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09-07-2015
O Autor, curtindo
um resfriado depois do sol cearense, choque térmico no frio mineiro, queda
perplexo ao descobrir que Sigmund Freud, quem diria, não passava de um reles
e desclassificado petista de carteirinha...
Ao
descobrir o “ato falho”, demoliu toda e qualquer pretensão daquele branco adolescente
forever de alcançar a presidência da república.
Freud
transformou-se, por isso, na maior ameaça ao nazitucanismo.
Quando
Aécio Neves Fora Nada disse que estava sendo reeeleito presidente da república,
ao ser reconduzido à presidência do PSDB, o marcador do estádio dizia: Ato
Falho Futebol Clube 1 X 0 Nazitucanismo.
Quando
Aécio Neves Fora Nada disse que o PSDB era o maior partido de oposição ao Brasil, o
marcador dizia: Ato Falho Futebol Clube 2 X 0 Nazitucanismo.
Esse Freud
é um sacana...
CARDÁPIO:
E A PORRA DO DNA, ONDE ESTÁ?
GILBERTO & GILMAR
BABAQUICES DO FUTEBOL
SAUDADE NÃO TEM IDADE
OS QUATRO PATETAS
MAIS UMA DO ANJO
SOU GREGO, CUECA ZORBA
E A PORRA DO DNA, ONDE ESTÁ?
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A pergunta
que nunca calará...
Por que
Aécio Neves Fora Nada esconde o nome do papai?
Será que é
porque é Cunha?
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GILBERTO &
GILMAR
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Não, não
se trata de dupla sertaneja universitária, embora ambos sejam diplomados.
Gilberto Freyre, aquele cara quase
desconhecido que escreveu que o brasileiro era racista, antecipando-se
contrariamente à tese de Ali Kamel, famoso diretor da Rede Globo de Sonegação
de Impostos e Manipulação de Informações, disse, numa palestra em 1985, que
os juristas brasileiros careciam de serem psicanalisados...
Com isso,
o escritor de “Casa Grande e Senzala” profetizou a vinda de Gilmar Mendes, o libertador do
estuprador, Joaquim Barbosa, que descobriu o sotaque bahiano na novela da
Globo, e Sergio Moro, o queridinho dos alcagüetes premiados ,entre outros
menos ou nunca votados...
Atenção,
Revisão! Alcagüete, no dicionário do Pau Comeu, tem trema, muito trema. Para
que os reformadores idiotas tremam nas bases... Só para rememberar, trema é
um sinal diacrítico que, sobreposto à vogal (ü), serve para indicar que ela
não forma ditongo com a que lhe está próxima. Salve Mestre Aurélio!
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BABAQUICES DO FUTEBOL
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A primeira
que me vem à cabeça é a mais famosa: “O futebol é uma caixinha de surpresas”.
Continua sendo ou deixou de ser? A CBF que fez aquele time perder de sete a
um é uma caixinha de surpresas? Ou seria um caixão de mutretas?
Um time
vai perdendo de dois ou três a zero, consegue fazer um golzinho, o jogo acaba
dois a um ou três a um. Dizem que aquele gol foi “gol de honra”. Continua
sendo ou deixou de ser? No jogo com a Alemanha, aquele golzinho da seleção da
CBF foi de honra? Se foi, honra de quem?
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SAUDADE NÃO TEM IDADE
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O MELHOR COMENTÁRIO SOBRE O 7 X 1
Pau Comeu,
homenageando o primeiro aniversário do Felipazzo Parreirazzo, recupera o
melhor comentário de um ano atrás, em 12-07-2014:
OUTRAS RECORDAÇÕES
O Autor, em estado de compreensão total das vicissitudes
da natureza humana, coitada, tão frágil e alquebrada, rende suas homenagens
aos heróis do Exército Brasileiro da Salvação da Seleção:
General Marin; Coronel Parreira; Tenente Felipão; Sargento
Rodrigo PaivaTainha; Capitão Silva; e
22 Recrutas Zero. Sem esquecer a madrinha: Dona Lúcia... Parabéns!
MÁXIMAS MÍNIMAS DE CORONEL PARREIRA & TENENTE
FELIPÃO
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OS QUATRO PATETAS
Já dizia o compositor, no Carnaval, que os três dias são quatro. Os
Três Mosqueteiros também eram quatro. Os Três Patetas também foram quatro, num
certo período e em outras artes.
No dia 23 de maio de 1995, vinte anos se passaram, escrevi uma crônica
sob o título acima.
Falava dos patetas de então, apelidados de economistas, uma das
profissões mais picaretas inventadas pela Humanidade. São os mestres que hoje
explicam com toda certeza os erros que cometeram ontem. Os quatro podem ser
facilmente reconhecidos. Se alguém não souber identificá-los, melhor ainda, não
perdem nada por isso. Pelo contrário, ganham em saúde mental e em espaço na
memória para guardarem coisas realmente importantes.
Foi assim...
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“Dizem que psicanalistas
dizem... que vocações contrariadas tornam as pessoas infelizes.
Penso nisso quando me lembro de
alguns economistas brasileiros, verdadeiros artistas frustrados. Nasceram
para artistas, mas só conseguiram ser meros economistas. Por isso sofrem e
nos fazem sofrer.
Tem de toda arte: frasista
economista, cantor de ópera economista, escritor economista e até palhaço
economista, só para formar o quarteto.
O primeiro faz frases.
É deputado. Foi até embaixador.
Principalmente ministro e versátil: do planejaumento, da fazenda, até da
agricultura sem saber o que é agrião, mas, dizem, conhecedor profundo de
pepinos e tomates. Que nesse país tudo se confunde, a fazenda é agrícola e
vive perdoando dívidas rurícolas. Seus colegas de plenário morrem de rir com
suas frases, talvez porque ganhem muito bem, também. Acham-no deveras
engraçado. A imprensa publica suas frases com destaque, só não imprimem o
“rá,rá,rá, essa foi boa!”. E o povo sofre.
O segundo nunca foi deputado,
nem embaixador, só ministro.
Canta ópera no chuveiro, para
deleite dos vizinhos. É professor, escreve livros, parece até que inventou a
tal de economia, já que não costuma citar ninguém. Se inventou, ‘tá
explicado. Os vizinhos? Parece que aplaudem seus recitais, nunca li queixas
nos jornais. A imprensa admira e publica, já o chama até de gênio. Sabe tudo
sobre as coisas que deveria ter feito e nunca fez. A mulher joga xadrez. E o
povo sofre.
O terceiro escreve, é quase
imortal.
Se não é, é por descuido, pois é
matusalêmico. É o mais antigo embaixador do Império Britânico e de outros
impérios no Brasil. Desde que nasceu. Leva a vida para adquirir a
nacionalidade brasileira, mas não consegue, é estrangeiro vitalício. Escreveu
o best-seller intitulado “A Lanterna na Pôpa”, que não por engano foi
traduzido como “A Vela no Rabo”, tendo em vista que é de onde enxerga o país
que lhe concedeu extradição. Os imortais o premiam, o que se explica:
imortais não morrem, mas também não vivem, tomam chá. A imprensa promove. E o
povo sofre.
Não conheço pessoalmente nenhum
dos três baluartes da ciência ocultista. Aliás, é difícil cruzar com essas
figuras nas esquinas, nas praças, nos bares, em locais onde vivem os cidadãos
normais. Tive essa sorte, eles também. Ou alguém de vocês já topou com algum
deles nos botecos, nos carnavais, nos campos de futebol? Nem toparão! Nunca!
Vivem em seus próprios casulos, caramujos dentro de suas próprias e
respectivas cascas. E o povo sofre.
O quarto eu vi menos careca, mas
já meio barrigudo.
No princípio era o verbo,
pregava Mao. Era beque central do tipo boçal. Adorava aparecer, mas na hora
hagá sabia, como ninguém, sumir. Filhinho de papai, saiu da prisão pro exílio
com gosto amargo de campari com gelo e limão. Foi deputado. Foi secretário.
Embarcou no brizolismo, desembarcou quando o vento virou, foi amigo colorido.
Só não traiu porque ninguém nunca acreditou. Achava-se o tal, não passava de
aproveitador e oportunista. Foi prefeito eleito no arrastão que contratou
para varrer uma mulher, negra e favelada. Tira uma de louco. Varrido. Detesta
pobre, fudido, ralé. Entende de vassoura e de mendigo, ama janio e lacerda.
Foi radical de esquerda, naturalmente virou radical de direita, sonha mesmo
em ser radical de centro. Quer virar monumento, sentar-se na ponta do
obelisco e girar, girar, girar em torno do seu verdadeiro centro de
gravidade... à direita e à esquerda... ao sabor dos quatro ventos cardeais,
feito biruta de aeroporto. Seria um factóide perfeito para o fascistóide em
que se transformou. Patético. E o povo sofre.
Peço mil desculpas aos
frasistas, aos cantores de ópera, aos escritores e perdão mesmo
principalmente aos palhaços, por ter invocado suas santas profissões em vão.
Mesmo os verdadeiros artistas hão de convir que nossa sorte seria melhor se
tais canastrões tivessem exercido suas verdadeiras vocações, mesmo sem muito
talento, sem sacanear com as dos outros...”
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MAIS UMA DO ANJO
Espero que
seja a segunda de muitas...
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O PALETÓ MARROM
O engenheiro das
multinacionais, durante sua carreira, pode ser enviado para outras cidades,
estados e até países. Nós mesmos, depois de casados. Além da base em Vitória, moramos, em épocas
diferentes, seis meses no Rio, oito meses no Japão, um ano em Belem, e três
anos em Barcarena, no interior do Pará.
Mariza desenvolveu uma técnica durante essas mudanças, colocando tudo em caixas identificadas, a serem abertas na nova casa, quando necessário, sem causar tumulto. Num sábado, após o café da manhã, fiz uma simples pergunta, que quase deu um tsunami: -Mariza, você sabe onde está meu paletó marrom? -O que? -Aquele paletó leve, que uso em festas. Não o achei no guarda-roupa. -Não, não sei, e para que você quer um paletó logo hoje? -Nada não. Bem, vou procurar nas caixas fechadas. Restavam, entre outras caixas, duas de roupas, com as inscrições: “ROUPAS/4” e “ROUPAS/5”. Chamei Mariza, e arrisquei nova pergunta: -Você sabe em qual das caixas ele pode estar? Ai, ela ficou uma fera. -Olha aqui, a casa está uma bagunça, vamos receber nossos amigos à tarde, e você quer a porcaria de um paletó marrom, sei lá para que. Mas para encerrar o assunto, completou: -Deve estar na caixa quatro, onde estão os paletós e as roupas de festas. Não faça bagunça na caixa. Ela estava saindo, pisando duro, porém a curiosidade venceu a raiva, e parou, para ver o que eu ia fazer com o paletó. Abri a caixa quatro, e por sorte, o paletó estava por cima. Tirei o mesmo da caixa, e dele, tirei um pequeno objeto do bolso da lapela, que havia recebido em uma festa. Para espanto da Mariza, era um balão verde, que soprei até encher com ar, e com um barbantinho que já havia providenciado, amarrei o bico, oferecendo o balão para ela. Nele, com letras vermelhas, estava escrito “FELIZ ANIVERSÁRIO”. Obs. Ela estava com raiva pensando que eu havia esquecido a data, a festinha foi um sucesso, e ela adorou um presente simples que ganhou: uma caixa com três tubos de bolas de tênis. (As nossas haviam desaparecido na viagem). José Vandir / DSL, Alta Floresta / Junho de 2015. |
SOU GREGO, CUECA ZORBA
Pau Comeu, para não perder o costume, publica uma frase deThomas Piketty, na revista Forum, em julho 8, 2015: “Alemanha dando lições sobre pagar dívida externa? É piada…”
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“Meu
livro reconta a história da renda e da riqueza, inclusive de nações. Quando
estava trabalhando naquele livro, muito me chamou a atenção a evidência de
que a Alemanha é, na verdade, o único bom exemplo de país que, em toda sua
história, jamais pagou qualquer dívida nacional. Nem depois da 1a. e da 2a.
Guerra Mundial. Mas muito frequentemente a Alemanha obrigou outras nações a
pagarem, como depois da Guerra Franco-Prussiana de 1870, quando cobrou
reparações massivas da França, e recebeu integralmente.
O estado
francês padeceu ao longo de décadas, sob o peso dessa dívida. A história da
dívida pública é cheia de ironias. Só muito raramente acompanha o que se
entende por ordem e justiça.”
“(...)Quando ouvi
que os alemães dizem que mantêm posição de alta moralidade sobre dívidas e
que entendem que dívidas têm de ser pagas, pensei: É piada! A Alemanha é o
país que nunca pagou suas dívidas. Nunca. Alemanha não tem competência para
dar lições de moral sobre pagar dívida externa.”
“(...)A Europa foi
criada sobre perdão de dívidas e investimento no futuro. Não foi criada sobre
a ideia de padecimento infinito. É o que todos temos de ter em mente.”
“(...)Os que hoje
tentam expulsar a Grécia para fora da Eurozona acabarão na lata de lixo da
História.
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Pau Comeu, pensando
com seus botões, despede-se dos seus 17 leitores com uma pergunta: seria Piketty uma espécie de Freud da Economia?

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