segunda-feira, 23 de março de 2015

EDIÇÃO Nº 118: CORRUPÇÃO PREMIADA - PARTE 1





 
O Autor conheceu o Maracanã e viu o primeiro jogo de futebol quando tinha 4 anos de idade, levando aquele susto com a imensidão! E o futebol imediatamente passou a ser uma das maiores paixões.

Aí veio o crescimento natural, o estudo, a compreensão, o conhecimento da História do Brasil, fazendo a paixão ir arrefecendo aos poucos, quanto mais descobria a bandidagem que contamina o esporte...

Hoje, a CBF e a camisa amarela com seu escudo sem Brasil não mais provocam bons pensamentos nem sentimentos, não passa de um uniforme bancado por corruptos e aproveitado por corruptos em prol da corrupção.

Com as transmissões televisivas da Rede Globo de Sonegação de Impostos e Manipulação de Informações, aí o caldo acabou de entornar.

Duas organizações corruptas num mesmo assunto?

Sim, caros telespectadores...



DUAS FACES DE UMA MESMA MOEDA


A delação premiada, uma espécie de Prêmio Nobel da Bandidagem, é uma moeda viciada, cuja outra face é a corrupção premiada.

Assim, alguns são delatados... Os que cometeram os mesmos crimes, do outro lado, são premiados com a não delação, podendo até rolar grana nesse perdão.

Ganha um doce quem adivinhar quem está de um lado e quem está do outro...


CBF (51) + 69 + GLOBO (51) = 171  

Não há, na recente História do Brasil, conjunção tão deletéria e nociva como a que reúne a CBF com a GLOBO.

Trata-se de um concubinato com papel passado, alianças e grinaldas, viagras, tampões, vibradores e outros acessórios, inclusive extintores de incêndio, valendo ainda sopro na orelha, chupão no pescoço, unhas nas costas e outras artimanhas para que atinja o orgasmo catártico o casalzinho corrupto...

Com muito dinheiro banhando o 69 que resulta no 171.

Em tempo: nem CBF nem GLOBO são boas ideias...


PRIMEIRA PARTE: CBF


Consta (va) no estatuto da CBF:

O escudo da Confederação Brasileira de Futebol
deve obrigatoriamente ser acompanhado
da inscrição "BRASIL" logo abaixo.


Uma breve resenha histórica mostra três nomes em seqüência, com trema, muito trema: FBS, Federação Brasileira de Sports (08-06-1914), CBD, Confederação Brasileira de Desportos (05-12-1916) e CBF, Confederação Brasileira de Futebol (24-09-1974) até hoje.

A CBF, cujo CNPJ é 33.655.721/0001-99, é uma associação privada cuja principal atividade econômica é a produção e promoção de eventos esportivos.

Viajando pela esfera do Direito, que parece mais uma bola murcha de tanto pontapé e canelada que vem levando em nosso país, verifica-se que “associação” é uma organização resultante da reunião legal entre duas ou mais pessoas, com ou sem personalidade jurídica, SEM FINS LUCRATIVOS, para a realização de um objetivo comum. 

Por sua vez, o “associativismo”, como forma de organização social, tem caráter normalmente de voluntariado, usado como instrumento da satisfação das necessidades individuais humanas, nas suas diversas manifestações.

No Brasil, as associações têm sua disciplina legal nos artigos 53 a 61 do Código Civil.
Segundo o artigo 53 do Código Civil Brasileiro “constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos”. Assim, quando regularmente registrada e constituída, a associação é uma espécie de pessoa jurídica na qual NÃO HÁ FINALIDADE ECONÔMICA. Ou seja, é formada por pessoas naturais (ou físicas como denominadas na área tributária) que têm objetivos comuns, EXCETO O DE AUFERIR LUCRO através da pessoa jurídica.


Deix’eu ver se entendi: a CBF deve ser pobre demais, pois por lei não pode auferir lucros, mas tem patrocínios pecuniários milionários e deve então distribuí-los para “alguéns”... 

Quanto ao voluntariado... deve ser por isso que a FIFA, mãe ideológica da CBF, lançou aquela campanha do voluntariado durante a Copa de 2014, aquela Copa dos 7 a1, ‘tão lembrados? Na ocasião, o Pau Comeu batizou os cooptados pela denominação: VOLUN(O)TÁRIOS...


As primeiras perguntas que vêm à mente desse otário que vos fala, que é apenas torcedor de futebol, são as seguintes:

1ª) quem são as duas ou mais pessoas que constituíram inicialmente a associação CBF?

2ª) qual foi o critério para a entrada posterior de outras pessoas nessa associação?

3ª)como é que se faz para ter acesso às informações contábeis dessa associação?

4ª)quem se apropria dos lucros obtidos com o festival de patrocínios que recebe essa associação, apesar de, por sua natureza jurídica, não poder auferi-los?

5ª)por que a Justiça brasileira não investiga essa curiosa situação, com a Receita cruzando os dados dos “associados” com os dados da “associação”?


DOIS PREMIADOS


Cobrindo o período de 100 anos entre CBD e CBF, constata-se que só duas pessoas “governaram” a “associação” por quase 40 anos, por coincidência sogro e genro, João Havelange, o 14º (1959-1975) e Ricardo Teixeira, o 17º (1989-2012).


JOÃO HAVELANGE


Consta da trajetória do Sr. Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, nascido em 8 de maio de 1916, que é um advogado, empresário, ex-atleta e dirigente esportivo brasileiro
Foi o sétimo presidente da FIFA, de 1974 a 1998, precedido no cargo por Sir Stanley Rous e sucedido por Joseph Blatter. De 1963 a 2011, João Havelange foi membro do Comitê Olímpico Internacional, com mais de 40 anos de mandato ininterrupto. 

Em 1998, ele foi eleito Presidente de Honra da FIFA. Honra?


Em 2010, foi eleito a "Personalidade do ano de 2009" no prêmio "Faz Diferença" do jornal O Globo.


No livro Foul! The Secret World of FIFA: Bribes, Vote-Rigging and Ticket Scandals, lançado em 2006, o jornalista investigativo Andrew Jennings descreve Havelange como um dirigente corrupto. Segundo Jennings, o filho do fundador e ex-diretor da Adidas, Horst Dassler, comprou votos de delegados indecisos na primeira eleição de Havelange. Dois anos depois, o brasileiro retribuiu o favor entregando a Dassler o poder exclusivo sobre a comercialização dos principais torneios mundiais.
Da edição traduzida, em 2011, denominada JOGO SUJO, pode-se acompanhar a construção do verdadeiro PROPINODUTO FIFA-CBF, uma verdadeira folha corrida dos ínclitos sogro e genro.


Na biografia de Havelange, o jornalista Ernesto Rodrigues expõe a autoridade e a violência verbal proferidas pelo biografado durante a revisão do livro "Jogo Duro: A História de João Havelange", lançado em 2007 sobre o até então presidente de honra da Fifa.

"Foi o livro possível, mas não o livro que eu queria fazer. Me senti um pouco como um jornalista que trabalha sob ameaça de censura, contou  Ernesto ao UOL. 

Sobre as acusações - na época sem provas - de que ele recebia subornos e comissões ("Isso eu não quero. Ou você tira isso ou você não publica esse livro”) ") e sobre sua relação e discordância com outros dirigentes. "Já disse: Isso me incomoda. Você quer futrico. Vá à merda!”, levanta a voz.


Em 2011, Havelange renunciou, dias antes de a entidade anunciar decisão sobre casos de corrupção que envolviam o nome do barsileiro.



RICARDO TEIXEIRA


Ricardo Terra Teixeira, nascido em Carlos Chagas, Minas Gerais, em 20 de junho de 1947, permaneceu no cargo de presidente da CBF de 16 de janeiro de 1989 até 12 de março de 2012. Seu quinto mandato consecutivo terminou em 2007, mas havia sido prolongado, e deveria durar até 2015.

Anteriormente, teve uma mal-sucedida passagem pelo mercado financeiro, numa sociedade com o pai, o sogro e um irmão.

Ao nascer seu primeiro filho (1974) fez um agrado ao sogro ao registrá-lo com o nome de Ricardo Teixeira Havelange, colocando por último o sobrenome materno, ao contrário do que determinava a lei brasileira.


Escândalos atingiriam a gestão de Teixeira, marcada por denúncias, com acusações de nepotismo no preenchimento de cargos na CBF, pagamento de viagens para países sedes da Copa do Mundo a magistrados e a outras autoridades, são apenas um leve preâmbulo da folha corrida.

O famoso “Vôo do Contrabando”, assim mesmo com chapéu panamá no primeiro “ô”, quando ocorreu a importação irregular de equipamentos para sua choperia El Turf, no Rio de Janeiro, após a Copa de 1994, foi a demonstração da desfaçatez com que os assuntos do futebol eram tratados, com FHC recebendo Vampeta de porre na rampa do Palácio...

A celebração de contratos lesivos para o futebol brasileiro, em especial com a fabricante de artigos esportivos Nike, omissão das declarações de rendimentos apresentadas nos exercícios de 1991, 1992 e 1993 dos valores por ele mensalmente auferidos, omissão de rendimentos provenientes de atividades rurais nas fazendas Santa Rosa I e II, localizadas no município fluminense de Piraí, compõem um cipoal de irregularidades... 

E ele nunca foi preso!



Deu dinheiro da CBF para campanhas políticas de dirigentes esportivos, mantendo no Congresso Nacional uma bancada de deputados e senadores para defender a seus interesses (manter-se no controle, impedir investigações), a famosa “Bancada da Bola”, que reúne parlamentares corrompidos de todos os partidos, garantindo suas quatro reeleições. 

Essa turminha sobrevive agora comandada por Marin e Del Nero, os herdeiros da Corrupção Brasileira Futebolística, que deveria ser a denominação da sigla CBF com muito mais propriedade.



Em 1998, envolvido em CPI’s na Câmara de Deputados e no Senado Federal, com auxílio de congressistas fiéis, comprados, consegue se livrar das acusações.



Pra não jogar conversa fora, o senhor Ricardo Teixeira só pode ser explicado através de sua folha corrida:

- Em 2000, Ricardo Teixeira prestou depoimento na CPI do Futebol. Até 1996 a CBF apresentava lucro. Neste ano assinou um contrato com a Nike de 160 milhões de dólares e a partir de então começou a ter prejuízos, ano após ano.

- Descobriu-se uma série de empresas suas e de comparsas ligadas a transações irregulares de dinheiro.

- Afirmou em depoimento na CPI que havia ganhado tanto dinheiro investindo em ações, mesmo sabendo-se que havia falido neste ramo no início de sua carreira.

- Em 2007, a bancada da bola agiu novamente sob influência de Ricardo Teixeira e de 12 governadores, que previamente foram à Europa a convite de Ricardo Teixeira, por ocasião da escolha do país sede da Copa do Mundo de 2014, para impedir a instalação da CPMI do Corinthians/MSI, com a retirada de votos a favor da CPMI na última hora. O argumento era que a CPI poderia influenciar na escolha da sede. No epsódio, 71 parlamentares mudaram de opinião, e apenas 3 se justificaram. Em seu blog, Juca Kfuri publicou ainda a lista com os nomes dos parlamentares que mudaram seus votos. São 18 parlamentares mineiros e 8 paulistas, entre muitos outros.

- Em 12 de março de 2012, após nova série de denúncias exibidas pela Rede Record de Televisão e com a imagem muito desgastada perante o Governo Federal, especialmente com a presidente Dilma Rousseff, e a opinião pública, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF, sendo substituído por José Maria Marin.


Ficou famosa a entrevista de Ricardo Teixeira à Revista Piauí, dizendo literalmente para a repórter que o entrevistou:

 -"Caguei montão [para as denúncias da imprensa]. O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala: ?quero um igual?. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria".

-"Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou".

-"Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço".

-"Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional"


Ricardo Teixeira separou-se da filha de João Havelange e as três figuras viveram felizes para sempre, cada qual no seu cada qual. 

A filha de Teixeira, batizada Joana Havelange, um dia numa reportagem disse que não havia mais o que roubar na CBF, pois já haviam roubado tudo. Quem duvidar entre na internet que acha fácil essa declaração. Dá tanto nojo que não tenho saco para procurar... se virem, leitores!

Aproveitando a oportunidade, Carlos Alberto Parreira declarou aos dezesseis ventos que a CBF é o Brasil que deu certo... E que o futebol não tem nada a ver com política... Disse também que os 7 a 1 já tinham sido compensados pelas vitórias da seleção do Dunga.
Cheguei à conclusão que a única qualidade do Parreira é gostar de ser avô. Só tenho pena dos netos...




PITACO POLÍTICO


Pau Comeu não pode deixar passar em branco o que segue em azul:

Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves estão disputando a prova de 100 metros rasos de Cinismo Cerebral, para ver quem é o campeão brasileiro nessa modalidade... Um declara que a corrupção era um bebê na sua época, e o outro insiste em ser um bebê chorão, com o nariz sempre vermelho...


POMBO CORREIO


Pau Comeu agradece as seguintes mensagens...

De Berenice Lopes:
Primo, continue escrevendo ! Gosto muito do PAU COMEU. Bj

De Cláudia Bizzotto:
Paulinho estou acompanhando o Pau comeu e adorando. Parabéns. ab


PRÓXIMA EDIÇÃO


Na próxima Edição, Nº 119, outra premiada, a GLOBO, a parceira da CBF.
A Globo faz a diferença no futebol, ao marcar jogos às 10 horas da noite, em sua missão de cagar e andar, para usar o palavreado de Ricardo Teixeira, para a produtividade da economia brasileira, pois quem trabalha e gosta de futebol adora chegar com sono no serviço na manhã seguinte.



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