sexta-feira, 26 de abril de 2013

EDIÇÃO Nº 35: MILLÔR É IMPOSSÌVEL!



POMBO CORREIO

Pelo planejamento, esta edição nº 35 seria publicada no dia 27-04-2013. Por motivo de viagem, foi antecipada para o dia 26. Mas faz de conta que é dia 27.

BOOMERANG 1

>>>Foi só o tomate exercer seu direito de sazonalidade e subir o preço que a manchete da Veja, aquela revistinha, resolveu vomitar sua diarréia com acento agudo contumaz: Dilma pisou no tomate!
<<<Aguarda-se, agora que o comunista vermelhinho resolveu fazer sua parte na lei de oferta e procura, baixando o preço, que o referido solicite direito de resposta à revistinha, do tipo: Tomate confessa que é um tarado sazonal, rende-se à lei da gravidade, pede licença à grande imprensa e desaba.


UM COPO D'ÁGUA DE POLITICA 

Deu no jornal O TEMPO (16-04-2013): “AÉCIO NEVES PRODUZ PROGRAMA ESPECIAL PARA O NORDESTE”.  A matéria registra que “(...) o senador mineiro e presidenciável do PSDB ataca a ação do governo federal no combate à seca e fala em “ousadia” para garantir água às famílias da região.”
Pau Comeu não captou quais seriam as medidas para levar o precioso líquido para a região, em que o fenômeno da sêca (com chapeuzinho que o sol tá forte) parece que foi inaugurado na gestão atual de dona Dilma.
Não consta nos almanaques sucesso no combate à sêca (sol a pino) nas regiões Norte de Minas e Jequitinhonha-Mucuri durante as gestões aecínicas no governo de Minas, nem de seu sucessor.
Pau Comeu saúda a iniciativa do tucano em conhecer aquela sofrida região, com a qual sua maior proximidade até então tinha sido freqüentar com trema a rua Jangadeiros em Ipanema, que vai desaguar na avenida Vieira Souto, que ele tão bem conhece...
Mesmo porque ninguém é de ferro, que nem a falecida Margareth, mesmo professando idéias, com acento agudo, tão semelhantes...

E por falar nisso...
 

A DAMA SEGUE ENFERRUJANDO (*)

“(...) O custo do funeral é de 8 milhões de libras e gerou um forte debate. O ex-vice primeiro ministro trabalhista John Prescott criticou “este desperdício” em meio a um período de contração econômica como o que vive o Reino Unido e sugeriu que os 13 mil milionários que receberam um corte de impostos de 100 mil libras anuais com o atual governo financiem esse gasto. “É preciso privatizar seu funeral. Isso seria uma homenagem adequada à sua obra”, assinalou Preston.”

“(...) O debate sobre Thatcher e o Thatcherismo está presente nas casas, nos pubs, na imprensa, na televisão e até nas canções populares. A música “Ding dong the witch is dead” (“Celebremos que a bruxa morreu”), cantada por Judy Garland em “O mágico de Oz”, terminou a semana em segundo lugar das preferidas do público, enquanto que a canção punk “I am in love with Margaret Thatcher” só chegou ao 35º lugar.(...)”

(*) Conforme Marcelo Justo, no sítio Carta Maior.

Nota do Pau Comeu: 13 mil milionários vezes 100 mil libras anuais equivale a £ 1,3 bilhões por ano para os “queridinhos” de Lady (?) Margareth... Dá pra embalsamar o corpo com aço inox para combater a ferrugem e aplicações de ouro para enfeitar...

PS: Consta, ainda, que a Má Dama, antes da Copa do Mundo de 1982, fez gestões junto à FIFA para que se evitasse um confronto direto entre ingleses e argentinos por causa da Guerra das Malvinas. Queria evitar uma derrota indesejável. Sem problemas. Quatro anos depois, Maradona faria o famoso gol com “La Mano de Dios” e aquele outro em que driblou todo o Império Britânico...

 

BOOMERANG 2

>>>>>>>>>>  “Nova Arena, através da presidente nacional, Cibele Baginski,       já fez convite: O Jair Bolsonaro foi convidado. Simpatizamos muito com ele, o convidamos, mas entendemos que ele tem o compromisso partidário. Ele já disse que torce pela gente.”

<<<<<<<<<<Pau Comeu é de opinião que o Bolsonaro deveria aceitar o convite: é a pessoa certa para o lugar certo. Nova Arena, pra quem ainda não sabe, ressuscita o partido que serviu de máscara para o Golpe de 1964. A transparência é fundamental para localizar de onde virá o próximo Golpe...

Cabe lembrar o jornalista João Saldanha, treinador demitido da Seleção Brasileira em 1969/1970 por ser comunista, ao declarar-se favorável à criação de um PMB (Partido Militar Brasileiro), para que os civis não precisassem esconder suas preferências por milicos para comandar o país. Assim, a transparência mostraria quem, sem farda, quase nu, namorava o Golpe.

E por falar nisso...

 

O GOLPE ESTÁ AMADURECENDO

Lá na Venezuela...
Segundo Salim Lamrani (Opera Mundi), Nicolás Maduro conseguiu 7.505.338 votos, Henrique Capriles conseguiu 7.270.404 votos, 38.756 eleitores votaram em branco. A diferença pró Maduro e contra o golpe foi de 234.934 votos.
Segundo Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo), na confusão que Capriles está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo. Por coincidência, partidários de Maduro...
Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 mil votos.
Esse pessoal é partidário da seguinte ideologia: Democracia só é boa quando a gente ganha...
E Obama?
Ganhou por uma diferença parecida, era Democracia...
E agora... Quer o Golpe?

 

ABC DO MILLÔR (SEM K,W,X,Y)


Do livro “A Bíblia do Caos”, o autor do Pau Comeu pede emprestado, sem prazo para pagamento, alguns significados colhidos no intuito de esquecer que sua médica recomendou-lhe abstinência de álcool por quase três meses e ainda faltam 45 dias para o fim da privação-provação.

“Não beber é o vício dos abstinentes. O amanhecer é o preço que o boêmio paga por viver no sistema solar. Chato é o sujeito que tem um uísque na mão e nossa lapela na outra.Está bem, Deus ajuda a quem cedo madruga. Mas e se a gente esperar o amanhecer num bar? Dirigir embriagado, avisam sempre as autoridades, é extremamente perigoso. E atravessar a rua sóbrio?

O problema de ficar na fossa é que lá só tem chato.Todo barman é especialista em grupoterapia.Depois do happy end é que começa o quebra-pau.Identificação: Não se mede o bêbado pelo palavrão, por briga inventada sem qualquer razão, por não ficar de pé e cair no chão: bêbado, meu rapaz, é só quem não consegue beber mais.Em qualquer roda é fácil reconhecer um jornalista:é o que está falando mal do jornalismo.

Lógica: quem bebe pra esquecer deve ficar realizado no dia em que já não lembra mais pra que é que bebe. A malandragem é a arte de disfarçar a ociosidade. Nostalgia: isso de ontem foi há muito tempo.  Oportunidade: se é gostoso, faz logo. Amanhã pode ser ilegal.

Se Deus fosse contra a paquera não teria feito o pescoço com tal mobilidade. Quantificação: o bastante é muito pouco. Receita: só há duas condições psíquicas em que é aconselhável beber. Quando se está deprimido. Para evitar a depressão. Existe coisa mais sóbria do que uma garrafa de uísque lacrada?

Conselhinho terapêutico: quando, ao apertar a barriga, você sentir dor, deixe imediatamente de apertar. O uísque, tomado com moderação, não oferece nenhum perigo, nem mesmo em grandes quantidades. A verdade à luz do bar não é a mesma ao sol da praia. Zodíacos: a Leste, a vida, ao Norte, a miséria, ao Sul, a velhice, no Oeste, a morte.

Há pessoas que só bebem em circunstâncias muito especiais. Mas consideram especiais todas as circunstâncias em que bebem.

Beber é ruim. Mas é muito bom."


BARBOSÃO TOP HUNDRED

Agora que se tornou universal, agora que está definitivamente acima do bem e do mal, Joaquim Barbosa poderia dar um empurrão e complementar o mensalão com sua face tucana parida em Minas Gerais... Que tal? Só que se fizer isso não vai poder ser vice do mineirinho...

BHTRANS...TORNO

Ida à Rodoviária para levar uma pessoa que ia viajar. Percurso de 10 km, ida e volta. Tempo gasto: 2 horas. Velocidade média: 5 km/hora. É quanto eu levo na caminhada com meus coleguinhas de terceira idade...

ABRINDO O BAÚ

Do livro escrito ao longo do tempo e não publicado “Vagabundo é o cacete! - Sugestões para trabalhar honestamente evitando assim a tentação de entrar para o Crime Organizado ou para a Quadrilha do Colarinho Branco”, a crônica...


O CARACOL, O JABUTI E O PEJOTA.

São três animais muito simpáticos, o caracol, o jabuti e o pejota.

O caracol, todo mundo sabe, é um molusco, para sempre enterozoário na existência. Como afirmam meus amigos biólogos, e os tenho muitos, possui vísceras e concha em forma de espiral, tem corpo mole. Mas não faz corpo mole, pelo contrário, trabalha muito no setor de transportes.

Gastrópode, seja isso lá o que for, sua concha é fina e pequena, mas ganhou fama não por isso, que isso nunca deu fama pra ninguém, e sim, aí sim, por nunca ter tido na vida problema de moradia. Porque simples operário, sempre ganhou pouco.

Marginal, no bom sentido, vive de ir pelos caminhos, geralmente em ziguezagues em morros e colinas. É uma espécie de easy rider carregando sua casa nas costas, de cima pra baixo e de baixo pra cima, como se fosse uma simples mochila.

Não toma chuva, não paga aluguel, estaciona em qualquer lugar sem pagar multa, às vezes sente-se um privilegiado em meio a tantos explorados. Bom caráter, zeloso com seus deveres de cidadão, carrega também essa culpa e por isso quase não põe a cara fora de casa, daí branquelo, quase não toma sol.

 

O jabuti, como é do conhecimento geral, é um quelônio, tem o corpo encerrado num estojo ósseo e, pasmem, não tem dentes! Grande vantagem, pois não precisa escová-los, o que tomaria muito do seu precioso tempo.

Tivesse precisão de fazer sua higiene bucal, preguiçoso pela própria natureza, levaria tanto tempo que não teria tempo de sair de casa e passear. O que adora fazer, mesmo que as pessoas achem que não faz. A galera do bosque acha que o jabuti não sai do lugar. Mas sai, pois gosta, e muito, de paquerar.

Namorado da tartaruga, sua prima, não poderia comer a jabota que seria sua irmã de sangue, não passaria por sua cachola cometer tal despautério sexual. Mas come de vez em quando, não está nem aí para essas falsas convenções sociais. Primo do cágado, que não fosse proparoxítono seria um nome feio, o jabuti dá uma de arrogante nas festas, finge que nem o conhece pra não pagar mico.

É lento, mas não é lerdo. Sempre ligado nas modernas tecnologias, foi o primeiro na floresta a usar telefone celular. Com isso, acionou seus semelhantes, com muita antecedência, marcou encontros nos lugares certos, aos quais nunca compareceu.

Muito esperto, ficou quietinho depois da linha de chegada esperando o infeliz do coelho favorito e esbaforido que não acreditava no que via quando chegou no segundo lugar: o quelônio nem suando estava...

Ganhou assim, nosso amigo jabuti, a medalha de ouro na maratona, como reza a famosa fábula de Esopo, um cara muito doido, metido a filósofo-ecológo, que dizia a todo mundo que conversava com os animais. Esopo, pra quem não se lembra, foi o mentor intelectual de La Fontaine, aquele sacana da fábula das formigas operárias e da cigarra cantora e maravilhosa com a qual se casou.

 

Já o pejota é uma espécie de penetra nessa história. Metido a gente, é o único dos três personagens dessa epopéia que se acha superior aos demais. Faz questão de dizer que não é operário, que isso é coisa de pobre, posa de empresário, mas só tem a pose.

Tem gravata, mas não tem capital. E a gravata é como uma corda pendurada no pescoço, sempre a lembrá-lo de sua condição sufocante.

O pejota começou a carregar sua cruz quando o leão, aquele rei sociólogo que escondeu que tinha feito um leãozinho numa pulada de cerca, resolveu baixar um decreto condenando os operários a virarem empresários.

Bom de conversa fiada, quando descobriram que o rei, na verdade, era um tucano travestido, perdeu a majestade e o poder, e nunca mais foi eleito nem pra síndico na floresta.

Mas o mal já estava feito, o bando de pejotas já tinha comprado a idéia de que eram todos empresários e assim vendiam suas horas trabalhadas aos patrões que estavam felizes da vida com a situação.

Por que?

Ora, não tinham mais que pagar férias, décimo terceiro, plano de saúde, licença maternidade para as pejotas, vale-transporte, vale-alimentação, etc. e tal.

Em muitos casos, os pejotas até ganhavam seus equipamentos de trabalho quando entravam na empresa, mal se dando conta que, ao contrário da libertação que almejavam, estavam assinando carteira, sim, só que de semi-escravo.

Trabalhar em casa, para muitos, era a glória!

Só que se transformou numa espécie de prisão domiciliar, não havia mais diferença entre o tempo de trabalho e o tempo de não trabalho. Estando na empresa ou fora dela, o novo mundo, agora digitalizado, passou a tomar conta da vida da pejotada, que aguardava ansiosa o dia de emitir a nota fiscal.

E tome estresse, dor na coluna, horas mal dormidas.

O caracol carregando a casa nas costas, o jabuti enrolando no meio de campo e o pejota carregando na mochila o escritório-lépitópi.

O pejota, codinome “pessoa jurídica”, tentou melhorar de vida, casou com a pejota, tiveram muitos pejotinhas e foram pejotários para sempre.

Fundaram até um sindicato. Que nunca foi reconhecido. Nem legalizado...

Atualizando: o leão, aquele, foi candidato à Academia Brasileira de Letras Faunísticas, mas até o fechamento desta edição não tinha saído o resultado.

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