quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EDIÇÃO Nº 110: TEM MAIS COISA NO CÉU...







O Autor, como pupilo bisneto do Barão de Itararé, sabe que há mais coisas no ar além dos aviões de carreira.

O céu brasileiro, além dos aviões de carreira, abriga alguns objetos não identificados, entre os quais se destacam o proprietário do aviãozinho do Dudu, aviõezinhos do tráfico de drogas e o helicóptero do Perrella...

Todos pairam poluindo o ar da Democracia com suas pirotecnias cínicas, tucanos e adjacentes que são, porque vestais de bordel, incorruptíveis...

Quem não se lembra de “Queromeu, o Corrupião Corrupto”?

Quero o meu, quero fazer delação premiada, mereço 20, mas aceito 10 milhões... deixo 10 como juros de Moro.

29-01-2015


Pau Comeu esquece a política por uns instantes e viaja um tempo quando escrevia coisas para os filhos, tipo...


TEM MAIS COISA NO CÉU...



Era uma vez uma estrela que se achava a única no céu. Cá pra nós, era apenas uma estrela mais ou menos, não estava com essa bola toda, não, e ninguém entendia porque tinha tanta mania de grandeza:
não era a maior, não era a melhor, nem mesmo a mais simpática. De brilho médio, longe de ser sensual era até meio sem sal. Nunca chegaria a ser uma star.

Por que então ela se achava a máxima?

Bem... o caso é que ela não olhava nem pra cima, nem pra baixo, nem pros lados e muito menos para trás... só olhava pra frente, e na sua frente havia um espelho. Um enorme espelho em forma de antena parabólica, simples estação espacial que os terráqueos, poluidores,
tinham esquecido lá no espaço, depois de fazer umas pesquisas. Para a nossa estrelinha, era O ESPELHO, era O SEU MUNDO, que o mundo mesmo, para ela, era só o resto.

Uma noite o céu estava um festival:
estrelas dançavam
planetas balançavam
asteróides pulavam
era uma lambada só...

Cometas patinavam nas nuvens. Um deles, escorregando, atropelou o espelho. Mil cacos que se perderam no espaço. O cometa barbeiro saiu de fininho, fingindo que nem era com ele... A estrela ficou seo o seu referencial, perdeu o umbigo. Sem entender nadinha do que estava acontecendo, entrou em depressão e aí... OLHOU EM VOLTA!

E VIU  !

Em cima, uma estrela linda, alva.
Em baixo, uma constelação, um colar de pérolas.
Num lado, um planeto cheio de dedos nos anéis.
No outro, um ônibus espacial lotado de pingentes.
Olhando para trás, viu estrelas coloridas
piscando últimos brilhos.
E na frente, onde antes reinava absoluto o espelho,
conheceu a Lua,
a Princesa da Noite,
a Musa Inspiradora do Amor !
E um astronauta vermelho sussurrou em seu ouvido
que aquela bola azul tinha nome, era Terra,
e que lá morava Gente...


Foi então que nossa estrela percebeu-se apenas um ponto a mais na imensidão. Sacou um céu maior e muito, muito mais bonito e agradável, um plural de astros, uma coleção de estrelas de diferentes belezas, cada qual com sua luz própria. E descobriu como é difícil cair de sí e sentir que uma estrela só é quase nada...

A noite virou madrugada.
A madrugada se fantasiou de manhã...
o dia nasceu no colo do Sol
apagando as demais estrelas.

Os raios invadiram as frestas da janela
pondo um ponto final naquele sonho...
lembrando que era hora de descansar,
pondo as pernas pro ar...




Incluída no primeiro livro não publicado do Autor, “Pílulas de Vida”, entre tantos, escritos pretéritos reunidos em dezembro de 1995, essa historinha vai ficar para Cora, quando aprender a ler, suas amigas e, quem sabe, meus outros netos e netas que certamente virão.

ooo

Também tiro do fundo do baú, em homenagem ao meu irmão, o artista plástico Ernani Pavaneli, em temporada  SPAnhola, uma lembrança, de fevereiro de 1985, de alguns dos seus primeiros trabalhos, que ostento com carinho na parede do meu escritório... Com a persistência e a paciência do seu pontilhismo, tudo vai dar certo!  Saúde! Rio 16 vem aí!


VOLTA AO VENTRE


casario singelo
se amparando
em amarelo
qualquer cor

árvores gêmeas
verdes ecológicas
ignoram roxas
futuros machados

lagos nas praças
ecoam luas claras
sóis noturnos
qualquer hora

cidade do interior
bucólica ridícula
doce saudade
em peito urbano
viciado em cinza

isso é meu Ernani
de antigamente
no fundo
distante
diletante artista



PÍLULA POLÍTICA

E, antes que seja tarde, uma lembrança.
A senhora foi eleita para defender quem precisa de defesa, não foi para enriquecer ainda mais os ricos, não...
Cuidado, Dona Dilma, o povo não esquece quem o trai...
Põe logo o lado A desse disco, que o lado B já deu errado...
E janeiro já se foi.



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