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O Autor,
como pupilo bisneto do Barão de Itararé, sabe que há mais coisas no ar além
dos aviões de carreira.
O céu
brasileiro, além dos aviões de carreira, abriga alguns objetos não identificados,
entre os quais se destacam o proprietário do aviãozinho do Dudu, aviõezinhos
do tráfico de drogas e o helicóptero do Perrella...
Todos
pairam poluindo o ar da Democracia com suas pirotecnias cínicas, tucanos e
adjacentes que são, porque vestais de bordel, incorruptíveis...
Quem não
se lembra de “Queromeu, o Corrupião Corrupto”?
Quero o
meu, quero fazer delação premiada, mereço 20, mas aceito 10 milhões... deixo
10 como juros de Moro.
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29-01-2015
Pau Comeu
esquece a política por uns instantes e viaja um tempo quando escrevia coisas para
os filhos, tipo...
TEM
MAIS COISA NO CÉU...
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Era uma vez uma
estrela que se achava a única no céu. Cá pra nós, era apenas uma estrela mais
ou menos, não estava com essa bola toda, não, e ninguém entendia porque tinha
tanta mania de grandeza:
não era a maior, não
era a melhor, nem mesmo a mais simpática. De brilho médio, longe de ser
sensual era até meio sem sal. Nunca chegaria a ser uma star.
Por que então ela se
achava a máxima?
Bem... o caso é que
ela não olhava nem pra cima, nem pra baixo, nem pros lados e muito menos para
trás... só olhava pra frente, e na sua frente havia um espelho. Um enorme
espelho em forma de antena parabólica, simples estação espacial que os
terráqueos, poluidores,
tinham esquecido lá
no espaço, depois de fazer umas pesquisas. Para a nossa estrelinha, era O
ESPELHO, era O SEU MUNDO, que o mundo mesmo, para ela, era só o resto.
Uma noite o céu
estava um festival:
estrelas dançavam
planetas balançavam
asteróides pulavam
era uma lambada
só...
Cometas patinavam nas nuvens. Um deles, escorregando,
atropelou o espelho. Mil cacos que se perderam no espaço. O cometa barbeiro
saiu de fininho, fingindo que nem era com ele... A estrela ficou seo o seu
referencial, perdeu o umbigo. Sem entender nadinha do que estava acontecendo,
entrou em depressão e aí... OLHOU EM VOLTA!
E VIU !
Em cima, uma estrela
linda, alva.
Em baixo, uma
constelação, um colar de pérolas.
Num lado, um planeto
cheio de dedos nos anéis.
No outro, um ônibus
espacial lotado de pingentes.
Olhando para trás,
viu estrelas coloridas
piscando últimos
brilhos.
E na frente, onde
antes reinava absoluto o espelho,
conheceu a Lua,
a Princesa da Noite,
a Musa Inspiradora
do Amor !
E um astronauta
vermelho sussurrou em seu ouvido
que aquela bola azul
tinha nome, era Terra,
e que lá morava
Gente...
Foi então que nossa
estrela percebeu-se apenas um ponto a mais na imensidão. Sacou um céu maior e
muito, muito mais bonito e agradável, um plural de astros, uma coleção de
estrelas de diferentes belezas, cada qual com sua luz própria. E descobriu
como é difícil cair de sí e sentir que uma estrela só é quase nada...
A noite virou
madrugada.
A madrugada se
fantasiou de manhã...
o dia nasceu no colo
do Sol
apagando as demais
estrelas.
Os raios invadiram
as frestas da janela
pondo um ponto final
naquele sonho...
lembrando que era
hora de descansar,
pondo as pernas pro
ar...
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Incluída no
primeiro livro não publicado do Autor, “Pílulas de Vida”, entre tantos,
escritos pretéritos reunidos em dezembro de 1995, essa historinha vai ficar para
Cora, quando aprender a ler, suas amigas e, quem sabe, meus outros netos e netas
que certamente virão.
ooo
Também tiro
do fundo do baú, em homenagem ao meu irmão, o artista plástico Ernani Pavaneli,
em temporada SPAnhola, uma lembrança, de fevereiro de 1985, de alguns dos seus
primeiros trabalhos, que ostento com carinho na parede do meu escritório... Com
a persistência e a paciência do seu pontilhismo, tudo vai dar certo! Saúde! Rio 16 vem aí!
VOLTA
AO VENTRE
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casario singelo
se amparando
em amarelo
qualquer cor
árvores gêmeas
verdes
ecológicas
ignoram roxas
futuros
machados
lagos nas
praças
ecoam luas
claras
sóis noturnos
qualquer hora
cidade do
interior
bucólica
ridícula
doce saudade
em peito urbano
viciado em
cinza
isso é meu
Ernani
de antigamente
no fundo
distante
diletante
artista
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PÍLULA
POLÍTICA
E, antes que
seja tarde, uma lembrança.
A senhora
foi eleita para defender quem precisa de defesa, não foi para enriquecer ainda
mais os ricos, não...
Cuidado,
Dona Dilma, o povo não esquece quem o trai...
Põe logo o
lado A desse disco, que o lado B já deu errado...
E janeiro já
se foi.
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