segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EDIÇÃO Nº 24: DJANGO COM "D" MUDO

O autor, antes de parar de fumar...


Cumprindo o prometido, segue esta edição do dia 28 de Janeiro de 2013.
Lembrando que os dias marcados são 07,14,21 e 28 de cada mês.
Bom proveito! Aguardo críticas...



DICA DE BLOG

Pau Comeu provou do blog do Luis Antonio Simas:

                                                                       http://hisbrasileiras.blogspot.com.br/

e achou ducaralho! Olha só esse pedacinho, sobre o Carnaval...

 
“É apenas a impressão, particularíssima, de um folião que continuará adepto da anárquica aventura do bloco do “eu sozinho”; se comoverá com uma marcha-rancho velha de marré-de-si; cantará, depois de alguns chopes, a Jardineira; descerá o malho nos sambas de enredo acelerados, evocando um lalalaiá do velho Silas de Oliveira; e procurará, com a leve desesperança dos pierrôs tristes, algum bloquinho de rua vagabundo, com suas fanfarras desafinadas, ciganas desvalidas, 
colombinas assanhadas e ébrios faraós, onde possa experimentar a pequena morte de três dias; aquela que torna suportável o intervalo entre um carnaval e outro.”



DICA DE FILME

Por solicitação de um amigo, prometi dar minha opinião sobre o filme “Django Livre”, de Quentin Tarantino, aqui no blog.
 
Fico à vontade para opinar sobre um filme que trata do assunto do preconceito racial, pois tenho opinião formada desde muito cedo e não a modifiquei porque a situação básica não mudou, mesmo passados tantos anos.

Não sou, nem pretendo ser crítico de cinema, não tenho capacidade para tal empreitada. Assim, escrevo minhas impressões após ver o filme apenas uma vez, sem ter lido nada antes além do nome do filme e do diretor, escrevo sob a emoção que me causou de cara.

Quanto ao filme em si, achei espetacular em vários sentidos. Impressiona pela fotografia, pela trilha sonora fantástica, pelos desempenhos magistrais dos atores, pela competência da direção, a câmera nada registra em vão, a dosagem alternando humor e tragédia é adequada, não contraria a proposta.

Em relação ao tema, Tarantino consegue colocar o dedo no cú (*) da ferida da cultura norte-americana no que ela tem de mais deplorável, ou seja, cultuar as armas de fogo como forma preferencial de comunicação (que prevalece até hoje), o racismo mais escroto sob a forma de humilhações, a hilariante passagem sobre a Ku Klux Klan (**), a condenação dos negros ao trabalho duro de quebrar pedras nas minerações de então (1858)... a crueldade, enfim.

E ao colocar um negro (crioulo é a palavra mais usada nos diálogos do filme) sendo pago para matar brancos, tendo como companheiro de empreitada um alemão e como heroína uma negra que fala alemão, realmente, foi de arregaçar...

É filme para se ver mais de uma vez, e na tela grande... É o que eu vou fazer.

(*) cú que se preza tem que ter acento e assento... nota da redação.

(**)que não tem graça nem como bloco de carnaval... nota de folião.

 
BOOMERANG 1
>>>>>>>>>>>>>>>João Leite, deputado estadual PSDB-MG:
“Conversando com os amigos e ex-craques Nelinho, Eder e Heleno, concluímos que nunca se fez tanto pelo futebol como Aécio Neves e Antonio Anastasia. Investiram na reforma do Mineirão e do Independência, no trevo de acesso à Cidade do Galo, etc. Prepararam a capital para ser sede da Copa do Mundo.”
<<<<<<<<<<<<<<<Pau Comeu, sem partido:
“Conversando com a História do Futebol Brasileiro, concluímos que nunca se fez tanto pelo futebol como Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos e Tostão, por exemplo. Foram jogadores campeões do Mundo.
 
E por falar em João Leite, sua Igreja Batista no Luxemburgo está esculhambando o trânsito nas apertadas ruas locais, porque conseguiu, sabe-se lá como, criar um espaço enorme sem dotá-lo de estacionamento suficiente. Resumindo: avacalhou com o sossego dos moradores das proximidades.
Parabéns, João Leite... Deus lhe pague!
 
 
BOOMERANG 2
>>>>>>>>>>>>>> Duke é um político metido a chargista que adora meter o cacete no governo federal, pois no estadual ele não encontra nenhum motivo, ou coragem, para criticar. Seu desenho não acrescenta nada ao que escreve. Sua última façanha (24-01-2013) coloca um cidadão, em frente a um guichê de Tesouraria do Governo Federal, que afirma ao atendente: “Quero sacar 100 milhões!” Eis que o atendente responde com uma pergunta: “Em notas de cem ou em cargos no Governo?”
<<<<<<<<<<<<<<Pau Comeu não acha graça em político metido a chargista cujo desenho não significa nada. Então devolve a frase, sem desenho porque não precisa, com o seguinte conteúdo, colocando-se no lugar do atendente: “Em notas de cem ou em Títulos da Privataria Tucana?”
 
ELOGIANDO ARNALDO JABOR
Conforme anunciado na edição anterior, Pau Comeu esquece por momentos seus cuidados para elogiar Arnaldo Jabor, que trocou por instantes seu histérico histrionismo televisivo globalizado e conseguiu fazer um filme bom, “A Suprema Felicidade”, cujo ponto alto é Marco Nanini dançando...
O grande amor de Jabor é o cinema, mas parece que o autor não é correspondido, o cinema não gosta dele. Então desiste do cinema e embarca na canoa furada da TV Globo, escondido na madrugada, falando para aquela meia dúzia que já vota em quem ele vota, ou seja, não faz diferença nenhuma... E isso ele não tolera, não fazer a diferença... Ele não se conforma com isso... E sofre demais com isso... Daí o sangue nos olhos...
Esse elogio no Pau Comeu só será repetido se o elogiado fizer outro filme bom... Mas parece que isso não ocorrerá.
Li por aí não sei onde que Jabor, então atual articulista do Instituto Millenium, teria reclamado que apenas 250 mil espectadores foram ver o seu filme. Queria atingir milhões...
Se achou pouco, por que não tenta atuar como artista no BBB? Bial iria adorar...
Ou, em último caso, por que não troca de lugar com o Louro José...? Ana Maria iria amar...

ABRINDO O BAÚ

 
Pau Comeu mete o nariz na “coisambiental”.

Família grande com casa na roça, em dias de festas reúne o pessoal em torno da mesa que fica perto do fogão de lenha, é um cenário do livro “Artimanha de Emaranhar”, fracasso literário retumbante do produtor de idéias desse pobre e amulambado blog.

No Capítulo 28, intitulado “Não suja não, sô!”, acontecem os dois textos seguintes... em itálico...

 

(1)
Nos momentos de tempestade cerebral, ou de vômitos criativos, proliferam, nas conversas, fontes de horas de consultorias remuneradas em dólares ou euros, pagas por Ministérios e Empresas. Honestamente, diga-se de passagem, devidas ao elevado nível das ideias revolucionárias que sempre surgem nos colóquios, em assuntos mais diversos, desde a maneira ideal de usar o dedal no processo de alinhavo, passando pelos aconselhamentos psicológicos, ao aproveitamento de fontes renováveis de energia, para não dizer das impressões sobre a lei do impedimento no ludopédio.

Por exemplo, outro dia mesmo estando reunidos na beirada do fogão de lenha, na casa da vovó, com o habitual lenço vermelho no pescoço, naquela cozinha com chão de terra batida, alguém, que não me lembro quem, puxou de um assunto falando de um causo acontecido lá perto da casa da roça onde cresceu, lá pelas bandas de Ouro Preto.Dizia que tinha uma vizinha que era meio descansada e não gostava muito desse tal de serviço de casa, afinal toda dona-de-casa, atriz-do-lar, tá cansada de saber que esse trem de arrumar casa é um enjoamento todo dia, todo dia a mesma coisa, eu não agüento mais, era tempo em que agüento ainda tinha trema, e não é que ela não lavava prato, garfo e colher e faca depois das refeições, colocava tudo em cima de um pano estendido lá no meio da horta e deixava embaixo do sol forte umas horas, e depois que os restos dos alimentos ficavam secos, ela pegava um outro pano, esfregava prato por prato, colher por colher, faca por faca e garfo por garfo, e ficava tudo limpinho e pronto para guardar no etàjer, um armário metido a francês que ficava na copa, antes da cozinha, esperando a janta, e era assim todo dia que tinha sol forte lá fora e antes da chuva que caía de quando em quando e tirava o pano pra não molhar e isso tudo acontecia lá.

Estava inventada a máquina solar de lavar e esterilizar pratos e demais artefatos de cozinha, que pelo que se sabe não foi patenteada por ninguém até hoje, e que certamente representa um avanço decisivo em termos de cuidado ambiental.

Essa coisa de meiambiente, todo mundo suja, mas acha que entende. O sujo que não pode é o do outro, o nosso tem sempre uma desculpa.

Quando o aparelho humano, essa máquina fenomenal, foi projetado pelo Arquiteto-Cientista-de-Cem-Nomes, ficou previsto um meio de eliminaras coisas que não seriam aproveitadas pelo organismo, e aí o primeiro animal dito racional, mesmo condenando os coirmãos irracionais quando faziam essas coisas, produziu o cocô, o primeiro resíduo mais para o pastoso, e o xixi, o primeiro efluente líquido.

Essa coisa da sujeira de um incomodar o outro é mais velha que a bisavó de Matusalém, aquele coroa que, dizem as escrituras, foi o primeiro aposentado. Mas, se antes o espaço era muito grande e os sujões eram poucos, o aparelho reprodutor do macho, acionado pelo cio da fêmea, cuidaram de multiplicar produtores de sujeira, e o espaço continuou o mesmo. O que significa, em linguagem da física clássica, que a densidade merdológica só vem aumentando...

OOO

(2)
Desde 1500, ponto de congruência entre os Séculos XV e XVI, vive-se aqui dos recursos da terra abençoada por Deus e bonita por natureza. Desde que o PVC (Pero Vaz de Caminha), repórter de D. Manuel, correspondente internacional para assuntos coloniais, vaticinou na primeira carta que “a terra é boa, e em se plantando tudo dá”, quando aproveitou o ensejo para pedir um emprego para um parente, tudo isso se dá.

A parte da terra boa para cultivo aninha em seu ventre as sementes que irão frutificar e saciar primeiro a fome dos nativos, para então exportar o excedente... não, não é assim que funciona, vale o inverso, primeiro se exportar eo que sobrar a gente come. A parte da terra ruim para cultivo também pode ser muito boa, às vezes até melhor. Parte dessa parte, se não é capaz de receber sementes, já vem prenha de minérios que são retirados também para exportação. Pois exportar é o que importa...Para gerar divisas que vão pagar os juros e os principais das dívidas contraídas dos empréstimos desde... desde sempre.

O começo oficial da dívida, aquele registrado em papel, surgiu logo depois do sete de setembro, aquele evento às margens do Ipiranga, aquele Corguinho do Virundum. Ao desligar a colônia do Reino, D. Pedro I inaugurava solenemente a conjugação do verbo “empinar um papagaio”, passando a dívida a ser cobrada pela então poderosa Inglaterra, na época conhecida como o Império onde o Sol nunca se punha.

Depois os papagaios ganharam voo próprio, aprenderam a navegar os ventos, chegaram em outros continentes, de modo que há muito tempo o brasileiro já nasce devendo a Deus e Todo Mundo. O que isso tem a ver com o tal meiambiente? Tudo.

Cada vez que se fura um buraco, cada vez mais se desmata mais e assim, depois do pau-brasil, árvore-mito, outras espécies vão caminhando para a extinção... Tem gente que não pode ver uma árvore em pé que pensa logo em derrubar, parece que fica inconformado com aquela coisa estranha, antiga, até ancestral, fora de moda, verde, que vive sujando o caminho jogando folhas no chão, ocupando o espaço do aço, do concreto e do asfalto... Tem gente assim.

 PS: essas coisas foram escritas em 2004,
e de lá pra cá não  se fala mais em dívida externa...  
Será que pagamos tudo? Será que houve calote? 
Será que mudou de forma? Será que mudou de nome?
 

NOTA DE ASSASSINATO
Pau Comeu acha que é assim que deve ser chamado o que aconteceu em Santa Maria, na boate Kiss. Pra começo de conversa, quem solta e deixa soltar fogos em ambientes fechados comete tentativa de assassinato. A tentativa teve sucesso, matando mais de duzentas pessoas. Que os culpados sejam punidos. Todos os culpados.



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário