sexta-feira, 14 de junho de 2013

EDIÇÃO Nº 40: LIBERADO O ACARAJÉ NO “NEW BRAZIL”...

O autor, fiscalizando o concurso "Acarajé no Rabo",
em Salvador, na Copa das Confederações...







POMBO CORREIO

Às mensagens enviadas pelos prezados leitores, maioria com elogios não merecidos, os agradecimentos.

Pau Comeu antecipa o lançamento desta Edição nº 40, que deveria acontecer no dia 17 de Junho. Motivo: essa sacanagem apelidada de Copa das Federações, véspera de Copa do Mundo, dando voz aos pilantras municipais, estaduais e federais, além dos internacionais, está causando vômitos incontroláveis no autor. Voltamos depois de passar essa esculhambação, no dia 27 de Junho próximo.


DOMÍNIO DO FATO:  O  RÉU  DOS  RÉUS


Como dizia José Saramago, com outras palavras mais competentes, é claro, esse tal de twitter, como instrumento de comunicação, é deveras perigoso, podendo ir na contramão do desenvolvimento da afetividade humana, encaminhando-nos de volta à caverna. De onde alguns de nós, diga-se de passagem, nunca deveria ter saído. Em mãos despreparadas, então, o twitter pode ser um desastre.
Parece que a frase do neto de Dona Josefa foi mais ou menos assim: o twitter é a antessala (prefiro ante-sala) do grunhido. Faz todo sentido quando, por exemplo, Dona Luzia Ferreira, deputada estadual do PPS-MG, cometeu a seguinte tuitada:

@LuziaFerreira23
“As obras da BR-381 foram anunciadas e adiadas várias vezes. Descaso do governo federal com Minas Gerais. Nos seis meses deste ano, morreram 124.”

Pau Comeu solicita de Dona Luzia que acione sua assessoria para preencher a seguinte tabelinha:

Período de Governo
Nº de Mortos
na  BR-381
Dilma
124 + ...
Lula
...
Fernando Henrique Cardoso
...
Itamar
...
Collor
...
Sarney
...
Ditadores Militares
...
Jango
...
Jânio
...
Juscelino Kubitscheck
...
Outros anteriores
...
Deus
Todos

 

MONTANDO O MINISTÉRIO TUCANO

Depois de Demóstenes Torres para o Ministério da Hipocrisia e Roberto Gurgel para o Ministério da Prevaricação, Carlinhos Cachoeira para o Ministério das Apostas de Alto Risco.



POLÍTICA URBANA EM BELO HORIZONTE? COMO ASSIM?

 
Pau Comeu abre espaço para acolher a manifestação dos professores João Tonucci e Daniel Medeiros, intitulada “política urbana às avessas em BH”, da qual extraiu o seguinte trecho que, mesmo retirado de um contexto mais amplo, mantém vida própria:


“(...)  Na perspectiva neoliberal da atual gestão municipal, o planejamento urbano não busca mais conduzir ou coordenar o mercado, mas se subordina ao mesmo ao criar as condições para a realização exclusiva do capital. É a política urbana às avessas, é a anti-Reforma Urbana mobilizada não apenas para desconstruir os direitos e as conquistas de anos de luta democrática, mas para aprofundar um modelo de cidade no qual não há espaço para o pobre, para o outro, para a diferença. Tal política urbana, que passa longe das prementes questões que atravessam nossa fraturada e injusta cidade, precisa ser discutida e questionada. Nesse sentido, o recente surgimento de movimentos plurais e coletivos organizados em torno da luta pelo direito à cidade – ocupações por moradia, Fora Lacerda, Fica Fícus, Praia da Estação, Atingidos pela Copa, Duelo de MCs, etc. – insere possibilidades concretas de enfrentamento potente ao projeto da cidade neoliberal em Belo Horizonte, projetando no nosso horizonte uma outra cidade possível.(...)”


A integra do texto, publicado em 12/06/2013, está disponível no seguinte endereço:

https://olhorua.wordpress.com/2013/06/12/politica-urbana-as-avessas-em-bh/


ESPORTES

1.Alguns números atrás,  minha “flamenguice” dizia que seria ótimo ficar em terceiro no Campeonato Carioca e não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro... A primeira parte cumpriu-se, a segunda não tá com cara de dar certo...
Pelo jeito, a promessa de acabar com a gastança irresponsável está com seus dias contados... É uma pena, pois se já foi verdade que no Flamengo craque se fazia em casa, o correto seria apostar em técnicos feitos em casa, vide os exemplos bem sucedidos dos funcionários Carlinhos e Andrade.

2.E não é que a Dona Fifa resolveu “permitir” o acarajé nos jogos de Salvador? É o fim da picada precisar do “favor” de uma quadrilha internacional para exercer uma manifestação cultural. Mas só pode para meia dúzia de baianas...
Rodando a baiana, Pau Comeu lança o Concurso “Acarajé no Rabo” dos digníssimos senhores Joseph Blatter (coleguinha do João Havelange e do Ricardo Teixeira), Jerome Valcke (que adora dar pontapé em traseiros brasileiros) e José Maria Marin (amigão do torturador Sergio Fleury). Ganha aquela que enfiar o maior número de acarajés, mas tem que ser fervendo, recém-tirados da panela para os objetivos...

3. O Povo Baiano proibiu a caxirola. Viva!

4. Haiti perdeu de 2 a 1 para a Espanha e empatou em 2 a 2 com a Itália. O Haiti é aqui!

5. América de Minas voltou a ser time grande: fez um gol de mão que não foi anulado.



BOOMERANG DA IMPRENSA LIVRE


>>>>> “Hoje (ontem) é o dia nacional da liberdade de imprensa. Parabéns aos profissionais da comunicação de todo país.”

Romero Jucá, senador PMDB-RR.

<<<<<< Agradecemos e dividimos os parabéns com as empresas Globo, Estadão, Folha de São Paulo e Abril-Veja, os verdadeiros baluartes da liberdade de imprensa no Brasil Varonil.

Pau Comeu

 

BOOMERANG DA ENTREGA


>>>>> “A solução, ao que parece, é arrendar o país; talvez encontremos locatários mais zelosos.”

Heron Guimarães, jornalista mineiro.

<<<<<< Sugerimos uma doação pura e simples, nos moldes do que fizemos com a Copa do Mundo da Fifa. E se não gostarem, podem devolver que a gente paga tudo e ainda acha “danadibão”. Só precisamos manter um mínimo de dignidade, senão nada mais restará para entregar... E assim, os tucanos, os fundadores e futuros redentores do “New Brazil”, não irão gostar...

Pau Comeu


ABRINDO O BAÚ: PROFISSÃO É O QUE NÃO FALTA!

 
Do livro “Vagabundo é o cacete! - Sugestões para trabalhar honestamente evitando assim a tentação de entrar para o Crime Organizado ou para a Quadrilha do Colarinho Branco”...

A Europa mergulhando em crise de emprego... E o Brasil criando profissões.
Seguem quatro exemplos para exportar.
Afinal, já diziam que exportar é o que importa...

 

O COMPOSITOR DE PAGODE

Trata-se de um personagem que nasce em qualquer lugar do país, pois o ritmo de origem, o samba, é patrimônio nacional, é um bem intangível, é o espírito que anda. Bem que não demora e vai ser tombado. Já foi.
Só que para fazer sucesso, o compositor de pagode vai se esquecendo do samba e vai inventando uma música que, por coincidência, parece que é uma só, e as letras acompanham, são muito parecidas umas com as outras.
Isto faz com que, ao comprar um CD de compositor de pagode, o consumidor leva uma música pelo preço de quinze, e não precisa passar da primeira faixa, o que é uma vantagem, pois, economizando as demais, perpetua a obra do (s) autor (es).
Os parênteses cumprem uma importante função, pois o plural indica que vários compositores contribuem para a elaboração da obra de arte.
Uma música de pagode com seis frases costuma ser composta por seis compositores, cada um faz uma frase e, assim, mais uma vez, o criativo povo brasileiro vai distribuindo a renda.
Pois um pobre ajuda outro pobre até melhorar.
Ou até um deles ficar rico.

 

O AMIGO DA CELEBRIDADE

Geralmente são amigos de infância de jogadores de futebol bem sucedidos. Amizades que nasceram das dificuldades nas vacas magras e que continuaram depois da engorda.
Assim, o amigo da celebridade-atleta, ao ser perguntado pelo nome ou profissão, responde que sou amigo do Fulano de Tal, que joga na lateral-esquerda do Time Xis, que está com uma proposta para jogar num clube do Azerbaidjão.

E se ele for eu vou junto pra fazer companhia. Para que o craque possa suportar a saudade do Brasil, já que eu sei fazer uma caipirinha como poucos, e encaro bem uma cozinha na hora de fazer uma feijoada com aquele feijão que o Beltrano de Tal trouxe lá da terrinha.
Serei uma espécie de secretário-geral, pau pra toda obra, quebra-galho, guarda-costas, office-boy e o escambau, para que o craque possa desempenhar bem suas funções dentro das quatro linhas, sempre jogando com muita raça e determinação, pois enquanto ele se der bem eu vou garantindo o meu bico.

Quanto às tietes, serei o responsável pelo controle de qualidade e, se Deus quiser, da natalidade, para que não corram demandas judiciais indesejáveis. Em tempo: aprendi e ensinei pra ele usar camisinha. Não sei se ele aprendeu.

 

O FLANELINHA

Munido de tantos aparatos, multidisciplinar: lava, toma conta, quebra-galho.
Sem título de posse, é dono de um pedaço da rua, geralmente um quarteirão onde ainda dá para estacionar o carro.  Se não ganha uma gorjeta, vira policial e multa o motorista, não com boleto, mas com arranhões na lataria.

Quando você precisa, nunca está. Às vezes você chega, não está lá. Quando volta, está e cobra pelo que não fez. Você paga para não ver o seu carro ser mutilado da próxima vez, porque o flanela tem uma memória privilegiada, decora a marca, a cor, a placa e a sua cara fechada.
A profissão congrega um exército de deserdados, sintoma visível da criatividade do brasileiro sem-teto, sem-carro, sem-merda-nenhuma.

A atividade, cada vez mais promissora, rende mais do que ganharia em ocupação legalizada remunerada pelo salário mínimo, aquela coisa que, se tiver um aumento justo, causará a hecatombe da economia nacional.
Aquela coisa que inviabilizará a Previdência, aumentará o déficit público, o dólar e a taxa de juros, derrubará o Presidente, quem sabe a própria Democracia, essa tenra plantinha que não resiste nem a um mero e mínimo regador.

Democracia que um otimista incorrigível definiu como o governo do Povo, pelo Povo e para o Povo. Que vem aí com maiúscula por evidente descuido. Ou sacanagem mesmo.
A impressão que se tem é que não resta mais nenhum espaço na cidade sem que haja pelo menos um flanelinha exercendo sua atividade.

É mais uma forma de privatização da propriedade pública, pois, nesse país, propriedade privada é privada mesmo. Ninguém tasca. Ái de quem tascar...
Quando apropriada pelo rico, quase sempre pode, pouca gente reclama.

Quando quem invade é o pobre, dá manchete de jornal, pois o dono do jornal é dono de terra quase sempre. Para um país que nasceu tendo por forma jurídica, e conteúdo legal, original, a tal de “capitania hereditária” como base para a posse territorial, criaram-se os cartórios e então toda terra tem dono.
Viajando de avião, cruzando o Brasil, olhando de cima para baixo, custa crer que todos aqueles espaços tenham dono. É a prova cabal e definitiva de que a única instituição que deu certo na história do Brasil foi a tal do cartório, prova de que o sistema deu certo para os que chegaram primeiro e conseguiram o carimbo.

Poucos ousam contrariar tal veredicto. Os traficantes de drogas, sem título de posse, dominam morros e periferias, quando não cidades inteiras. Flanelinhas, menos belicosos, dominam quarteirões. A extorsão não precisa ser violenta, basta ser extorsão, basta apenas ameaçar.
Posse. Essa é a palavra. Sem título. Só com a presença.  E com o sentimento de que, quem paga o pedágio, pode até ser mais poderoso, pode até ganhar mais, pode até comer três vezes por dia e cagar quatro, mas na quinta... Caga de medo!!!

 

O MOTOBOY

Contorcionista do trânsito leva a vida levando coisas valiosas que certamente não serão aquelas que mudarão sua vida. Pelo contrário, estarão felizes o remetente e o destinatário, ou apenas um dos dois, porque essa história de que negócio bom é bom para os dois não explica muito bem o desenrolar da história da humanidade.  Assim como não existe almoço grátis, em qualquer transação alguém come e alguém paga a conta.
Ele, o motoboy, certamente continuará na merda, levando as coisas. Avança sinal, pára (com acento agudo mesmo) em fila dupla, não dá seta, faz tudo errado, de vez em quando é atropelado... e morre, às vezes atropela... e mata.

Motociclista, involuiu da bicicleta, veículo ideal para trabalho e lazer, próprio de cidades avançadas tecnologicamente, que já descobriram que o combustível só causa problemas.
Em tempos de comunicação via satélite, custa crer que o motoboy seja útil para levar um documento. A pergunta principal é por que a preciosidade tem que chegar antes de o expediente fechar, numa correria louca. Deve ser falta de planejamento, podia ter ficado pronto ontem, podia ir de ônibus, seria mais barato e ambientalmente mais correto.

São úteis, sim. Entregam pizzas, claro. E refrigerantes e cervejas, também. Talvez camisinhas para quem esqueceu ou não teve tempo de providenciar esse veículo de controle da natalidade, e de repente a secretária resolveu aceitar aquela cantada que já fazia aniversário, cansada de esperar o aumento prometido e sempre negado pelo chefe-gavião, que foi esperto o suficiente para não ser enquadrado no quesito “assédio sexual”.

Os motoboys são muito úteis também quando entregam remédios delivery, expressão da futura língua pátria que na língua moribunda deveria significar “entrega em domicílio”.
A profissão cresceu tanto que não demora e os engarrafamentos de trânsito, hoje de automóveis, serão protagonizados pelos motoboys.

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