sábado, 8 de fevereiro de 2014

EDIÇÃO Nº 66: ESCRAVOCRATA É DEMOCRATA



 
 
 
 
 
 
 
O Autor, em dúvida se entra na vaquinha para Roberto Jefferson ou para Eduardo (Só ?) Azeredo...
 
 
 
 
08-02-2014

 

CARDÁPIO

  • CASO SNOWDEN
  • GOSTAR DE MÚSICA
  • POESIA DO SILÊNCIO
  • PERGUNTAS ESPERANDO RESPOSTAS
  • A VOLTA DO PATÍBULO
  • CAIADO, O DE(M)BOCHADO

 

CASO SNOWDEN

Sou contra o Brasil aceitar seu acolhimento.

Não confio na Justiça brasileira, que nem merece a maiúscula inicial porque é sinônimo de esculhambação. Não acredito que o Brasil tenha condições de garantir sua vida. Ele, por seu lado, merece, sim, o respeito de toda a Humanidade, e, pelo que fez, o Mundo inteiro é sua casa.

Sou contra sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz.

É o mesmo prêmio concedido ao facínora Kissinger, genocida declarado. Dirão: e Mandela? Respondo: Mandela nunca precisou de Prêmio Nobel.  O Prêmio Nobel é que precisou do Mandela. A vida de Mandela é que foi um prêmio para a Humanidade.


GOSTAR DE MÚSICA

Direto da secção “Abrindo o Baú”.

Trata-se de uma homenagem a dois compositores de minha predileção.
Se a música é melodia, ritmo e harmonia, e se esses três elementos se combinam num resultado agradável a quem os ouve, então a música tem vida própria. É o que mostra a grande aceitação pela música instrumental, soma de sons e silêncios que geram satisfação. A introdução de outro elemento, a letra, não pode comprometer a beleza do conjunto.

Vários são os compositores que, sozinhos ou em parcerias, conseguem produzir coisas bonitas e inesquecíveis. A letra, feita antes, durante ou depois, deve compor o conjunto como se fosse um quarto elemento natural.
Minha inspiração, quando penso música, viaja pelos ares e pousa em dois artistas admiráveis:

  • João Nogueira, carioca nascido em 1941, morador do Meyer, presidente do Clube do Samba fundado em 1979, parceiro de muita gente boa, e intérprete de tantas obras seminais, falecido cedo demais;
  • Paulo César Pinheiro, carioca nascido em 1949, parceiro de João de Aquino, Baden Powell, Francis Hime, Eduardo Gudin, Dori Caymmi, Mauricio Tapajós, Edu lobo, João Nogueira, entre outros, e que escreveu mais de 1500 letras.

Os dois se encontraram para fazer, entre tantas músicas, o samba “Poder da Criação”, que mais ou menos sintetiza o fenômeno que invade o artista, a angústia e o prazer de transformar sentimentos e ideias em letras que possam ser cantadas por outras pessoas.
Perguntado sobre a diferença entre letra de música e poesia de livro, Paulo César Pinheiro, em entrevista à revista “Cult 55” (fevereiro de 2002), reponde que:

“(...) é muito sutil, muito pequena,  (...) alguns poetas de livro de uma determinada corrente literária brasileira afirmam que letra de música não é poesia. Eu acho que eles se equivocam nessa afirmação logo no início, já que a poesia nasceu dos menestréis. Antes da escrita, a poesia era oral – falada e cantada. Já era letra de música antes de ser poesia”.
Poste Escrito:

O samba “Poder da Criação” pode ser encontrado facilmente no youtube.

 

POESIA DO SILÊNCIO

Pau Comeu, sempre procurando novidades, lança a secção: “Fulano Calado é um Poeta”. Claro que o direito autoral é do deputado Romário.

Entonces, de Romário sobre Pelé: “Pelé calado é um poeta.”
Lúcio de Castro teria dito: “Vampeta calado é um poeta.”

José Trajano poderia dizer: “Parreira calado é um poeta.”
A título de exercício, a quem algumas figuras dedicariam a frase “Fulano Calado é um Poeta”?

Aceitamos colaborações. Vale até “O Autor do Pau Comeu calado é um poeta”. Pronto. Falei primeiro...

 


PERGUNTAS ESPERANDO RESPOSTAS

Quem fundou a CBF? A partir de quando passou a ser considerada uma Entidade Privada? Qual é o registro dela na Receita Federal?
Sendo uma empresa, quem são os proprietários? Ou quem são os acionistas?
Por que João Havelange, Ricardo Teixeira, Maria Marin e Polo Del Nero foram, são ou serão presidentes?

O que diz seu Estatuto?
Se dá lucro, quem recebe?

Se der prejuízo, quem paga?

 
A VOLTA DO PATÍBULO

Conforme       http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/129334/Bolsonaro-ironiza-                            Benedita-sobre-caso-de-menor-agredido.htm

 Deputada Benedita da Silva do PT:

"Sabemos que quem comete delito deve ser punido, mas não podemos deixar que justiceiros, meninos da classe média, façam o julgamento de um menino pobre. Ele realmente praticava pequenos furtos, mas cabe ao estado dar segurança aos cidadãos e cidadãs e não deixar serem criados grupos de justiceiros. Mais uma vez, como mulher negra, olhei e vi a casa grande e a senzala. Já vimos esse filme no Estado do Rio de Janeiro. Ele é estarrecedor, é triste, é perverso", disse, na tribuna.

 Deputado Jair Bolsonaro da Selva, do PP, sugeriu que Benedita adotasse o garoto, a quem chamou de vagabundo e ladrão:

" Caso ela não faça isso, eu me comprometo aqui a mandar um assessor meu à Fundação Casa para dar o endereço da deputada Benedita da Silva para esse vagabundo, para que ele vá praticar furtos lá na rua do bairro onde ela mora, e não na Avenida Rui Barbosa, no bairro do Flamengo. No meu entender, praticou um ato corajoso quem deu uma surra nesse vagabundo, porque os moradores estão cansados de serem roubados e assaltados por essa gentalha", disse Bolsonaro.

 Pau Comeu
defende a candidatura de Benedita da Silva e de Jair Bolsonaro, e a de qualquer cidadão independentemente de sua posição política, mas nunca votou em Benedita e

declara que morre de medo de quem vota em Jair Bolsonaro.

 

CAIADO, O DE(M)BOCHADO

 Ronaldo Caiado, mais conhecido por ter votado a favor da escravidão, inaugurou embaixada alternativa para acolher cubanos e cubanas que queiram asilo fugindo da ditadura comedora de criancinhas daquela ilha maldita. Não se sabe se vai pedir verba para sustentá-los, ou irá fazer uma vaquinha entre seus companheiros de escravocracia.
Entre as inúmeras ironias que assolam a política brasileira, seu partido, o DEM, tem o nome de Democratas.

Quando parar de rir eu volto.

É tanto riso, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão...
Vou adiar para a próxima Edição (nº 67) a matéria sobre o Diferencial Delta.

Paciência, caros leitores...


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