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Sobre o Charlie Hebdo,
só sei que
há versões,
aversões,
há de tudo.
Por falar nisso,
o que fazia o terrorista
Benjamin Netanyahu
na passeata em Paris?
Vou viajar por uns tempos na
máquina do tempo... depois eu volto.
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14-01-2015
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Viajar na
máquina do tempo...
Para trás,
depois de escrito é fácil, é só aplicar o famoso control C , control V, tudo
resolvido. Fácil? Não! Manter a íntegra do escrito é submeter ao olhar de
hoje o que ficou comprovadamente errado. Mas, vale o risco, no mínimo para
dizer que estava atento ao que ocorria naquela data precisa, e tinha uma
opinião.
Para
frente, aí sim, é muito mais fácil, principalmente para quem não quer correr
riscos. É só dizer que um dia o mundo vai acabar, pronto! Fácil? Não
totalmente! O mistério do quando permanecerá até um segundo antes do apito
final.
Por
enquanto, passos para trás... 2011, 2010...
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O Jogo dos Sete Erros
Duas figuras dispostas uma ao
lado da outra, aparentemente as mesmas. Sete detalhes as diferenciam.
Procurar quais demanda tempo, e o objetivo do passatempo é esse mesmo, passar
o tempo até que se descubram as diferenças. Inspirado no referido jogo,
tomemos, por exemplo, o que sai na imprensa sobre o “famigerado livro” de Heloísa
Ramos, intitulado “Por uma vida melhor”.
De um lado, trata-se de um
atentado contra a língua portuguesa, pois a autora teria a intenção de
ensinar o errado como se fosse o certo. Se essa versão revelar-se a correta,
contará certamente com meu apoio, pois quem é pai e zela pela educação dos
filhos terá sempre a esperança de que seus rebentos aprendam a escrever
corretamente a língua pátria.
De outro lado, trata-se de uma
leitura apressada e incompleta do mesmo livro, no qual a autora apenas chama
a atenção, em meia página se tanto, de que existe uma língua portuguesa
escrita e outra, falada, que pode levar a escrever errado. Se é isso que ela
quer dizer, também conta com meu apoio, pois não tenho o mesmo cuidado quando
falo, como tenho com o que escrevo. Faço esforço em escrever corretamente a
língua pátria, e sou um verdadeiro displicente quando falo o que deveria ser
a mesma língua.
Há tempos atrás, não tantos
assim, a apresentadora Xuxa, a rainha dos atuais altinhos, lançou o seu
dicionário pessoal, enfatizando a letra X como tendo lugar em todas as
palavras em que poderia ocupar o lugar de outras. Não se abria porta, por
exemplo, com chave, pois o certo seria “xave”. Não se tomava banho de
chuveiro, só de “xuveiro”. Não ouvi de nenhum sabichão (“sabixão”?) da sua
emissora de televisão uma admoestação por cometer tal barbaridade, afetando o
correto aprendizado dos então baixinhos. Por acaso os mesmos que se arrogam
agora de puros defendendo a virgindade da escrita.
Pois é, o primeiro erro é esse.
Há que se ler as razões defendidas pelas duas partes, e isso não é feito com
a lisura e imparcialidade que se deseja.
Misturo os erros do segundo ao
quinto, doravante, sem separá-los, mesmo porque o objetivo do jogo é
complicar, desafiar atenção, senão seria sem graça.
Talvez a autora tenha sido
audaciosa demais, ou não, talvez tenha sido apenas honesta. Talvez haja uma
disputa política, nos bastidores. Talvez a elite esteja, por demais,
incomodada com a invasão dos novos bárbaros. Ela que sempre defendeu seus próprios
bárbaros...
Talvez eu deva chegar em casa e
falar pro meu filho não me chamar mais de “véi”, mas sim, de velho. “Fraga”?
Nem pensar. “Orêia”? Nunca. E por aí vai. No meu tempo de jovem, falava-se
sem problemas em “despirocar”. Na linguagem urbana, falava-se que fulano era
“fudido”. Em Ouro Preto, cidade universitária que congregava brasileiros de
todos os cantos, de norte a sul, de leste a oeste, se falava “mala” muito
antes de o resto do país adotar a expressão, significando mau elemento, por
exemplo.
Um dos meus passatempos
preferidos é tentar entender a língua dos adolescentes, sem pedir explicação,
apenas pensando o que quer dizer aquilo que me soa desconhecido conforme seu
papel na frase.
Macaco velho, venho de longe, não
arrisco a por a mão na cumbuca sozinho.
Aos cultivadores da linguagem culta,
entre os quais se sobressaem os preparadíssimos jornalistas da Globo e do
Globo, contraponho, por exemplo, Hélio
Schwartsman, escritor conhecido, articulista, veja só, da Folha de São Paulo,
para situar melhor a discussão, quando cita que
“(...) Se a linguagem é a resposta
evolucionária à necessidade de comunicação entre humanos, o único critério
possível para julgar entre o linguisticamente certo e o errado é a
compreensão ou não da mensagem transmitida.”
Continua, indo lá atrás no tempo,
lembrando que foi graças ao fenômeno da evolução lingüística (com trema,
revisor),
“(...) que os cidadãos romanos das
províncias foram deixando de dizer as declinações do latim clássico, num
processo que acabou resultando no português e em todas as demais línguas
românicas.”
E fulmina:
“(...) A depender do zelo
idiomático de meus colegas da imprensa, ainda estaríamos todos falando o mais
castiço protoindo-europeu.”
Urariano Mota, escritor
pernambucano reconhecido por quem tem o hábito da leitura, pergunta, com
suave ironia, por que se calaram perante Manuel Bandeira quando este
escreveu:
“A vida
não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do
Brasil”
E
também fulmina:
“(...) Por que não impediram jamais a divulgação
de versos tão sacrílegos? Ah, Manuel Bandeira dominava a língua culta. Quem
domina, pode. Quem não domina, se pode, para não falar rima menos pura.”
Ler a grande imprensa atualmente, sem buscar contrapor com o que outros diferentes têm a dizer, é o sexto erro.O sétimo é acreditar que o Merval Pereira é filósofo.
BH,
19/05/2011, Paulinho Pavaneli.
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Essa foi pra
lembrar... de quê mesmo, companheiro Al Zheimer?
Voltando aos
dias atuais para reabastecer...
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Quem comeu que pague
a conta!
Pois é, falaram tanto que
daquela vez o Lulalá perdeu porque tinha comido uma Miriam há muito tempo e
nasceu Lurian, a filha que quase não foi, pois o Lulalá teria sugerido o
aborto. Não se tem total certeza até hoje se aquela mãe ganhou alguma grana
pra entregar a pulada de cerca, que nem pulada de cerca foi, pois o Lulalá
era, se a história não mentiu, solteiro na época.
Solteiro ou solteira, diz a
lenda, pode comer o que e quem quiser, desde que a comida tenha sido por
livre e espontânea vontade de quem concordou, não passando o evento de uma
simples trepada tradicional. Pelo que sei, quase todo mundo trepa, ou se não
trepa deveria trepar, porque faz bem à saúde. Não vem ao caso se houve
orgasmo, se houve satisfação, se houve felicidade no ato. À imprensa e aos
políticos safados que se aproveitaram e compraram e manipularam informações
sobre o ato, interessava o escândalo travestido de votos. Não de castidade,
mas de urna mesmo.
Assim Éfecêdeême ganhou a
eleição, caçador dos outros marajás que não os seus, PCFarias no plural que o
digam, a senhora do então primeiro mandatário também, pois diziam que madame
gastava muito.
É tudo uma grande sacanagem o
que acontece nas alcovas senatoriais, ministeriais, presidenciais, ontem,
hoje e sempre. Tancredos e Trancados usufruíam de garçonnières para esconderem suas puladas de cercas sem que isso
se constituísse pecado mortal ou venial. O netinho nem precisa disso, posto
que os tempos são outros, liberou
geral. Pode cheirar, entre outras coisas, até cangotes.
Dizem que Getúlio comeu
Virgínia Lane, baixinha vedete do saudoso teatro rebolado com coxas roliças
de gente grande, e se o fez, fez muito bem, pois que até eu mirei suas
gostosas pernas no Maracanã em dia de jogo do Flamengo não sei contra quem,
eu era menino... Só prestava atenção.
Pois é, calaram tanto que dessa
vez, pra maioria dos desinformados , foi uma surpresa saber que o filho
daquele outro, o Éfeagagá, com aquela
jornalista global, a outra Miriam, escondido da imprensa, exilado na Europa,
não só existia como nem era filho de quem achava que era.
Tirando a satisfação dos filhos
verdadeiros, que contabilizam menos um enxerido para dividir a herança,
pode-se dizer que, na verdade, não importa de quem é o filho, dizem que toda
mãe sabe quem é o pai do filho, mas deixa pra lá, nada disso importa.
O que importa é que o mais novo
gagá da praça comeu, e isso nunca negou. E foi corneado, também, pela amante.
Lá no Norte de Minas tem uma expressão correta pra isso: “corno de quenga”.
Merece que o outro divida a pensão. Sem dúvida.
Em suma, fez merda, também,
fora do governo. Essa história vai entrar para a História.
E quem comeu que pague a conta!
Belo Horizonte, 03/07/2011. Paulinho
Pavaneli.
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Essa foi pra
lembrar de fofocas palacianas.
Voltando aos
dias atuais para reabastecer...
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Trago a última dose
Se você ainda não entrou naquela fase em que os médicos o
colocam contra a parede, “pára! de fumar e pára! de beber”, então faz favor
pode parar a leitura por aqui.
Tente outro autor, outro assunto, quem sabe uma discussão
sobre o capítulo da novela de ontem, aquela que você pessoa inteligente não
gostaria de ver pois não lhe acrescenta porra nenhuma no seu processo de
aprendizado até a morte, mas que você assiste pra não ficar sem assunto na hora
do jantar.
Se você entrou naquela fase, então é com você mesmo que
estou falando. Com você que acordou,
abriu a geladeira e verificou in loco
que tudo aquilo que está lá dentro não é para o seu bico, é com você mesmo
que estou falando, o queijo amarelo que você curtiu durante a vida inteira
até antes de ontem virou quase veneno, nem pense em sequer ousar
experimentar, nem aquele ovinho caipira que, quebrado, derramava aquela gema
amarelada até quase alaranjar, nem tampouco aquele beicon com aquelas camadas
justapostas em cores diferentes, branca da gordura e rosa do presunto,
esquece tudo isso, é melhor esquecer senão é pior muito pior vai pirar sua
pobre cabeça que ainda não se acostumou a parar de fumar e de beber.
Lembre apenas que os médicos que o colocaram contra a
parede estão monitorando todos os seus passos, não adianta tentar enganá-los
porque o próximo exame, cada vez mais próximo do penúltimo, vai entregar sua
fraude porque aquele indicador vai aumentar e superar o limite então ou fodeu
ou fudeu. Ou seja, você está sob o comando do big brother que escrevo em
minúscula como se estivesse sussurrando para que ele não nos ouça e acorde e
nos ameace com suas milhares de câmeras indiscretas, discretas,
discriminatórias, criminosas todas, todas as câmeras do mundo estão voltadas
para controlar suas tentativas de subornar a realidade e não adianta porque
os médicos terão a prova do crime em suas mãos no resultado do próximo exame.
Então sorria quando as pessoas perguntarem quantos dias tem
que você parou de fumar e você que de dez em dez minutos lembrava da porra do
cigarro mas respirava fundo e deixava o fracasso pra depois posto que no
fundo sabe que melhorou sua tosse e sua respiração e respondia um dois três e
qualquer criança semi-analfabeta sabe contar os dias que você parou de fumar,
caralho!
Pára de pensar no filho da puta do chefe que negou seu
aumento alegando que a crise internacional anda meio que ameaçando o futuro
das exportações da empresa que contrata os serviços da empresa do seu chefe e
por conseqüência a sua sobrevivência porque você também está envolvido
naquela porra daquela cadeia produtiva qual uma corrente em que você é o elo
mais fraco, você tá cansado de saber que é o elo mais fraco, se não sabe é
porque parece que bebe.
Parecia que bebia pois você parou de beber, caralho!, ou
não parou? Os médicos mandaram você
parar de beber também, porra. Se não parou não adianta dizer que parou porque
o resultado do próximo exame o desmascará impiedosamente, qual atleta pego em
doping, que coisa feia, tentando enganar seus médicos, que papelão hein...
Então as duas coisas que você gostava de fazer que era
beber e fumar você não pode fazer mais afinal de contas os médicos mandaram
você parar e você não quis ouvir aquele conselho do seu amigo que está só um
pouquinho pior de saúde que você que mandou você trocar de médico como se
trocar de médico fosse adiantar alguma coisa na verdade você tem que trocar é
de corpo.
Como ainda não inventaram o transplante total e só algumas
peças podem ser repostas, pois outras mais graves ainda não dispõem de
tecnologia avançada então o jeito é se conformar e parar de fumar e de beber
mesmo pois não tem outra alternativa. E se der relaxe e goze enquanto estiver
bancando o homem-aranha subindo pela parede da sala de jantar.
Se piorar não procure o analista que você nunca procurou
porque dizia que no bar com a ajuda do cigarrinho e da cachacinha sua
psicologia estaria numa boa, agora sem suas muletas é que não vai adiantar
porra nenhuma, agora você tem a certeza absoluta de que sua cabeça até que
anda mais ou menos, a menos de uma nervosia semi-neurastênica tratada a suco
de maracujá, o que estava atrapalhando era o resto do corpo que só acumulava
o que o cigarro e a cachacinha tinham de pior, pois o de melhor a cabeça
ficava pra ela, como aqueles devaneios e viagens curtas mas deliciosas que só
a dupla proibida poderia ajudar a desenvolver nem que só em sonho.
É o corpo, cara, que tem que ser trocado, a cabeça não tem
mais jeito, as culpas não se apagarão, só se inventarem transplante de
cabeça, mas assim o sujeito aquele não seria mais você, e poderia ser o cara
que nunca fumou e que nunca bebeu mas também nunca fez um poema e muito menos
um samba que podia dizer que é seu e de mais ninguém.
Calma ou teiquirízi,
tanto faz, ninguém mais sabe qual é a língua pátria, inda mais agora que você
está prestes a se transformar num esquizofrênico definitivo e contumaz, ou
num serial killer sem plano B.
Muito cuidado no ambiente familiar e principalmente no trabalho, aquele lugar
onde você acredita que vai ajudar a pagar suas contas que nunca terminam.
Muito cuidado na rua também, pois nunca se sabe se a próxima bala perdida por
outro o achará logo você que estava distraído pensando no último cigarro que
fumou, na última dose daquela cachacinha que você sorveu com a cara mais boa
do mundo, daquele mundo que nunca mais será o mesmo pra você, seu imbecil.
O professor que leu essa redação achou que está bem
escrita, mas que faltava um monte vírgulas, de pontos, que estava muito corrida,
parecia até que o autor estava meio problemático, meio ansioso e perguntou
até quem estava afligindo seu aluno mais dedicado, aí ele percebeu que depois
de deixar a parede da sala e engatinhar pelo teto você o olhou com aquela
cara de quem foi surrupiado daquelas coisas que você mais gostava, daqueles
venenos fundamentais, e só falou assim, larga disso, venha fumar um
cigarrinho e vamos até a esquina tomar uma.
Misturo, assim, o dever de casa com o sonho de dizer não.
BH, 22/08/2011, 86ª hora sem.
Paulinho Pavaneli
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Essa foi
para comemorar 1241 dias sem cigarro.
Voltando aos
dias atuais para reabastecer...
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AINDA BEM QUE EM MINAS NÃO TEM
ISSO...
Do blog do Altamiro Borges, na segunda-feira, 12 de janeiro de 2015, sob título “Condenado por “corromper” jornais “.
“(...) O fato
aconteceu no Peru na semana passada. A Justiça do país vizinho condenou o
ex-presidente Alberto Fujimori a mais oito anos de prisão pelo desvio de
dinheiro público para a "compra" de jornais que deram apoio à sua
candidatura no ano 2000. (...)”
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