segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

EDIÇÃO Nº 108: MISERERE NOBIS











 O Autor, em estado de sítio com piscina e churrasqueira, aqui nas redondezas de BH...



Indonésia, escrotíssimo país que manteve o Timor Leste sob jugo, por um quarto de século, após a descolonização de Portugal, que o dominara por séculos.


19-01-2015

Tomo emprestado do blog de Leonardo Sakamoto, em 18-01-2015 a sentença:

 “(...)  A gente pobre daquela esquina do mundo enfrentou por um quarto de século um dos maiores exércitos do planeta sem o apoio de quase ninguém e venceu. É possível tirar algumas lições de lá para a nossa realidade.”  E prossegue: “(...)O Brasil – maior país de língua portuguesa – teve uma atuação pífia, não condizente com um país que sempre almejou uma projeção maior no cenário internacional.“ 

Enquanto isso,  a Indonésia nadava de braçada exercendo o terror sobre a gente do Timor.
Agora acontece a punição com pena de morte de um brasileiro, traficante confesso de cocaína, na Indonésia. Aí vem a calhordice da imprensa por causa de um meliante. Já estão dizendo que a Dilma é culpada por pedir clemência sem a ênfase necessária, agora é culpada da execução.  Pau Comeu gostaria, por um momento, de ver Aécio Neves defendendo o traficante, seria uma ótima ironia.


PLANILHA DO MISERÊ


O quadro seguinte mostra quanta grana possui cada tipo de gente, aqui no Brasil, e olha que tem gente que quer ver piorar as coisas ainda mais:
Gente (%)
Grana (%)
Grana/Gente
Classe
50,0
2,0
0,04
Z
36,9
10,6
0,29
M
13,1
87,4
6,67
A
Fonte: Fazenda Brasileira, ano 2013.
Simplificando a conversa, chamando a classe pobre de Z, a classe média de M e a classe alta (incluindo média alta) de A, fazendo as contas, a gente fica sabendo que um elemento da classe  A ganha 24 vezes o que ganha um da classe M e 168 vezes o que ganha um da classe Z. O elemento da classe M ganha “apenas” 7 vezes o que ganha seu correspondente na classe Z.
Em resumo, a classe M está muito mais próxima da classe Z do que da classe A. Deve ser por isso que a classe M odeia a classe Z, de quem se aproxima, e inveja a classe A, de quem se distancia.

OH! QUE MEDICINA LEGAL!!!


Num consultório médico, uma senhora, dessas que adora falar com desconhecidos, mal chegou foi puxando assunto. Toda arrumada foi logo dizendo que tinha problema de pressão, que desmaiava em velório, mas nunca em churrascos, gostava de fazer hemograma completo, ressonância magnética e tirar chapa do pulmão. Em laboratório adora o lanchinho que servem depois da entrega do exame de urina (de rotina), de fezes e de sangue.  Ama o ambiente de laboratórios e consultórios, com seus pisos brilhantes de porcelanato e ar condicionado, mas principalmente porque a televisão fica ligada na rede Globo. Diz que assim se sente em cenário de novela. Acha chique ter problema de tireoide, tem cisto no ovário e ia perguntar ao médico se poderia engravidar, pois gostaria de ter uma dúzia de filhos. Diz que seu sonho dourado é ter nódulos, não importa em que lugar. Diz que vai ser o maior barato, pois faz o exame, espera o resultado, reza para que o nódulo não seja cancerígeno, dá um churrasco para contar para a família inteira, e vai mostrar a cicatriz da cirurgia. É atacada da ciática e tem colesterol. Adora pastel de camarão com catupiry, mesmo com essa quantidade de problemas de saúde.
Sem me deixar falar, antes de entrar para a consulta, furando fila, perguntou se eu gostaria de tirar uma selfie com ela. Perguntei por que razão. Ela respondeu, sou de família pobre, mas subi na vida com sacrifício, sou jornalista da rede Globo, em humor cáustico me especializei. Meus textos sobre pobres são divertidíssimos, eu mesma quase morro de rir. Assim você poderá mostrar que conheceu uma celebridade. Agradecí. Apenas perguntei seu nome. Ela disse, Silvia Pilz.

Se um dia ela morrer de rir de si mesma, como deixou a entender numa entrevista recente, não perderei por nada desse mundo sua missa de sétimo dia... Adorarei ver seus coleguinhas e pedirei autógrafos, que colocarei no local dos ex-votos, aos seus ídolos Alexandre Garcia, William Bonner, Jô Soares, Merval Pereira, Miriam Leitoa e Arnaldo Jaborreaux. Plim!Plim!



LIBERDADE DA LIBERTINAGEM


Rafael Bastos Hocsman, o Rafinha Bastos, 38, se diz humoralista e jornalista. Apresenta o programa “Agora é tarde”, da Band. Ele se apoia no conceito de liberdade de imprensa, caro a todos os democratas, para aplicar a libertinagem de imprensa. Não passa de um crápula com péssima formação humanística... Aos idiotas que assistem suas pregações, Pau Comeu envia seus não sentidos pêsames. Palavra da Salvação.



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