ABRINDO O BAÚ
13/10/2012
Nos tempos da telefonista, as ligações locais eram difíceis, as
interestaduais (os famigerados interurbanos) quase impossíveis, as
internacionais impensáveis. Nas locais, a paciência era um atributo desejável,
nas interestaduais, imprescindível, nas internacionais o melhor mesmo era embarcar
num navio e falar pessoalmente.
A sorte era que, no meio do caminho entre a origem e o destino, havia
a telefonista, entre a pergunta e a resposta, entre o desespero e a angústia.
Não existia “o telefonisto”, era profissão tipicamente feminina, por algumas
razoáveis razões: a primeira, a
paciência para atender e entender as reclamações das partes; a segunda, a
curiosidade de escutar conversa alheia, sem dúvida; quanto ao sigilo que era
exigido, sei não...
(Do livro “Vagabundo é o cacete!”, a ser
publicado não sei quando.)
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