quarta-feira, 22 de julho de 2015

EDIÇÃO N 127: MAU-OLHADO




Mau-olhado, de acordo com o receituário do meu médico particular de língua brasileira, Dr. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “é a qualidade que se atribui a certas pessoas de causarem desgraça àqueles para quem olham”.

Qualidade, só na definição da palavra, pois é um defeito, feio defeito.

Já vivi esse fenômeno na qualidade de pai, a procurar rezadeira para espantar os maus espíritos dirigidos aos filhos criados com amor.
Estou pensando seriamente em voltar, agora para proteger minha netinha Cora, que está ficando muito gripadinha ultimamente...


É fato.
O mau-olhado é uma realidade.
Pairam no ar energias extremamente negativas...
Todo cuidado é pouco.
 
22-07-2015


O TIME MAIS ODIADO DO BRASIL



Dizem que o Flamengo é o time mais querido do Brasil.
Meia verdade: é também o mais odiado.
Simples conta de subtração.
Minuendo menos Subtraendo igual a resto.
Minuendo = Total;
Subtraendo = Flamengo;
resto = resto.
resto = todos os outros times.

O Flamengo é o maior alvo de mau-olhado no futebol.

O que o resto torce, e muito, para o Flamengo cair para a segunda divisão só se compara com... Com o Aécio Neves Fora Cunha e a Rede Globo torcendo para o Golpe contra a Dilma. Cuidado, Dilma, com o mau-olhado do Aécio...  E aquele olho colorido da Globo é mau para você.



O TIME MAIS SIMPÁTICO DO RIO DE JANEIRO


É o América Futebol Clube, o time do Lamartine Babo.
Autor do hino mais bonito, hei de torcer até morrer.
Que se revelou um tremendo plágio de uma música americana.

É o segundo time de todos os torcedores do Rio de Janeiro, em época que não se usava essa coisa de torcer por um time de cada lugar.
O América, tratado com carinho como Ameriquinha por todo tijucano, foi o time de coração de um grande amigo, o meu mais antigo amigo, Arthur Pereira Nunes, da década de 50 do século passado, éramos garotos, estudamos juntos e morávamos no mesmo quarteirão, ruas Barão de Itapagipe e Professor Gabizo.

Torcedor do Flamengo, viví uma experiência que poucos torcedores do América, acho que vivo só meia dúzia e mais o José Trajano, a quem admiro como um dos maiores e mais humanos jornalistas do Brasil, teve a oportunidade de viver: o campeonato carioca de 1960.

Tinha eu tenros 13 anos de idade, fui sozinho, o caminho do Maracanã era tãofácil como o caminho de casa, naquele dia a cidade era contra o pó-de-arroz .
Flu 1 x 0, gol de Pinheiro, de pênalti, no rebote vindo do peito do Ari, que tinha sido goleiro do Flamengo. Nilo, ponta-esquerda onze, empata. Jorge, lateral-direito dois, enviado por Deus, faz o gol da vitória do América Futebol Clube, para alegria da maioria da cidade, aos 35 do segundo tempo.

Agora que o time volta para a primeira divisão do campeonato carioca, faço essa homenagem e dedico essas palavras aos torcedores que herdaram dos respectivos pais a paixão pelo América. Herança cheia de espinhos, como a coroa na cabeça de Cristo.

A torcida americana é toda assim, a cor do pavilhão é a cor do coração... Cabe num ônibus, numa kombi, numa ambulância... equipada com UTI.
Sangue!!!



TERCEIRA DO VANDIR


Foi com muita satisfação que recebi finalmente uma mensagem feicibuquiana do Zé Vandir com as seguintes palavras, em relação a uma crônica que escreveu: “Atenção Paulinho Pavaneli, se possível, colocar no Blog "Pau Comeu".
Pois bem, segue essa terceira.

O ATELIER DO SUSSUCA
Numa das noites da “Festa do Doze”, em Ouro Preto, sem programação oficial, resolvemos fazer uma via sacra pelos bares do largo do Rosário. A concentração foi no restaurante “Passo”, e após reunirmos quatro casais, Murilo e Mirna, Humberto e Beth, Zeca Amarante e Yvonne, eu e Mariza, nos dirigimos para lá.
A primeira parada foi no atelier do Sussuca, amigo e ótimo pintor, que estava lançando uma coleção de pinturas maravilhosas, em quadros de grandes dimensões.
Lá, sentados em banquinhos, em semicírculo, tomando cerveja e uma pinga deliciosa, ouvíamos o Sussuca, de pé, encostado na janela, falar da vida cultural de O.P. Ele apanhou um estojo de desenho, onde tinha fumo, papel, colher e compasso. Após colocar o fumo no papel e enrolar, ia colocando mais fumo aos poucos, apertando com a ponta do compasso, no maior carinho, e sem nenhuma pressa.

Ele vai acender o cigarro,  pensei, fumar e oferecer para nós. Eu sou o mais próximo dele, e vou ter que aceitar, por dois motivos: Quero ver que cigarro é esse, e, se eu não fumar, vou inibir alguém que também queira. Dito e feito. Ele deu uma longa tragada, passou para mim, que dei uma tragada modesta, e passei para Mariza. Ela não quis, e passou o cigarro para os outros. Embora muitos tivessem vontade, como a Yvonne, não fumaram, e o cigarro voltou para ele, que fumou e passou para mim, e vice-versa.

Levantamos para ver os quadros, e Mariza cochichou comigo: Não se entusiasme, pois no momento não temos dinheiro para comprar quadros. Sussuca conseguiu vender dois, e quando perguntaram para Mariza se iria comprar também, ela disse: - Não, eles são lindos, mas muito grandes para minha sala.

Ao sairmos do ateliê, foi grande a gozação sobre o caso do cigarro, o que eu sentira, se tinha gostado, etc. Eu estava mais alegre, porem, devia ser efeito da cachacinha, das companhias, e da linda noite de Ouro Preto.
A seguir, entramos no “Lero Lero”, de Betina e Guilherme, e onde Evandro e Mariza Rolim nos receberam, com um som de violão maravilhoso. No Rosário tínhamos ainda três opões para ir: o bar do bloco “Vermelho e Branco”, onde Mirna e Mariza já desfilaram, o botequim do Orlando, tipo ‘’copo sujo”, e o recém inaugurado “Janelas do Rosário”, dos jovens proprietários do “Passo”. Preferimos a terceira opção, e terminamos a noite de volta ao “Passo”, para comer uma pizza.

Chegamos ao hotel, de madrugada, para lá de Bagdá.
De manhã, acordei de ressaca, abri os olhos aos poucos, e vi Mariza, de pé, com uma cara ótima. Verificando que acordei, chegou perto e brincou: - Seu maconheiro! E ela nem sabia se foi apenas um cigarro artesanal comum, preparado com todo carinho pelo Sussuca, ou se foi um baseado da mais fina qualidade.

José Vandir / DSL
Julho de 2015.


NOVE DEDOS E QUATRO NARIZES


Ao descobrir que Lula tem nove dedos, tal fato se transformou em declaração oficial do partido PSDB, mui digna da estupidez nazitucana.
Pau Comeu, em sua trajetória de combate ao nazitucanismo, descobriu que Aécio Neves Fora Cunha tem quatro narizes, assim definidas suas respectivas serventias:
1ª. Serve para respirar, pois as demais funções perderiam sentido por ausência do elemento respirador;
2ª. Serve para farejar golpe, coisa que aprendeu com seu avô ideológico Carlos Corvo Lacerda, e para se intrometer onde não é chamado, como na discussão sobre democracia, conceito que não conseguiu aprender com o avô biológico Tancredo Neves;
3ª. Serve para mentir, sua principal atribuição; e
4ª. Serve para aspirar, coisa que mais gosta de fazer, adora, ama de paixão, virou até vício.  Deveria fazer propaganda de aspirador de pó, ganharia muito dinheiro e poderia deixar o Brasil em paz.


AMIGO TIO

Tio: Coloquei no seu Face, mas acho a vc não viu... Esse é pra você! Espero que goste
Grande abraço, Mauro.
Caro Mauro: não tinha visto no feici,não, as letras miúdas não consigo ler e quando aumentadas embaçam... gostei, sim, acho que é a primeira vez que fico do outro lado da poesia, grato... vou publicar no próximo Pau que não deve demorar...
Abração,Paulinho.

Então segue o que o meu sobrinho amigo escreveu sobre mim.

AMIGO TIO


Sobrevoo as montanhas de Minas
E te encontro na cidade velha
Rodo os discos de vinil no tempo
E te vejo pelas ruas da Tijuca
Os lugares se encontram no sonho
As esquinas se desdobram
Desce a Professor Gabizo 
Atravessa a Haddock Lobo
Paralela à Afonso Pena 
É Rio, é São Paulo , é BH
Todo lugar tem rua igual
Mas não ladeiras como Vila Rica
A juventude estudantil
A cantoria, o samba do Brasil
E a volta do irmão do Henfil
Rodo os discos de vinil da vida
E o país rodando nas estradas
Carnavais de São João 
Arraiais de São Sebastião 
Nossa mãe cantando em oração
Eu te vejo sabotando a missa
E te sigo pra fugir do padre
Eis aqui um quase irmão leitor
Pau comendo na politicagem
Nos canalhas de plantão
Que ardem nas chamas 
Da galhofa sã
Mas o troféu de glórias mil
Traz sempre o vermelho
Ora com verde, ora com preto
No America é branco
A cor do pavilhão
Eis aqui meu coração, seu fã
Por Mauro Portugal




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