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O Autor, emocionado com as manifestações de
carinho dos queridos leitores, resolveu antecipar a edição que só sairia no
ano que vem.
Votos de salmão defumado para todos, uma boa
desculpa para não ir para a Papuda.
Aproveitem...
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- MEU VÍCIO É VOCÊ...
- QUE IMPRENSA É ESTA?
- QUEM AINDA ACREDITA?
- EU ACREDITO...
- PAUSA PRA RESPIRAR
- SUJEITO OCULTO
- CONFISSÃO
- TRIBUNAU DO PAU
MEU VÍCIO É VOCÊ...
jornal nosso de cada dia, pelo prazer de ler as
opiniões de outras pessoas sobre assuntos diversos.
Assim achava eu, até que o veículo se transformou
num instrumento de propaganda política dos que são premiados com a simpatia dos
seus donos, que aos poucos foram jogando no lixo o compromisso com a informação
equilibrada.
Foi assim (a lâmpada apagou...) que me lembrei da
compositora carioca mais mineira, criada em Juiz de Fora, que os mais
engraçadinhos dizem que é a capital da Região Metropolitana de São João
Nepomuceno, na Zona da Mata das Minas Gerais.
Seu nome?
Sueli Costa, autora de várias músicas boas, algumas
em parceria com Abel Silva, entre as quais uma, deliciosamente interpretada
pela saudosa Elis Regina, dizia “entre
aspas”:
Quero cantar pra você
Segunda-feira de manhã
Pelo seu rádio de pilha tão docemente
E te ajudar a encarar esse dia mais facilmente
Segunda-feira de manhã
Pelo seu rádio de pilha tão docemente
E te ajudar a encarar esse dia mais facilmente
Quero juntar minha voz matinal
Aos restos dos sons noturnos
E aos cheiros domingueiros que ainda boiam
Na casa e em você
Para que junto com o café e o pão se dê
O milagre de ouvir latir o coração
Ou quem sabe algum projeto, uma lembrança
Uma saudade à toa
Venha nascendo com o dia numa boa
Aos restos dos sons noturnos
E aos cheiros domingueiros que ainda boiam
Na casa e em você
Para que junto com o café e o pão se dê
O milagre de ouvir latir o coração
Ou quem sabe algum projeto, uma lembrança
Uma saudade à toa
Venha nascendo com o dia numa boa
E estar com você na primeira brasa do cigarro
No primeiro jorro da torneira
Nos primeiros aprontos de um guerreiro de manhã
Para que saias com alguma alegria bem normal
Que dure pelo menos até você comprar e ler...
No primeiro jorro da torneira
Nos primeiros aprontos de um guerreiro de manhã
Para que saias com alguma alegria bem normal
Que dure pelo menos até você comprar e ler...
O primeiro jornal!
Em negrito, a última frase dá o título à
composição.
Na época, em meados dos anos setentas, o sentido da
letra dizia do aborrecimento e da amolação que causava ler notícias ruins, pequenas
e grandes desgraças cotidianas que a gente achava que só acontecia com os
outros.
Em que se transformou a leitura diária dos jornais
brasileiros?
Em um aborrecimento bem normal, depois de ler o
primeiro, o segundo e o terceiro jornal.
Não só pelas notícias ruins, que o mundo em
substância não mudou tanto, pois o ser humano continua o mesmo só que um pouco
pior, e mais pela desonestidade que permeia as coberturas dos diários
impressos.
QUE IMPRENSA É ESTA?
Jornal de ontem, no século passado, servia para
embrulhar o peixe de hoje.
É quase a única serventia do jornal do dia,
atualmente.
Não só por causa da internet, que envelhece a
notícia de meia em meia hora, mas também e principalmente pela péssima
qualidade dos jornais nossos de todos os dias.
E por que tal qualidade?
Por esconder a verdade sobre as falcatruas dos
amigos e por exagerar as falcatruas dos inimigos, entre outras coisas. Inimigos,
sim. A dita grande imprensa brasileira não trata os contrários como
adversários, mas como inimigos.
Embora declinante e decadente em importância, a força
remanescente da grande imprensa escrita reside em expor suas manchentes nas
bancas, muitas vezes sem que lhe corresponda o conteúdo da notícia perdida nas
páginas de dentro.
Trabalhadores vivem correndo da casa para o
trabalho, do trabalho pra casa, num ir-e-vir incessante e estafante, e sem
tempo a perder, no máximo olham as manchetes em letras garrafais. E aí...
Aí vale tudo.
Vale até a meia verdade.
E vale também a mentira inteira.
E vale, e como vale! Esconder notícias, fazer de
conta que os fatos não aconteceram!
QUEM AINDA ACREDITA?
Do resto eu desconfio...
Cadê a cocaína? Ninguém fala nela... 450 kg não configuram
prova de que os envolvidos são traficantes. Já as pequenas quantidades
encontradas com a maioria dos pobres e negros acusados de tráfico de drogas
nesse país de elites malfeitoras...
A culpa desaba em cima
do piloto, empregado de gente importante, que dirigia um helicóptero de gente
importante e fez uma ligação para os patrões antes de levantar voo, levando a
droga para uma fazenda de gente importante, por sinal investigados por lavagem
de dinheiro, há tempos...
Nome do piloto: Rogério Almeida Antunes.
Nome do copiloto: Alexandre José de
Oliveira Júnior.
Vamos prestar atenção ao que vai acontecer
com esses dois.
É proibido falar no helicóptero, no piloto, no copiloto,
no empregador do piloto, no pai do empregador do piloto, no importante amigo do
pai do empregador do piloto e dono do helicóptero.
O responsável? O perigoso traficante internacional Zé-Ninguém...
É proibido falar na cocaína.
Aonde foi parar? De quem é? De quem é?
A cocaína-conceição?
Pergunta ao Caubi. Sim, aquele mesmo, Peixoto.
Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu.
Não subiu?
Perdeu-se nas páginas da grande imprensa...
Então...
Sumiu!
O nome da gente importante?
Pórrela!
Porque só um jornalista (?) que psicografa o
General Golbery e seus asseclas pode escrever o que ele escreve. Ou seria Eremildo,
O Idiota, seu alter-ego e heterônimo, à maneira de Ricardo Reis, Alberto Caeiro
e Alvaro Campos com Fernando Pessoa?
A última desta viúva da Ditadura de 1964 foi
convocar os black blocs para acabar de esculhambar com a já tão esculhambada
Copa do Mundo de 2014, talvez o maior erro, o maior mico, a maior asneira do
Governo Lula, que teve alguns poucos acertos monumentais. Dentre os acertos, o
golpe de misericórdia que deu no receituário neoliberal que quebrou a velha
Europa, fazendo crescer emprego e renda no Brasil em meio ao desastre.
Elio Gaspari não está sozinho. Miriam Leitoa (a que
não sabe dar notícia boa sem gaguejar) e Carlos Alberto Sardemberg (que ainda
não aprendeu a interpretar gráficos) já colocaram seus blocos do eu sozinho nas
ruas, clamando pelos black blocs.
Ao contrário de Pessoa, ao lembrar Gaspari temos
que inverter a frase daquele, pois nada vale a pena quando a alma é tão
pequena.
Cavalo do Golbery, Gaspari faz jus à sua condição
de tubulação de esgoto da Ditadura, através da qual galgou a escada da fama.
Ao escrever (a quantas mãos?) a ditadura
envergonhada, a ditadura escancarada e a ditadura derrotada, Gaspari se
transformou nos adjetivos que aplicou: um jornalista (?) e escritor (?)
envergonhado, um idiota escancarado e um parvo derrotado.
PAUSA PARA RESPIRAR
O leitor menos distraído perguntaria por que, se
faz tão mal, continuar tomando remédio tão amargo?
Vício.
Do cigarro consegui me desvencilhar. O álcool,
reduzi. Do jornal, o máximo que alcancei foi mudar de um grande de R$2,50 para
um pequeno metido a grande de R$1,00.
SUJEITO OCULTO
Quando a Grande Imprensa esconde o sujeito para que
não saibamos de quem verdadeiramente se trata, o sujeito é ocultado e tudo se
passa como se não tivesse nada com que se envergonhar.
Exemplo?
Dos milhões, colho um.
Matéria da jornalista Marsílea Gombata, publicada
18/10/2013, viaja num passado não tão distante assim:
“(...)
Em 1976, sob a égide do Ato Institucional nº 5 e cercada por denúncias
de torturas, prisões, desaparecimentos e mortes de presos políticos, como a do
jornalista Vladimir Herzog, a ditadura começava a ruir em meio à transição
“lenta, gradual e segura” anunciada pelo general Ernesto Geisel. A Igreja
Católica, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cobrava
do governo informações e esclarecimentos sobre os abusos e condenava o caráter
arbitrário do regime militar.
Acuados, os generais
buscavam minar o ímpeto das lideranças católicas dentro da própria CNBB.
Contaram, para isso, com uma das figuras mais influentes do clero: o cardeal e
então arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Salles.”
Já se sabia dessa característica
pouco recomendável do arcebispo, embora não tão exposta assim. Mas a pérola do
artigo vem a seguir e passa quase despercebida:
“(...) Diante da pressão, os militares usavam dom Eugênio –
arcebispo primaz do Brasil desde 1968 – como uma espécie de garoto de recados,
de acordo com o documento do I Exército do Rio de Janeiro ao SNI, de 1976. À
época da prisão de jornalistas ligados ao PCB, como Oscar Maurício de Lima
Azêdo e Luiz Paulo Machado, foram coletados depoimentos de outros profissionais
de imprensa, como Fichel Davit Chargel e Ancelmo Gois, por meio dos quais seriam reveladas
operações do PCB no Rio.”
Aguardam-se esclarecimentos do
jornalista amarelado...
Tão simpático quer parecer, que sua coluna global tem o nome de “gente boa”.
Como dizia o comediante Zé Trindade, sempre lembrado pelo jornalista esportivo
José Trajano: “o que é a Natureza...”
CONFISSÃO
Quis o destino que dois dos meus três filhos, o
mais velho (vídeos) e o mais novo (textos), se formassem em Jornalismo. Que vai
com maiúscula porque sei da seriedade dos dois em relação à profissão, embora
mal remunerados, bem aquém da qualidade que emprestam ao que produzem. O filho
do meio fugiu da sina, pragmaticamente optou por uma profissão menos sacrificante.
O Pau Comeu nasceu da necessidade de suprir tal
carência, já que não dependo de nenhum patrocínio para escrever minhas idéias
com acento, revisão...
É meu espaço para continuar metendo o pau nos
idiotas que patrocinaram essa ridícula reforma ortográfica, marimbondo de fogo
Sarney à frente, lógico!
Uma reforma tão imbecil que para pode ser
preposição ou verbo, para com isso confundir as pessoas, para com isso!
Só sei que a Última Flor do Lácio, Inculta e Bela,
graças aos seus incultos e horrorosos depredadores, ficou mais feia e sem
graça... O inferno os aguarda, sem cerveja gelada...
TRIBUNAU DO PAU
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TRIBUNAU DO PAU
CONDENA
O TRIBUNAL CARA-DE-PAU
POR
TER DECLARADO
O
FLUMINENSE
TETRATAPETÃO
BRASILEIRO
!!!!!!!!!
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