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RESUMO DA ÓPERA
De tudo o que aconteceu e vem
acontecendo, Pau Comeu, da cova de sua insignificância, sintetiza o que julga ser
a principal lição desses tempos tão confusos.
A endinheirada classe ociosa brasileira está achando
que os parcos benefícios concedidos às classes menos favorecidas já estão passando dos limites, é
hora de o Brasil voltar à normalidade em que sempre viveu, acabar com os
pequenos lampejos de justiça social, enfim "reproclamar a escravidão" .
Para isso e para tanto, votemos nos candidatos
indicados pela Grande Imprensa. São muitos, a liberdade de escolha entre tucanos e congêneres está posta...
000
Em seguida, a crônica sempre bem humorada de Sebastião Cardoso, o Tiãozito.
AIDS
MIM
Mulheres risonhas:
Se teu corpo dás a tantos
Com quem é que tu sonhas?
(“Mulherio” – Tiãozito)
Se teu corpo dás a tantos
Com quem é que tu sonhas?
(“Mulherio” – Tiãozito)
“Primeiro de dezembro corrente marcou o Dia Internacional de Combate à SIDA – Síndrome de imunodeficiência adquirida ou, para aos anglófilos, AIDS (Acquired immunodeficience syndrome).
A doença, que foi diagnosticada há pouco tempo, apavorou e ganhou contornos espetaculares na mídia mundial e brasileira, esta sempre disposta a espalhafatos e redundância, mesmo em se tratando de coisas mais sérias.
Em conversa com um médico amigo, que perdeu um paciente em total debilidade física, só então veio atribuir à sida sua morte, uma vez que ela era a bola da vez e o cidadão era homossexual enrustido. Segundo seu raciocínio a doença vinha de pura promiscuidade na prática do sexo, uma vez que a penetração anal, em se tratando de dois seres masculinos, por exemplo, uma simples fissura ou mesmo rágade que estivesse em processo de inflamação, viria a se tornar uma virose.
Creio na
sua teoria, mesmo porque não se pode atribuir às mulheres o surgimento da
triste moléstia, senão desde os primórdios tempos ter-se-ia casos da mesma.
Quem não
se lembra das históricas bacanais greco-romanas onde o pau comia (êpa!) solto,
quiçá até mesmo homem com homem? Teria havido sida entre os bárbaros e os
índios de várias nações?
Só não me
digam, repito, que as meninas responsáveis pela mais antiga profissão do mundo,
e aqui é bom lembrar o imenso numero de meretrícios mundo afora (vide
epígrafe), sejam as introdutoras do mal. Nem pensar, caso contrário eu,
que me casei donzelo, teria incalculáveis amigos com HIV ou saudosos sob
lápides.
O
interessante da sida é que a camisa-de-vênus, a popular e, agora, difundida
camisinha, antes tão dissimulada e cujo uso, já bem antigo, era preservativo de
fecundação, sífilis etc, tornou-se palavra banal e indispensável às transas
(outro modernismo), com programas governamentais de incentivo ao seu uso, encontradiça,
inclusive, nas bolsas de jovens meninas de família, ou nem tanto.
Dr. Péu,
diante da situação alarmante que se criou em torno da AIDS, exclamou irônico
“Oh, meu bom Deus, quanta saudade da gonorréia!”.
Já Diva de seu Agnelo, vivente de meia- idade,
assíduo freqüentador do “Bar do Dirceu”, fogoso ambiente nas sextas-feiras e
com presença feminina acentuada, vez em quando levava uma gatinha para seu
sítio ali nas cercanias de Pitangui, antiga cidade cá das Minas Gerais, quando
contava vantagem de praticar suas volúpias “na banguela”. Foi quando alguém o
alertou para a nudez do seu membro nessas circunstâncias:
— Dr. Diva, acho melhor você usar uma camisinha, meu senhor.
E ele, altivo e sobranceiro, retrucou:
— Como, criatura, se na hora que eu vou botá-la minha bichinha pensa que é touca e vai dormir...
— Dr. Diva, acho melhor você usar uma camisinha, meu senhor.
E ele, altivo e sobranceiro, retrucou:
— Como, criatura, se na hora que eu vou botá-la minha bichinha pensa que é touca e vai dormir...
Com seu
Camilo, embora um tanto idoso mas ainda em boa forma com o sexo oposto,
viajante comprador de bovinos, eqüinos, muares e miunças, sempre cativante com
as camponesas que visitava, o conselho foi para que não arranjasse um filho nas
suas andanças;
— Olha, Camilo, uma hora você vai terminar enxertando uma tabaroa por aí. Por quê não usar uma camisa-de-vênus?
A resposta veio na bucha:
— Como, meu filho, se o cabide já não agüenta a camisa?”
— Olha, Camilo, uma hora você vai terminar enxertando uma tabaroa por aí. Por quê não usar uma camisa-de-vênus?
A resposta veio na bucha:
— Como, meu filho, se o cabide já não agüenta a camisa?”
B.Hte. (MG), 7/12/2007.-
TIÃOZITO.-
TIÃOZITO.-
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