
Cumprindo o prometido, segue esta edição do dia 28 de Janeiro de 2013.
Lembrando que os dias marcados são 07,14,21 e 28 de cada mês.
Bom proveito! Aguardo críticas...
DICA DE BLOG
Pau Comeu provou do blog do Luis Antonio Simas:
e achou ducaralho! Olha só esse pedacinho, sobre o Carnaval...
colombinas assanhadas e ébrios faraós, onde possa experimentar a pequena morte de três dias; aquela que torna suportável o intervalo entre um carnaval e outro.”
DICA DE FILME
Por solicitação de um amigo, prometi dar minha opinião sobre o filme
“Django Livre”, de Quentin Tarantino, aqui no blog.
Fico à vontade para opinar sobre um filme que trata do assunto do
preconceito racial, pois tenho opinião formada desde muito cedo e não a
modifiquei porque a situação básica não mudou, mesmo passados tantos anos.
Não sou, nem pretendo ser crítico de cinema, não tenho capacidade para
tal empreitada. Assim, escrevo minhas impressões após ver o filme apenas uma
vez, sem ter lido nada antes além do nome do filme e do diretor, escrevo sob a
emoção que me causou de cara.
Quanto ao filme em si, achei espetacular em vários sentidos.
Impressiona pela fotografia, pela trilha sonora fantástica, pelos desempenhos
magistrais dos atores, pela competência da direção, a câmera nada registra em
vão, a dosagem alternando humor e tragédia é adequada, não contraria a proposta.
Em relação ao tema, Tarantino consegue colocar o dedo no cú (*) da ferida
da cultura norte-americana no que ela tem de mais deplorável, ou seja, cultuar
as armas de fogo como forma preferencial de comunicação (que prevalece até
hoje), o racismo mais escroto sob a forma de humilhações, a hilariante passagem
sobre a Ku Klux Klan (**), a condenação dos negros ao trabalho duro de quebrar
pedras nas minerações de então (1858)... a crueldade, enfim.
E ao colocar um negro (crioulo é a palavra mais usada nos diálogos do
filme) sendo pago para matar brancos, tendo como companheiro de empreitada um
alemão e como heroína uma negra que fala alemão, realmente, foi de arregaçar...
É filme para se ver mais de uma vez, e na tela grande... É o que eu
vou fazer.
(*) cú que se preza tem que ter acento e assento... nota da redação.
(**)que não tem graça nem como bloco de
carnaval... nota de folião.
BOOMERANG 1
>>>>>>>>>>>>>>>João
Leite, deputado estadual PSDB-MG:
“Conversando com os amigos e ex-craques Nelinho, Eder e Heleno,
concluímos que nunca se fez tanto pelo futebol como Aécio Neves e Antonio
Anastasia. Investiram na reforma do Mineirão e do Independência, no trevo de
acesso à Cidade do Galo, etc. Prepararam a capital para ser sede da Copa do
Mundo.”
<<<<<<<<<<<<<<<Pau Comeu,
sem partido:
“Conversando com a História do Futebol Brasileiro, concluímos que
nunca se fez tanto pelo futebol como Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos e
Tostão, por exemplo. Foram jogadores campeões do Mundo.
E por falar em João Leite, sua Igreja Batista no Luxemburgo está esculhambando
o trânsito nas apertadas ruas locais, porque conseguiu, sabe-se lá como, criar
um espaço enorme sem dotá-lo de estacionamento suficiente. Resumindo: avacalhou
com o sossego dos moradores das proximidades.
Parabéns, João Leite... Deus lhe pague!
BOOMERANG 2
>>>>>>>>>>>>>>
Duke é um político metido a chargista que adora meter o cacete no governo
federal, pois no estadual ele não encontra nenhum motivo, ou coragem, para
criticar. Seu desenho não acrescenta nada ao que escreve. Sua última façanha
(24-01-2013) coloca um cidadão, em frente a um guichê de Tesouraria do Governo
Federal, que afirma ao atendente: “Quero sacar 100 milhões!” Eis que o
atendente responde com uma pergunta: “Em notas de cem ou em cargos no Governo?”
<<<<<<<<<<<<<<Pau
Comeu não acha graça em político metido a chargista cujo desenho não significa
nada. Então devolve a frase, sem desenho porque não precisa, com o seguinte
conteúdo, colocando-se no lugar do atendente: “Em notas de cem ou em Títulos da
Privataria Tucana?”
ELOGIANDO ARNALDO JABOR
Conforme anunciado na edição anterior, Pau Comeu esquece por momentos
seus cuidados para elogiar Arnaldo Jabor, que trocou por instantes seu
histérico histrionismo televisivo globalizado e conseguiu fazer um filme bom,
“A Suprema Felicidade”, cujo ponto alto é Marco Nanini dançando...
O grande amor de Jabor é o cinema, mas parece que o autor não é
correspondido, o cinema não gosta dele. Então desiste do cinema e embarca na
canoa furada da TV Globo, escondido na madrugada, falando para aquela meia
dúzia que já vota em quem ele vota, ou seja, não faz diferença nenhuma... E
isso ele não tolera, não fazer a diferença... Ele não se conforma com isso... E
sofre demais com isso... Daí o sangue nos olhos...
Esse elogio no Pau Comeu só será repetido se o elogiado fizer outro
filme bom... Mas parece que isso não ocorrerá.
Li por aí não sei onde que Jabor, então atual articulista do Instituto
Millenium, teria reclamado que apenas 250 mil espectadores foram ver o seu
filme. Queria atingir milhões...
Se achou pouco, por que não tenta atuar como artista no BBB? Bial iria
adorar...
Ou, em último caso, por que não troca de lugar com o Louro José...?
Ana Maria iria amar...
ABRINDO O BAÚ
Pau Comeu mete o nariz na “coisambiental”.
Família grande com casa na roça, em dias de festas reúne o pessoal em
torno da mesa que fica perto do fogão de lenha, é um cenário do livro
“Artimanha de Emaranhar”, fracasso literário retumbante do produtor de idéias
desse pobre e amulambado blog.
No Capítulo 28, intitulado “Não suja não, sô!”, acontecem os dois
textos seguintes... em itálico...
(1)
Nos momentos de tempestade
cerebral, ou de vômitos criativos, proliferam, nas conversas, fontes de horas
de consultorias remuneradas em dólares ou euros, pagas por Ministérios e
Empresas. Honestamente, diga-se de passagem, devidas ao elevado nível das
ideias revolucionárias que sempre surgem nos colóquios, em assuntos mais
diversos, desde a maneira ideal de usar o dedal no processo de alinhavo,
passando pelos aconselhamentos psicológicos, ao aproveitamento de fontes
renováveis de energia, para não dizer das impressões sobre a lei do impedimento
no ludopédio.
Por exemplo, outro dia mesmo
estando reunidos na beirada do fogão de lenha, na casa da vovó, com o habitual
lenço vermelho no pescoço, naquela cozinha com chão de terra batida, alguém,
que não me lembro quem, puxou de um assunto falando de um causo acontecido lá
perto da casa da roça onde cresceu, lá pelas bandas de Ouro Preto.Dizia que
tinha uma vizinha que era meio descansada e não gostava muito desse tal de
serviço de casa, afinal toda dona-de-casa, atriz-do-lar, tá cansada de saber
que esse trem de arrumar casa é um enjoamento todo dia, todo dia a mesma coisa,
eu não agüento mais, era tempo em que agüento ainda tinha trema, e não é que
ela não lavava prato, garfo e colher e faca depois das refeições, colocava tudo
em cima de um pano estendido lá no meio da horta e deixava embaixo do sol forte
umas horas, e depois que os restos dos alimentos ficavam secos, ela pegava um outro
pano, esfregava prato por prato, colher por colher, faca por faca e garfo por
garfo, e ficava tudo limpinho e pronto para guardar no etàjer, um armário
metido a francês que ficava na copa, antes da cozinha, esperando a janta, e era
assim todo dia que tinha sol forte lá fora e antes da chuva que caía de quando
em quando e tirava o pano pra não molhar e isso tudo acontecia lá.
Estava inventada a máquina solar
de lavar e esterilizar pratos e demais artefatos de cozinha, que pelo que se
sabe não foi patenteada por ninguém até hoje, e que certamente representa um
avanço decisivo em termos de cuidado ambiental.
Essa coisa de meiambiente, todo
mundo suja, mas acha que entende. O sujo que não pode é o do outro, o nosso tem
sempre uma desculpa.
Quando o aparelho humano, essa
máquina fenomenal, foi projetado pelo Arquiteto-Cientista-de-Cem-Nomes, ficou
previsto um meio de eliminaras coisas que não seriam aproveitadas pelo
organismo, e aí o primeiro animal dito racional, mesmo condenando os coirmãos
irracionais quando faziam essas coisas, produziu o cocô, o primeiro resíduo
mais para o pastoso, e o xixi, o primeiro efluente líquido.
Essa coisa da sujeira de um
incomodar o outro é mais velha que a bisavó de Matusalém, aquele coroa que,
dizem as escrituras, foi o primeiro aposentado. Mas, se antes o espaço era
muito grande e os sujões eram poucos, o aparelho reprodutor do macho, acionado
pelo cio da fêmea, cuidaram de multiplicar produtores de sujeira, e o espaço
continuou o mesmo. O que significa, em linguagem da física clássica, que a
densidade merdológica só vem aumentando...
OOO
(2)
Desde 1500, ponto de
congruência entre os Séculos XV e XVI, vive-se aqui dos recursos da terra
abençoada por Deus e bonita por natureza. Desde que o PVC (Pero Vaz de
Caminha), repórter de D. Manuel, correspondente internacional para assuntos
coloniais, vaticinou na primeira carta que “a terra é boa, e em se plantando
tudo dá”, quando aproveitou o ensejo para pedir um emprego para um parente,
tudo isso se dá.
A parte da terra boa para
cultivo aninha em seu ventre as sementes que irão frutificar e saciar primeiro
a fome dos nativos, para então exportar o excedente... não, não é assim que
funciona, vale o inverso, primeiro se exportar eo que sobrar a gente come. A
parte da terra ruim para cultivo também pode ser muito boa, às vezes até
melhor. Parte dessa parte, se não é capaz de receber sementes, já vem prenha de
minérios que são retirados também para exportação. Pois exportar é o que
importa...Para gerar divisas que vão pagar os juros e os principais das dívidas
contraídas dos empréstimos desde... desde sempre.
O começo oficial da dívida,
aquele registrado em papel, surgiu logo depois do sete de setembro, aquele
evento às margens do Ipiranga, aquele Corguinho do Virundum. Ao desligar a colônia
do Reino, D. Pedro I inaugurava solenemente a conjugação do verbo “empinar um
papagaio”, passando a dívida a ser cobrada pela então poderosa Inglaterra, na
época conhecida como o Império onde o Sol nunca se punha.
Depois os papagaios ganharam voo
próprio, aprenderam a navegar os ventos, chegaram em outros continentes, de
modo que há muito tempo o brasileiro já nasce devendo a Deus e Todo Mundo. O
que isso tem a ver com o tal meiambiente? Tudo.
Cada vez que se fura um buraco,
cada vez mais se desmata mais e assim, depois do pau-brasil, árvore-mito,
outras espécies vão caminhando para a extinção... Tem gente que não pode ver
uma árvore em pé que pensa logo em derrubar, parece que fica inconformado com
aquela coisa estranha, antiga, até ancestral, fora de moda, verde, que vive
sujando o caminho jogando folhas no chão, ocupando o espaço do aço, do concreto
e do asfalto... Tem gente assim.
e de lá pra cá não se fala mais em dívida
externa...
Será que pagamos tudo? Será
que houve calote?
Será
que mudou de forma? Será que mudou de nome?
NOTA DE ASSASSINATO
Pau Comeu acha que é assim que deve ser chamado o que aconteceu em
Santa Maria, na boate Kiss. Pra começo de conversa, quem solta e deixa soltar fogos em ambientes
fechados comete tentativa de assassinato. A tentativa teve sucesso, matando mais
de duzentas pessoas. Que os culpados sejam punidos. Todos os culpados.
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