JUSTIÇA VIROU PIADA
Um juiz que não merece ter seu nome publicado proferiu
sentença negando atendimento à ação em que torcedores reclamavam dos péssimos
serviços prestados na estréia pela empresa que administra o Estádio Mineirão.
Não tinha água, alimentos, e otras
cositas. Sua pérola oficial foi mais
ou menos a seguinte: disse que torcedor de futebol não precisa ter conforto
para torcer.
Sugiro ao ilustre
magistrado sentar-se em uma cadeira com
almofada do tipo coroa de Cristo, deliciar-se com um tropeirão vencido, beber
água servida sem gelo, experimentar um assalto à mão armada no
estacionamento e enfrentar cinco horas
de engarrafamento na volta para casa. De ônibus.
Merece ter o nome publicado, sim. Trata-se do cidadão
denominado Sérgio Castro da Cunha Peixoto, do Juizado Especial Cível do
Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
ESPORTES
Era só o que faltava!
O
jornal ‘Folha de São Paulo’ revela nesta sexta-feira que a FIFA proibiu o uso
do nome Mané Garrincha no estádio de Brasília durante a Copa das Confederações
deste ano e o Mundial de 2014.
A
nomenclatura oficial do local é Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
Para a entidade máxima do futebol mundial, porém, o palco será chamado apenas
de Estádio Nacional de Brasília em propagandas e divulgações dos dois eventos.
Segundo
a reportagem, a FIFA argumenta que as competições são de "interesse
internacional" e que deve "manter a consistência dos nomes dos
estádios".
Pela insensibilidade e falta de respeito ao genial Mané Garrincha, de Pau Grande...
Pau Comeu, indignado, faz questão de mandar esses idiotas da FIFA para as respectivas PQP’s!
ABRINDO A
JANELA PARA UMA DISCUSSÃO
O blog lança uma novidade nessa edição de nº 33, dando
espaço para a contribuição do leitor Marco Antonio Tourinho Furtado, que propõe
algumas perguntas sobre um tema de muita relevância: “Por que não existem movimentos de pais em defesa de seus filhos em
nossa América Latina?”
Com a palavra, o texto do leitor.
“Por que será que não existe “Pai Coragem” nesta América Latina?
Anteontem coloquei no Facebook uma reportagem do El País que lembra bem
a América Latina e suas mulheres. Era sobre a reitora da maior universidade de
Honduras, que hoje é o país de maior taxa de homicídios por habitante. Ela se
tornou a “mãe coragem” de lá, depois que teve um filho assassinado por
policiais. O título que lhe deram se deve à posição de enfrentar a violência do
país, o que inclui dizer confrontar-se com interesses dos violentos, da
polícia, ou parte dela. Lembrei-me das inúmeras “mãe coragem” desta América. As
da Praça de Maio, de Acari, as “mães de branco”, de Cuba, e por aí vai.
Perguntei-me por que será que não há “pai coragem”, ou “pais coragem”
nesta América Latina? O que dá pra pensar muito sobre nós, os homens. Seria o
homem, em geral ou o latino em particular, menos propenso à defesa da vida? À
luta por justiça até para os seus filhos mortos? Numa terra de machistas, seria
o homem menos corajoso, ou menos generoso que nossas mulheres? Somos “mais
realistas”, aceitando as circunstâncias da vida, da violência, das perdas e da
injustiça institucionalizada como fato inevitável, inexorável? Ou mais
insensível a perdas pessoais e sociais?
Somos menos propensos a defender as “crias”, filhos, como fazem as
mulheres? Neste caso isto se deveria a que as mulheres têm maior relação com
seus filhos, pois passam meses gerando-os em seu ventre? Ou porque as mulheres
se julgam mais protegidas pelo próprio gênero, pois homem que mata mulher é
visto, em nossa sociedade machista, como covarde? Ou será que homem não liga à
questão de paternidade, o que se explica pela imensa quantidade de filhos “sem
pai” nesta América Latina? E aí a ausência de “pais coragem” é apenas mais uma
manifestação deste comportamento masculino?
Na minha condição masculina apenas constato o fato: a inexistência de
movimentos de pais em luta da não violência, em defesa de seus filhos, nesta
América Latina. E acho que isto, em si já é motivo pra grande reflexão sobre o
homem em geral, e o homem latino-americano em particular. Como não tenho
respostas, mas questões e algumas intuições, estou aceitando contribuições ao
tema. De homens e mulheres.
Marco Antonio Tourinho Furtado
BH, 4/4/2013”
Opinião do Pau Comeu:
O leitor reuniu várias “intuições” pertinentes, como a
menor propensão à defesa da vida, menor coragem e menor generosidade, que pode
levar à grande quantidade de “filhos sem pai”, implicando na “inexistência de
movimentos de pais em defesa de seus filhos”, e por aí vai...
Prefiro crer na superioridade
femininina em relação às causas do direito à liberdade em geral, e que a
atuação masculina se dá em nível individual. Lembro o exemplo daquele pai,
soterrado com o filho numa daquelas enchentes na região serrana do Rio de Janeiro,
que durante muitas horas alimentou o bebê com sua própria saliva, salvando suas
vidas. A do bebê, com certeza. E dele próprio, pai, por ter-se tornado um ser
humano muito melhor depois dessa atitude.
Que outros leitores mandem suas impressões...
POLITICANALHAGEM
Matéria do jornal “O Tempo” , de 06 de abril, ontem,
informa que a “Aliança Renovadora Nacional (Arena) quer voltar às atividades
políticas e elitorais 33 anos anos após ter sido extinta (...)”
A agremiação funcionou como máscara partidária do Golpe
Militar de 1964, cujo aniversário de 49 anos transcorreu no dia internacional
da mentira, em primeiro de abril, tendo comemorado na internet com frases como: “Vitória do povo
brasileiro contra o comunismo totalitário”.
O cardápio partidário apresenta, entre outras, teses como
o armamentismo, não ao aborto e não às cotas raciais, de gênero ou condições
especiais.
Enquanto jovens tentam obter as quase 500 mil assinaturas
previstas para o pedido de criação da legenda, declaram pretender “(...) conseguir assinaturas por meio de
amigos e conhecidos, bem como em escolas e faculdades.”
Outro dia, o eterno jovem Aécio Neves, em alusão à data,
chamou o Golpe Militar de Revolução. Só faltou tirar do fundo do baú a
expressão “Redentora”. Sugestão do Pau Comeu: a juventude direitófila poderia
convidá-lo para Presidente de Honra e cerrar fileiras para a candidatura do
referido para 2014.
POMBO CORREIO
Conforme informado na ediçaõ anterior, Pau Comeu passa a
ser publicado nas datas de 07, 17 e 27 de cada mês. Contando com a compreensão
dos leitores, até a próxima!
BH, 07-04-2013.
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