quinta-feira, 7 de março de 2013

EDIÇÃO Nº 29: WELCOME, MADAME SÁNCHEZ!


                                 I LOVE YOUANI!



É quase uma edição especial.

1.Quem for partidário do twitter como meio de informação, aconselho não ler o que vem abaixo. Pau Comeu, blog pobre de marrédeci, que não consegue financiamento nem para vale-transporte, vai meter sua colher na blogueira cubana. Isso é sopa... mas não cabe num grunhido.
2. Na verdade, ela se chama Yoani, não Yaoni como alguns grafam. E que isso fique bem claro, pois assim não poderemos dizer que o apelido dela é Yayá, mas sim Yoyô. O que quase dá no mesmo, ou na mesma. Então o subtítulo da presente edição, de nº 29, publicada em 07-03-2013, pode ser: o ioiô de iaiá... ou a iaiá de ioiô...
3.Iaiá, todo brasileiro sabe, significa o tratamento dado às meninas e às moças, de largo tempo na escravidão e hoje quase abolido. Meninas e moças filhas dos senhores de escravos, diga-se de passagem. Sinônimos usuais eram (continuam sendo) nhanhã e naná. Tais são as palavras de Aurélio, mais conhecido como tio do Chico. Só que Aurélio não viveu o suficiente para perceber que a escravidão permanece em Cuba, como afirma a Yoani, escrava que viaja de avião.
4.Ioiô, todo brasileiro sabe, significa o tratamento que os escravos davam aos senhores. Sinônimos usuais, nhonhô e nhô. Porém, Tio Aurélio também diz que ioiô significa um brinquedo constituído de dois discos unidos no centro por um pequeno cilindro no qual se prende um cordão. Deixando-se cair o ioiô, de certo modo ele sobe com o impulso, e o cordão se enrola, e assim sucessivamente, até que termine o impulso inicial.
5.Ela nasceu em Havana, sendo uma das filhas de Juan e Dolores? No, hija de William and Mary... Yoani conheceu o marido, o jornalista Reinaldo Escobar, em 1993 e em 1995 e tiveram um filho chamado Juan, Fulgêncio, Simon? No, his name is Matt...
Em 2002, Yoani decidiu deixar Cuba por razões econômicas e emigrou para a Suíça, onde descobriu o computador como uma profissão e meio de subsistência. Entretanto, em 2004 Yoani retornou a Cuba.
Por que voltaste, Yoyô? Porque lá fora não terias nenhum reconhecimento como jornalista?
4.Yoyô nasceu em 1975. Ou seja, quando seu país era um puteiro americano, até 1958, ela não era nem sequer uma cogitação de embrião... Seus pais, William and Mary, cubanos de origem, americanos de convicção e coração, em momento de raro descuido não batizaram su hija de Marilyn or Julie or Jennifer... Por que Yoani? Ninguém sabe... Então era uma vez que uma iaiá virou ioiô....
Creio que em Madame Sánchez cabem os dois apelidos.
Iaiá porque gostaria, quem sabe, de ser filha de senhor de... Ioiô porque não passa de um abjeto objeto manipulado pelo dedo médio da mão direita do todo poderoso em crise terminal, chamado Pai de Todos, ou para os macaquinhos amestrados... Tio Sam.
6.Burrice é um atributo democrático, sim.
Ao dar muito “cartaz” à blogueira cubana, a parte menos esclarecida da esquerda brasileira justificou os investimentos financeiros na imagem daquela dissidente que reclama da ditadura em seu país, mas vive vida de patricinha, viajando e ganhando em dólares, euros, reais e quetais. Vai acabar tema de samba de enredo na escola de samba qual? Aposto na Nenê da Vila Matilde, acho que combina mais com ela... no Rio não faria sucesso, pois não samba no pé...
7.Pau Comeu não fará alusão às perguntas que madame Sánchez não respondeu, pois ela não está viajando para isso.
Apenas fará um roteiro que ela nunca cumprirá, pois não veio ao mundo para isso.
Se veio ao Brasil para condenar seu país, certamente não foi pelo fato de lá imperar a prostituição. Nem pelo fato de lá imperar o analfabetismo. Nem pelo fato de lá a saúde pública não existir.
Veio ao Brasil para atender aos apelos da massa cheirosa que acha que vai ganhar eleição com as palavras da Grande Imprensa Brasileira, que é grande no nome, mas ínfima na inteligência...
8.Em seu roteiro, faltou visitar, nas capitais brasileiras, crianças dormindo ao relento, isso sim seria uma novidade para Madame Yoani... Ou alguns puteiros classe A, fartos em seu país antes de banidos por Che, Fidel e outros guerrilheiros certamente não-mercenários... Ou quem sabe... alguns hospitais maravilhosos onde se escolhem pessoas para morrer em fila indiana como num corredor da morte típico de prisões norte-americanas... Enfim, um tantão de coisa que não tem lá mas tem aqui...
9.O diretor-presidente da Fundação Pau Comeu, o locutor que vos fala, adora, quando possível e verdadeiro, citar coisas que viveu ou presenciou ou quase ficou sabendo... Entre 1975 e 1978 conheceu, de passagem, em BH, como colega de empresa, um cidadão chamado José Di Grisolia. E fica à vontade para citá-lo como exemplo, pois não era seu amigo e, portanto, não tinha razões outras que não os fatos... Trata-se de um cidadão que sofreu um sério acidente automobilístico, por volta de 1986...
Procurei na internet... e achei! Tudo se acha na internet, até Madame Yoani...
10.Uma matéria do jornalista mineiro Márcio Facundes, intitulada “Uma vida de superação”, segue como exemplo para que Madame Yayá/Yoiô tenha uma ideia de como funciona o Setor de Saúde do seu país, por acaso chamado Cuba. Com a palavra, Fagundes:
¨(...)
Há exatos 25 anos, num Dia de Natal, como o de hoje, um Fiat Uno 147, que transportava três membros de uma mesma família, entrou debaixo de uma jamanta próximo a Joaíma, no Norte de Minas. Dentro do carro iam o filho Daniel (1 ano e sete meses), a esposa Janine (25 anos) e o motorista e pai José Di Grisolia (34 anos). Na tentativa de ultrapassar dois caminhões a carreta se atirou na pista contrária. O choque foi frontal. Mãe e filho morreram na hora.    Coberto com jornal, pois também considerado morto, na hora da retirada dos destroços o socorro notou que o coração de Grisolia ainda batia. Seu estado era gravíssimo. Seu corpo esmigalhado registrava mais de uma centena de fraturas."
"(...)
Ele foi levado para o hospital de Teófilo Otoni, de poucos recursos médicos. O   casal Latife e Francelino Pereira considerava-o um filho adotivo. Providenciou         um avião para buscar o desenganado. O motorista veio em coma para a capital. Neste estado permaneceu por mais de dois anos. Um dia, ele recobrou a consciência. Acordou para surpresa de médicos e enfermeiros. Imediatamente, o corpo clínico se aproximou e disse-lhe na lata que tinha duas más notícias para dar-lhe. A primeira, que perdera mulher e filho; a segunda, que nunca mais andaria."
"(...)
De maca, peregrinou por hospitais no Rio, São Paulo e Brasília. Visitou em vão seis países da Europa, Rússia, Israel e 16 clínicas nos EUA. Em Israel, inclusive, ouviu a recomendação para que encerrasse o turismo de saúde, pois seu estado de tetraplégico era irreversível."
"(...)
Em 1988, contudo, Grisolia visitou o médium Chico Xavier, em Uberaba. Emanuel lhe disse na ocasião: “Você não vai ser curado nestas terras grandes que a gente vive. Você será preparado para sua grande cura em terras pequenas cercadas pela água. Esta voz que te fala não vai ver o andarilho caminhar. Vai haver grande alegria e felicidade do povo”, informou-lhe o espírito. Poucos depois, Chico Xavier morreu."
"(...)
O mineiro se submeteu a cirurgia com o médium Palmelo, em Goiás. Incorporado do médico alemão, Ricardo Aduane, ele ouviu a repetição da mesma frase: “Você não vai ser curado nestas terras grandes, mas em terras pequenas cercadas de água”.
"(...)
em BH, o médico ortopedista José Loredo Filho pediu-lhe autorização para enviar seu diagnóstico para Havana, onde estivera em visita, pois o Brasil reatara relações diplomáticas com Cuba."
"(...)
Dois anos depois, após cinco cirurgias, acionou os primeiros dedos de uma das mãos. Eram oito horas diárias de fisioterapia. “Quase quatro anos depois comecei a andar”, recordou. Como um robô, ainda se lembra, tinha o corpo cravejado de fixadores externos nos braços, pernas e tronco. “Fiquei internado 15 anos no hospital”, lembrou. Por companheiros no “cubículo”, pacientes de Jerusalém, Tachiquistão, Benin, Toronto e Sri Lanka. Ele se exercitava na hidroterapia com os maiores atletas olímpicos de Cuba, como Juantorema, no Instituto de Medicina Esportiva.”
Quando conheceu Fidel,
“(...) pos a mão sobre a farda verde do Comandante na altura do coração. “Gostaria de deixar depositado aqui uma lágrima para expressar o que tenho de mais puro para oferecer ao povo de Cuba por me fazer caminhar”, disse Grisolia. Cuba inteira assistiu ao encontro. O brasileiro tornou-se popular. Era o menino de “Fifo”, apelido carinhoso de Fidel. Por conta de seu drama, virou personagem de documentários francês e cubano premiados pelo mundo. “Nasci em um país capitalista, pautado na sociedade de consumo. Vi na nação socialista o objetivo primeiro de valorizar o homem, o social”, analisou.”
11.Ao desejar boas vindas à Madame Yaoni, Pau Comeu dedica-lhe esta edição... e um conselho:
Se a medicina cubana foi capaz de colar os cacos do Grisolia, a odontologia cubana será capaz de colocar aquele seu dente que está faltando... aquele dente da frente, Madame Yoani Sánchez Cordero Maria, filha de William e Mary Eumelia Sánchez Cordero....
The end.

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