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Março não
é o mês das Mães, para os comerciantes e consumidores, é Maio.
Para o acionista
majoritário do Pau Comeu, mês das Mães é todo mês.
Porque Mãe
é Mãe, Mãe Só Tem Uma, Ser Mãe É
Desdobrar Fibra Por Fibra O Coração e Mãe Que É Mãe Tem O Avental Todo Sujo
De Ovo.
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05-03-2015
TUCANO VAI
PRESO? JÁ...NOT!
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Cláusula pétrea da Constituição Brasileira,
Artigo Primeiro e Único, mais Absoluto que Rei Momo, sem parágrafos,
penduricalhos, alegorias nem incisos:
Pau Comeu homenageia Aécio Neves, o real
presidente desta república baladeira, que declarou-se homenageado pela
procuradoria geral da república, leia-se Rodrigo Janot, por seu nome ter sido
retirado da lista de indiciados da Operação Lava Jato. Mineiro, natural de Belo
Horizonte, o homenageador é mais um procurador-escondedor seletivo deste Brasil
brasileiro...
Dedico esta matéria aos que continuarão
perdendo tempo em achar que estamos numa democracia sem adjetivos... No tempo
dos ditadores milicos e empresariais, e seus civis adjacentes, a democracia era
chamada de... RELATIVA. Agora vivemos a plenitude da democracia... SELETIVA.
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A
MÃE E O FILHO DA MÃE
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Minha
querida mãe, se viva, completaria 105 anos de idade no próximo dia 21 de
março. Dona Irene, como era mais conhecida, mulher avançada para os padrões
da época, foi talvez a primeira, sem ser professora, da pequena cidade a
trabalhar fora para ajudar nas despesas e sustentar a família.
Dentre as
inúmeras lembranças que guardei dela estão algumas frases, de vez em quando
peço uma emprestada no baú do tempo para clarear algum assunto aqui neste
sujo blog.
Quando se
deparava com um malfeito de algum filho, filosofava: “A gente cria cobra pra
depois picar na gente”.
Filha mais
velha de um italiano que fugiu da fome, era conhecida por sua ponderação, mas
daquela vez, dramática, exagerou na dose, pois nenhum filho seu foi tão longe
nos malfeitos, apenas uma pequena “malcriação” aqui ou acolá, algumas brigas
dos três mais novos, sem maiores danos, nada de muito grave.
Enquanto
Dona Irene foi mãe de 4 meninos e 2 meninas, Dona Olinda, 89 anos, foi mais equilibrada,
3 meninos e 3 meninas. Nunca disse nada sobre criação de cobra. Seu filho
mais famoso, o Jair, desequilibrou a balança, presenteando-lhe com 5 netos,
sendo 4 meninos e uma menina.
Dona
Olinda disse que Jair foi educado com amor, com muito amor. Não queria
que fosse uma criança estúpida, bruta, falasse besteira. Dava comidinha na
hora certa... Era
humilde, manso, filho maravilhoso, nunca encrencou em nada com ela. Uma beleza
de filho, reservado, quieto, compreensivo, um filho mesmo maravilhoso. Brincava e jogava bola na
rua, estimado pelos coleguinhas, tudo estava bem para ele. Era digno, não era
de falar besteira. Não
maltratei nunca um filho, disse ela, nunca fiquei brava nem disse vai apanhar.
Apanhar, não. A gente conversa com a criança.
Querem que ele fale mole, não é? Esse é o modo dele de
falar. Fica irritado, então, fala do jeito dele, irritado. Mas é uma boa
pessoa. Eu conheço o
filho que tenho. É o jeito dele. É a natureza dele.
Mãe é mãe... Mãe só tem uma... E destino de mãe que é mãe
é amar seu filho.
Sim,
gente. Dona Olinda é mãe do Jair...
Do Jair
Bolsonaro.
Pau Comeu
resolveu prestar esta homenagem à Dona Olinda, depois que seu filho mais
famoso declarou, entre outras coisas horripilantes, “(...)que as mulheres deveriam ganhar salário menor porque engravidavam e
prejudicavam o empresariado, devido a seu afastamento pela
licença-maternidade.”
Dona Olinda disse assim, bem assim: “Ele não era de falar besteira”.
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DO ESTILO E DO MÉTODO
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Se Minas
são muitas, Pau Comeu são vários, rico e pobre, bonito e feio, sopa de
contradições, mas possui estilo e método.
O estilo é
singular plural, o método é plural singular.
Estilo mais
jeitão, método mais jeito, vida mais jeitinho.
O autor?
Sujeito-objeto
brasileiro, mais para pobre que para rico é seu estado de espírito... e de
bolso.
Ao ler o
Pau Comeu não corra atrás de um estilo, sente-se e regale-se, encontrará mais
de um, coleção. Ninguém atravessa o mesmo rio duas vezes, já dizia um ilustre
antepassado, Heráclito de Éfeso, vinte e cinco séculos antes desse nosso
encontro, mais de vinte milhões de horas atrás.
Estilo?
Feitio e tom. Jeito, maneira de ser... tensão! Disposição de espírito, matiz
e nuança. Forma e cor. Singular plural. Baila ao compasso do humor.
A
distância entre a mente e a ponta do lápis, ou ao dedo indicador, percorrida
em linha reta ou por atalhos íngremes, refém do trânsito e do tempo.
O
resultado?
Direto ou
indireto, ora oral, ora fraldoso. Barroco aqui e acolá.
Salada
doce ou amarga, ao sabor do freguês.
Doce com
as admirações, fora a neutralidade.
Agridoce
com os desafetos, fora ignorar adversários.
Amargo com
os desencantos, fora hipocrisia!
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CHAME O
LADRÃO!
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Fica para a próxima Edição o que foi
prometido na anterior.
Mas isso não é motivo para não chamar o
ladrão!
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