segunda-feira, 28 de julho de 2014

EDIÇÃO Nº 85: DOIS BOEINGS E UM TUCANO







Tempos aeronáuticos.
Aerocrimes de várias naturezas.
Avião civil abatido por covardia.
Avião civil abatido por falha técnica.
Tucano abatido por mais uma noite mal dormida...
Aeroporto típico de parceria público-privada (PPP), com o público pagando, o privado faturando e o povão assistindo.
Maldade, gente, deixa ele brincar de
aviãozinho...
Santos Dumont, olha só o que você foi inventar...
 
28-07-2014


FICA PARA A PRÓXIMA

Pau Comeu descobriu: o sonho de menino de Aecinho Vida Boa era ser piloto de avião... Que nem um herói que cultivou, de nome Cláudio Montezuma.

E pede desculpas aos leitores, pois deixa para a próxima edição (Nº 86) a cobertura aeronáutica. Explicação: pensava que era apenas um aeroporto, mas virou, no coletivo, um bando. E o coletivo de aeroporto deve ser... aerobando.


NA ESQUINA

Com essa mania de colocar nomes de pessoas nas ruas, algumas esquinas surpreendem transeuntes distraídos. Quem diria que um general e um coronel se encontrassem para conversar em paz?
O encontro marcado do francês com o brasileiro começou naquela casa de esquina há muitos anos, quando foi inaugurado um ponto comercial que virou mercearia.
Do estrangeiro a História disse um tanto de coisas, inclusive que vivia com a mão direita enfiada naquela japona milicar de cor azul. O brasileiro nem na internet deu notícia. Se um a gente sabe que andou matando gente, sobre o outro, para seu próprio bem, nada consta.
Um dia, um habitante do norte de Minas desceu para a capital, virou geógrafo, casou com uma jornalista e escritora e tiveram um casal de filhos.
Outro dia, bem mais pra frente, os dois compraram o ponto e transformaram a mercearia num algo mais, em algo muito mais...
Foi assim que, ao lado dos artigos tradicionais, para imensa satisfação dos fregueses da vizinhança, nasceu uma livraria.
Pois é, Bonaparte e Benjamim fizeram isso numa esquina no bairro Padre Eustáquio. O primeiro, no número 467-A e o segundo, no número 230.
Não adianta tentar descrever, é melhor ir lá ver.
Ou então, entre no youtube, digite mercearioteca e boa viagem... até chegar na Mercearia Porteirinha.
Lá verá um vendaval do bem, que leva para bem longe as más notícias, semeando cultura. Parabéns ao João e à Leida pelo sopro que originou o vendaval...


IMORTAIS  QUE NÃO MORREM

Conforme prometido na edição anterior, outro assunto seria o João Ubaldo Ribeiro.  Nesse meio tempo, porém, embarcaram outros dois talentos: Rubem Alves e Ariano Suassuna. De vez em quando Oládecima parece que enfrenta uma crise de solidão e resolve nos deixar mais pobres, levando nossos melhores, deixando os bagulhos...

João Ubaldo morreu cedo para os padrões atuais. Viveu entre dois vícios: a bebida e o cigarro.  Escolheu deixar a bebida.  Pra mim ficou menos engraçado, mais mal-humorado, antes tivesse largado o cigarro...
Existem casos semelhantes entre os que optaram por uma, e outros que optaram pelas duas. E, claro, os que desafiaram e compraram a viagem só de ida mais cedo, cultivando os dois vícios até partir. O que há em comum é que todos morreram ou morrerão.

Só conheci João Ubaldo pelos livros que escreveu. O mais importante, pra mim, disparado, “Viva o Povo Brasileiro”. Interessante, no dia, vi a notícia no “Bom Dia Brasil”, um programa matinal de desgraças sobre o cotidiano desse país que ainda está no mapa, apesar dos anseios em contrário da Rede Globo de Sonegação de Impostos e Manipulação de Informações.
Na manchete, João Ubaldo foi reconhecido como autor de duas obras, “Sargento Getúlio” e “O Sorriso do Lagarto”, por coincidência duas que a citada Rede transformou em séries especiais ou coisas parecidas. “Viva o Povo Brasileiro”? É muito para a Vênus Platinada proferir tal título... Foi preciso que o Chico Pinheiro lembrasse ainda em tempo da existência dessa obra. Chico sofre, embora bem pago, para aturar seus colegas de Rede... Dar bom dia todo dia ao Alexandre Garcia, por exemplo, deve ser pior do que cumprir solitária em prisão...

Sobre a escolha entre o tabaco e o álcool, a melhor história de meu conhecimento foi do Seu Humberto. Segundo maior centroavante da Zona da Mata, nascido em Ponte Nova, só atrás de Heleno de Freitas, natural de São João Nepomuceno... Seu Humberto, muitos anos depois de pendurar as chuteiras, obrigado pela família, foi ao médico. O facultativo, no jargão dos locutores de futebol daqueles tempos, colocou na mesa a questão fatal: “Ou larga o cigarro ou larga a bebida...”
O paciente pensou, avaliou, ensimesmou-se, demorou um tempo... e respondeu, ainda dubitativo: “Então tá, já que o senhor manda, vou largar o cigarro!” E foi pra casa... Feliz da vida! Seu Humberto nunca tinha colocado um cigarro na boca... Continuou curtindo sua cachacinha por muito tempo, até que um dia Oládecima, ávido por uma boa conversa, o chamou.

Oládecima parece que só leva os “malas” contra a vontade... O tanto de “imortal sem talento” da Academia que ficou por aqui... Essa fila parece que não anda... Toma jeito, Merval... Desocupa, Fernando Henrique Cardoso... Deixa a gente em paz, vai encher o saco Dele.



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