quarta-feira, 3 de junho de 2015

EDIÇÃO Nº 121: PAU FÊNIX


 




O Autor gostaria de esquecer por uns momentos as notícias ruins e péssimas para se concentrar em coisas mais leves dessa vida.


03-06-2015


PAUSA DO PAU

Ficar 51 dias distante do cotidiano de vez em quando pode ser uma boa ideia. Se o leitor duvida, peço para perguntar lá no Posto Ipiranga. Assim, com essas duas inserções comerciais, pago minhas contas atrasadas e volto à ativa.

Caso é que este blog imundo hibernou.
A causa da pausa, uma rima mais que rica, milionária, deveu-se a uma espécie de desgaste natural que ataca qualquer ser vivo.

Meu amigo e leitor LTM, que já colaborou no “Jornau do Pau”, em telefonema há uns dois meses atrás, perguntou-me se eu já tinha feito alguma reflexão sobre o “fazer e manter um blog”, ao que respondi que sim, vinha me preocupando com o assunto. E que só tinha chegado a duas conclusões: que um blog precisa de opiniões alheias para se oxigenar, e que as pessoas não tem tempo para servirem de balão de oxigênio.

Assim sendo, o ar foi faltando, entrei no iglu com ar naturalmente condicionado, esperando alguma entrada de calor exterior.

Demorou mas veio.

Em princípio alguns raios fortuitos em encontros casuais, quando me perguntavam e eu respondia que estava dando um tempo, outros telefonemas de amigos com a mesma resposta.

Até que um telefonema especial do leitor e artista plástico EPM, perguntando se eu tinha lido a coluna do Aldir Blanc no Globo de domingo passado, 10 de junho, acendeu a fagulha que faltava para sair do iglu e olhar na cara do Sol.

Ao dizer que não lia mais O Globo já fazia mais de ano, o referido brother, num simpático exagero hiperbólico, disse que parecia muito com as coisas que eu andava escrevendo. Foi o elogio mais expressivo que eu ganhei nesses quase três anos de Pau Comeu e meu agradecimento se transmite ao republicar na íntegra a coluna do Aldir conforme http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/06/aldir-blanc-detona-fhc-e-aocio.html.


Abre aspas “
Tatu subiu no pau

Nunca se apurou e se prendeu tanto, o que não acontece quando os criminosos pertencem à tucanagem

O gatuno e atiçador dos cães assassinos da ditadura militar J. M. Marin foi preso na Suíça. Por que não aqui? A resposta cabe à Polícia Federal, Receita e outros órgãos complacentes diante da corrupção de direita. J. Hawilla, da Traffic (que não se perca pelo nome), também está entre os envolvidos e já foi confessando geral. Só no caso dele, a roubalheira pode chegar, por baixo, a quase meio bilhão de reais. Será que os outros membros dessa quadrilha de trafficantes serão presos no Brasil?

Aos 68 anos, vi a tal foto que vale por mil, ou bilhões de palavras: no evento de 1º de Maio da Força (faz força, Paulinho, que a sujeira sai!), quase abraçadinhos sob o pé do flamboayant, Dudu Cucunha e Anéscio Neves, o canibal do avô, cochichavam. Cucunha enfiou o indicador da mão direita na deep narina, enquanto fazia Aócio rir feito Mutley, o cachorro do Dick Vigarista. A chopeidança primou pelos discursos que pediam a cabeça da Dilma. Por isso, um dos seus aliados estava lá, quase osculando o Abóstulo do Terceiro Turno. 

De vomitar. Aócio chamou Dilma de covarde por ter evitado pronunciamento na telinha. Está exercendo seu direito de livre expressão em uma democracia. Minha opinião é diferente: covarde é marmanjo que, entupido de pó, bate em mulher. Outra frase jocosa foi de FHC I e II: “Nunca se roubou tanto nesse país”. Não, Fernandinho. Nunca se apurou e se prendeu tanto, o que não acontece quando os criminosos pertencem à tucanagem. 

Taí o mensalão do Azeredo, 20 anos de esbórnia nos trens metropolitanos de São Paulo, escândalos nas privatizações selvagens etc. que não me deixam mentir. Empreiteiros corruptos estão sendo soltos. Banqueiro condenado a 21 anos de cadeia tem a sentença anulada, todos em casa, aliviados, preparando o próximo golpe. A balança da Cegueta precisa de um ajuste fiscal...

O cenário pornopolítico foi dominado pelo massacre dos professores no Paraná. Depois do “prendo e arrebento”, temos Bato Racha, vulgo Beto 9.9 em violência na escala Richa. Bato Racha levou nove dias para se arrepender, e com a frase mais - desculpem, não há outra palavra - escrota que pode brotar da boca de um covarde: “Machucou mais a mim...” O perdigoto não agradou, Racha deu ré e agora aprova de novo a pancadaria sanguinolenta, balas na cara, bombas, pitbulls... Foi um tremendo rasgo na Cortina de Penas do bom-mocismo tucano. Eles são aquilo mesmo. Bato Racha mandou fitas para jornalistas comprovarem a ação de “elementos infiltrados” no protesto. Ninguém encontrou um único agente provocador. Bato Racha é também um deslavado mentiroso.

Estão soltas no pedaço as feras do CCE (Comando de Caça aos Esquerdistas). Parecia que o senadô Lulu Menopausa Nunes dedaria sem luva a próstata do Fachin, em plena sabatina. Dez horas de humilhação. Mas vento que venta pra lá... Uma delação premiada saiu pela culatra: propinas para caixa 2 na reeleição de Bato Racha. Não invadiram a casa do espancador para apreender obras de arte. Afinal, convenhamos, são todos “artistas” medíocres.
Fecha aspas “
Vida que segue... vamos à poesia que atrás vem mais coisa ruim...



UM POEMA DE PORTUGAL

Apresento, aos leitores do Pau, um dos muitos poemas de Mauro Portugal, meu sobrinho de quem sou um “quase-irmão-mais-velho”, já que sua mãe foi uma “quase- segunda-mãe” para mim. Outros virão, com o tempo.




PRESSA

Bora logo
Já passou da hora
Bora, Bora
Logo, logo 
tempo passa
A vida passa
A gente passa e...
nada
Bora
Colabora
Anda logo
Anda , não...voa
Vem comigo
Dispara pra cá
Não diz: pára
Diz que sim
Não me desampara
Bora agora 
Já é hora
Nova era
Não espera
Pára a espera
Vem pra mim
Chega já 
Chega de nunca
De nunca chegar
Quero agora
Vem, vão Bora 
Ora ora, é hora!
Mauro Portugal

A reforma ortográfica perpetrada por um bando de imbecis, capitaneados por José Sarney, tirou o acento agudo de algumas palavras em que faz absoluta falta. O exemplo mais gritante é do pára do verbo parar.
A justiça poética tarda, mas não falha, e, mais que a licença poética, repõe a coisa no seu devido lugar, como Mauro tão bem soube aplicar, sem pressa.
Ficamos combinados assim: no dicionário do Pau Comeu para preposição e pára verbo.



NO MEIO DO CAMINHO

Tinha um Quintana no meio do caminho.
Ainda bem!

QUEM DISSE QUE EU ME MUDEI?

Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa
                            [em que nasceu.
Mario Quintana



UM POEMA DE UM PAULO FAMOSO

Escolhi esse, entre tantos, porque estou quase chegando lá...
Sem título, como são os poemas de Paulo Leminski, um paranaense que não teve o desprazer de conviver com moros nem richas, partiu bem antes, parece até que estava adivinhando o caos moral em que mergulharia seu estado natal...



quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre-docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência

Paulo Leminski



CELEBRANDO UM NOVO AMIGO


Todos sabem que a idade dificulta o estabelecimento de novas amizades, tendo em vista as manias cultivadas ao longo de anos de encontros e desencontros, preferências políticas, musicais, futebolísticas e artísticas, entre tantas outras.
Assim sendo, uma nova amizade merece uma espécie de celebração. Ainda bem que o tempo ensina a não exigir cem por cento de afinidades, senão seria impossível fazer novas amizades, nem na pioridade, nem na adolescência. Numa fase da vida em que se conclui que viver é colecionar saudades de amigos que se foram, a celebração da boa nova torna-se imprescindível.
Tudo começou quando a vida, esse teatro de surpresas, armadilhou para cima de Pablo e Juliana, que se olharam, se ouviram e se gostaram. Como cada um tem seus ancestrais próximos, deu-se que, não mais que de repente, a amizade surgisse...
A história em mais detalhes, depois eu conto... como diria o colunista social da elite de Copacabana, o inesquecível Ibraim Sued, vítima preferida do afiado Stanislaw Ponte Preta, guru do proprietário desse Pau,


PODRES PODERES DO FUTEBOL


Parece que agora a coisa vai... Marin, Blatter, Teixeira e outros porcalhões na cadeia?
Seria uma boa ideia, mas é melhor perguntar lá no Posto Ipiranga se é verdade...
Com isso pago a próxima edição.
Pau Comeu pergunta: Romário vai amarelar quendo invadir a área da Globo?

theendtheendtheendtheendtheend theendtheendtheendtheendtheendtheendtheend
intédepoisintédepoisintédepoisintédepoisintédepoisintédepoisintédepoisintédepois


2 comentários:

  1. Paulo, até que enfim! Achei que vc estava doente... Bela retomada do pau comeu. E o texto do Aldir Blanc, parece que você era o ghost writer! E a invasão do ap do Pimentel em Brasília? Vou te enviar um texto de um jurista a respeito. E quero ver o que vc vai contar depois sobre Pablo e Juliana. Quem é a nova amizade?
    Abração

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  2. Paulo, até que enfim! Achei que vc estava doente... Bela retomada do pau comeu. E o texto do Aldir Blanc, parece que você era o ghost writer! E a invasão do ap do Pimentel em Brasília? Vou te enviar um texto de um jurista a respeito. E quero ver o que vc vai contar depois sobre Pablo e Juliana. Quem é a nova amizade?
    Abração

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