quinta-feira, 5 de março de 2015

EDIÇÃO Nº 115: A MÃE E O FILHO DA MÃE





 

Março não é o mês das Mães, para os comerciantes e consumidores, é Maio.
Para o acionista majoritário do Pau Comeu, mês das Mães é todo mês.
Porque Mãe é Mãe, Mãe Só Tem Uma,  Ser Mãe É Desdobrar Fibra Por Fibra O Coração e Mãe Que É Mãe Tem O Avental Todo Sujo De Ovo.

05-03-2015


TUCANO VAI PRESO? JÁ...NOT!




Cláusula pétrea da Constituição Brasileira, Artigo Primeiro e Único, mais Absoluto que Rei Momo, sem parágrafos, penduricalhos, alegorias nem incisos:

Perde seu tempo
quem espera ver
tucano vivo preso.

Pau Comeu homenageia Aécio Neves, o real presidente desta república baladeira, que declarou-se homenageado pela procuradoria geral da república, leia-se Rodrigo Janot, por seu nome ter sido retirado da lista de indiciados da Operação Lava Jato. Mineiro, natural de Belo Horizonte, o homenageador é mais um procurador-escondedor seletivo deste Brasil brasileiro...

Dedico esta matéria aos que continuarão perdendo tempo em achar que estamos numa democracia sem adjetivos... No tempo dos ditadores milicos e empresariais, e seus civis adjacentes, a democracia era chamada de... RELATIVA. Agora vivemos a plenitude da democracia... SELETIVA.



A MÃE E O FILHO DA MÃE


Minha querida mãe, se viva, completaria 105 anos de idade no próximo dia 21 de março. Dona Irene, como era mais conhecida, mulher avançada para os padrões da época, foi talvez a primeira, sem ser professora, da pequena cidade a trabalhar fora para ajudar nas despesas e sustentar a família.

Dentre as inúmeras lembranças que guardei dela estão algumas frases, de vez em quando peço uma emprestada no baú do tempo para clarear algum assunto aqui neste sujo blog.

Quando se deparava com um malfeito de algum filho, filosofava: “A gente cria cobra pra depois picar na gente”.

Filha mais velha de um italiano que fugiu da fome, era conhecida por sua ponderação, mas daquela vez, dramática, exagerou na dose, pois nenhum filho seu foi tão longe nos malfeitos, apenas uma pequena “malcriação” aqui ou acolá, algumas brigas dos três mais novos, sem maiores danos, nada de muito grave.

Enquanto Dona Irene foi mãe de 4 meninos e 2 meninas, Dona Olinda, 89 anos, foi mais equilibrada, 3 meninos e 3 meninas. Nunca disse nada sobre criação de cobra. Seu filho mais famoso, o Jair, desequilibrou a balança, presenteando-lhe com 5 netos, sendo 4 meninos e uma menina.

Dona Olinda disse que Jair foi educado com amor, com muito amor. Não queria que fosse uma criança estúpida, bruta, falasse besteira. Dava comidinha na hora certa... Era humilde, manso, filho maravilhoso, nunca encrencou em nada com ela. Uma beleza de filho, reservado, quieto, compreensivo, um filho mesmo maravilhoso. Brincava e jogava bola na rua, estimado pelos coleguinhas, tudo estava bem para ele. Era digno, não era de falar besteira. Não maltratei nunca um filho, disse ela, nunca fiquei brava nem disse vai apanhar. Apanhar, não. A gente conversa com a criança.

Querem que ele fale mole, não é? Esse é o modo dele de falar. Fica irritado, então, fala do jeito dele, irritado. Mas é uma boa pessoa. Eu conheço o filho que tenho. É o jeito dele. É a natureza dele.

Mãe é mãe... Mãe só tem uma... E destino de mãe que é mãe é amar seu filho.

Sim, gente. Dona Olinda é mãe do Jair...

Do Jair Bolsonaro.

Pau Comeu resolveu prestar esta homenagem à Dona Olinda, depois que seu filho mais famoso declarou, entre outras coisas horripilantes,  “(...)que as mulheres deveriam ganhar salário menor porque engravidavam e prejudicavam o empresariado, devido a seu afastamento pela licença-maternidade.”

Dona Olinda disse assim, bem assim: “Ele não era de falar besteira”.



DO ESTILO E DO MÉTODO

Se Minas são muitas, Pau Comeu são vários, rico e pobre, bonito e feio, sopa de contradições, mas possui estilo e método.

O estilo é singular plural, o método é plural singular.
Estilo mais jeitão, método mais jeito, vida mais jeitinho.

O autor?
Sujeito-objeto brasileiro, mais para pobre que para rico é seu estado de espírito... e de bolso.

Ao ler o Pau Comeu não corra atrás de um estilo, sente-se e regale-se, encontrará mais de um, coleção. Ninguém atravessa o mesmo rio duas vezes, já dizia um ilustre antepassado, Heráclito de Éfeso, vinte e cinco séculos antes desse nosso encontro, mais de vinte milhões de horas atrás.

Estilo? Feitio e tom. Jeito, maneira de ser... tensão! Disposição de espírito, matiz e nuança. Forma e cor. Singular plural. Baila ao compasso do humor.
A distância entre a mente e a ponta do lápis, ou ao dedo indicador, percorrida em linha reta ou por atalhos íngremes, refém do trânsito e do tempo.

O resultado?
Direto ou indireto, ora oral, ora fraldoso. Barroco aqui e acolá.
Salada doce ou amarga, ao sabor do freguês.

Doce com as admirações, fora a neutralidade.
Agridoce com os desafetos, fora ignorar adversários.
Amargo com os desencantos, fora hipocrisia!



CHAME O LADRÃO!

Fica para a próxima Edição o que foi prometido na anterior.
Mas isso não é motivo para não chamar o ladrão!





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