrubar a cerca e entram no milharal?
O fazendeiro trata de defender o que é seu: surra nelas, até retirá-las.”
E prossegue nosso imortal:
“Será que, como
castigo, os cidadãos conscientes, convencidos de que “a democracia é o pior de
todos os regimes políticos, salvo todos os outros”, apanham também?”
E o acadêmico mineral acaba revelando
seu íntimo pensamento:
“(...) Fora
da lei, sem instituições sólidas, maiorias despreparadas, inconscientes,
incapazes de compreender a verdade e rechaçar a mentira, tudo pode acontecer.”
E, mais, deixa escapar a saudade do
Poder:
“(...)A
minha geração já não dispõe mais de tempo. Inúmeras vezes a demagogia chegou na
frente e nos furtou o que sobrou. Um dia, a brisa sobrou e restaurou a
esperança. Será que tudo acabou?”
Não, querido imortal acadêmico das
montanhas, nunca ouviu falar que a esperança é a última que morre? O mundo
ainda não acabou, o seu, por exemplo, nunca acabará, não és imortal?
E continua o matusalêmico senhor, só
agora tocando no ponto G:
“Certo é que,
terminado o atual mandato presidencial, dona Dilma completará para o PT 12 anos
na Presidência da República.”
Não, apenas acariciou as cercanias do
ponto G. O do orgasmão, mesmo, o ponto GG, vem agora:
“Se fosse uma
Margareth Thatcher, tudo bem: uma chefe de governo do seu nível merece permanecer
com louvores o tempo em que governou o Reino Unido e até mais, liderando seu
partido. Mas, a política é muito mais ingrata do que reconhecida: sua queda se
deu por manobras do próprio Partido Conservador contra sua titularidade. Incrível, mas é assim
principalmente numa democracia.”
DESIDERATO
O sábio mineral escriba chega, enfim,
ao seu desiderato:
“Ora, reeleita a
senhora Dilma e quiça volte ao poder o senhor Lula, poderão somar mais tempo na
Presidência que Vargas, incluído seu período constitucional. Logo, não cabem
sequer comentários.”
Não satisfeito, comete o haraquiri:
“Se tal absurdo
ocorrer, seja com os atuais personagens, seja com outros que aparecerem, como
estaria o país ao final desse ciclo de tragédia? Nem vale a pena especular. Mormente
quando se trata de América Latina.”
E parece até que recomenda o epílogo desejável
para esse “ciclo de tragédia”:
“Exceto o suicídio
de Vargas, nada aqui choca. Porém, faz chorar, e não é o caso?”
QUEM
FALA O QUE QUER...
Pau Comeu introduz sua língua no
ponto GGG, do tridimensional orgasmo do orgasmão: quais, além das claramente
expostas, as razões ocultas do senhor MGV?
Para convidar o prezado leitor à
reflexão, algumas perguntas:
1)
Quem
seria esse tal de Partido Único?
2)
Quem
é o autor oculto?
3)
Quem
seriam as simpáticas vacas?
4)
Quem
seriam os cidadãos conscientes?
5)
Quem
seriam as maiorias despreparadas, inconscientes, incapazes de compreender a
verdade e rechaçar a mentira?
6)
De
que se trata a demagogia que chegou na frente e a brisa que restaurou a esperança?
E a brisa “sobrou” ou soprou?
7)
Por
que Dilma Roussef é dona Dilma ou senhora Dilma e Margareth Thatcher não é dona
Margareth ou senhora Margareth?
8)
Qual
a razão de ser tão colonizado quando diz que “Se
fosse uma Margareth Thatcher, tudo bem (...)” Afinal, quando sua
“ídola” morreu ouviram-se muitos fogos no Império Britânico, quase como na
passagem de ano em Copacabana.
9)
PSDB
ficar 20 anos seria normal, pode? Nenhum outro, não, seria absurdo?
10) Só resta à dona Dilma ou senhora
Dilma imitar Vargas, para chocar?
GABARITO
DA PROVA
As respostas certas:
1)
PT;
2) não se sabe; 3) o pessoal que vota na Dilma; 4) o pessoal do PSDB,PSB,DEM,
PPS, e outros; 5) nós, O POVO; 6) Demagogia refere-se aos contrários à opinião
do citador, brisa refere-se ao Golpe de 64 e período FHC, e queria dizer “soprou”;7)
porque Dilma é brasileira do PT e Margareth é ingresa das Oropa; 8) deve ser
pelo macaquismo vira-lático do colunista; 9) Sim, 20 anos do PSDB é normal, 20
anos do PT é absurdo; 10) depende só dela, mesmo porque suicídio é ato de
vontade unilateral.
Se o leitor acertou entre 8 e 10
perguntas, pode-se considerar leitor contumaz da grande imprensa; entre 5 e 7,
precisa ler mais a coluna do Merval; entre 2 e 4, é desatento ao dicionário
tucanófilo; se tirou zero ou um, deveria matricular-se no Instituto Fernando
Henrique Cardoso.
MEU
CÃO DE ESTIMAÇÃO
Pau Comeu confessa sua dificuldade em
encontrar um (jornalista? escritor? colunista? escrivão?) mais patético! Para
quem não está acostumado à expressão: aquilo que comove a alma, despertando um
sentimento de piedade ou tristeza; constrangedor; tocante; trágico, sinistro.
Parabéns à Academia Mineira de
Letras, seu imortal regional consegue ser mais medíocre que o imortal nacional,
aquele Pereira...
Meu cãozinho de estimação, muito
inteligente, parece mais um papagaio, só falta falar. Batizei-o LIBERAU. Responde
sempre AUAU.
Não pode ver tucano na televisão... Cisma
em sair voando, pensa que é helicóptero.
Cheiroso como ele só...
Abana o rabo e vai fazer cocô.
Antes, deixa no papel - LIBERAU
também sabe escrever, só não entrou para a Academia porque o Merval teve mais
votos - a seguinte mensagem em tom de provocação:
“Chefia, por
favor, mande este decreto-receita, inspirado em Joaquim Barbosa, para o
Imortal, assim poupará dona Dilma de um triste final:
Artigo Único: nas
apurações das próximas eleições presidenciais:
a)
Voto em Dilma
vale....................................... 1 voto;
b)
Voto em Campos
vale....................................2 votos;
c)
Voto em Aécio
vale........................................3 votos;
d)
Voto em Qualquer Outro vale.............4 votos.
Parágrafo Único:
revogam-se as disposições em contrário.
P.S: Relembrando a Edição nº 56 desse
mesmo Pau, para atender aos desejos do grande homenageado de hoje, o senhor
Imortal Mineral:
É hora de o Brasil voltar à normalidade em que sempre viveu, acabar com
os pequenos lampejos de justiça social, enfim “reproclamar a escravidão”.
POMBO
CORREIO
O Autor está preocupado com a
velocidade do tiroteio tendo por pano de fundo a Eleição e a Copa. Black blocs
de várias naturezas sendo escalados para atuar nos dois eventos, precisamos
ficar antenados em outros canais que não apenas os globais.
Daí que a periodicidade do Pau vai
variar conforme a temperatura, podendo ocorrer algumas edições extras no
período.
Um exemplo. Já estávamos fechando a
presente edição quando um aloprado anônimo (mais conhecido como idiota) do PT
provocou o candidato socialista brasileiro Eduardo Campos, chamando-o de “playboy
mimado”. Só que a reação do neto de Arraes foi citar uma frase antológica de
Ibraim Sued, o maior representante do colunismo analfabético da grande imprensa
brasileira em todos os tempos: “os cães ladram e a caravana passa”. Assim, o
epíteto mais apropriado para o citado deveria ter sido “socialista sociláite”.
Mesmo porque até o mundo mineral (cf Mino Carta) sabe que o playboy é o outro...

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