sábado, 13 de outubro de 2012

Edição 2 - ABRINDO O BAÚ


ABRINDO O BAÚ

13/10/2012

Nos tempos da telefonista, as ligações locais eram difíceis, as interestaduais (os famigerados interurbanos) quase impossíveis, as internacionais impensáveis. Nas locais, a paciência era um atributo desejável, nas interestaduais, imprescindível, nas internacionais o melhor mesmo era embarcar num navio e falar pessoalmente.

A sorte era que, no meio do caminho entre a origem e o destino, havia a telefonista, entre a pergunta e a resposta, entre o desespero e a angústia. Não existia “o telefonisto”, era profissão tipicamente feminina, por algumas razoáveis razões: a primeira, a paciência para atender e entender as reclamações das partes; a segunda, a curiosidade de escutar conversa alheia, sem dúvida; quanto ao sigilo que era exigido, sei não...

(Do livro “Vagabundo é o cacete!”, a ser publicado não sei quando.)

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