quarta-feira, 7 de agosto de 2013

EDIÇÃO Nº 45: O FANTASMA BOLIVARIANO...


O autor em dose dupla, bebemorando agosto,
mês que dará muito bom gosto,
pois gente especial vai chegar...


07-08-2013



CARDÁPIO

Disponíveis na presente Edição:

  • ESQUERDA X DIREITA: JOGO SEM FIM
  • O MÊS DO PÂNICO?
  • O CASAMENTO DO SARCASMO COM A IRONIA
  • CENA BRASILEIRA
  • BOOMERANGUES DO PREFEITO, DO EREMILDO, DO AMARILDO, DO NOBLAT
  • O FANTASMA BOLIVARIANO
  • O DESFILE DO FRANCISCO
  • O COLECIONADOR

 
 ESQUERDA X DIREITA: JOGO SEM FIM

Não adianta os gênios sociológicos decretarem o fim da contraposição entre esquerda e direita. Acompanhemos o seguinte pensamento:

“(...)Temos assim dois grupos.

 De um lado, os que lutam pela redução de privilégios, chamados socialistas, progressistas ou esquerdistas. De outro, aqueles que se empenham em manter(ou aumentar) privilégios, e que podem ser rotulados de conservadores, reacionários ou direitistas, à escolha.

Não há como fugir dessa dicotomia, que surgiu no século XIV: cada um de nós   está numa das categorias acima.
Neutralidade não existe.”

 Dessas palavras do escritor Sebastião Nunes, em matéria recente, deduz-se que não há lugar para aqueles que adoram ficar em cima do muro, pois não há muro.

 Não havendo muro, só uma linha riscada no chão, não vale colocar um pé em cada lado. Escolha o seu lado e, uma vez escolhido, vá com ele e boa viagem.

 É só isso? Não só.

 Existem cada vez mais aqueles que denominamos “exquerdistas”, que foram de esquerda na época de vacas magras e saltaram a linha para a direita quando as vacas engordaram, engordando acintosamente suas obscenas panças.

 Quem quiser conferir na íntegra o argumento do referido autor, vá ao endereço:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
O MÊS DO PÂNICO?

Todo brasileirinho sabe, desde as primeiras letras nos bancos escolares, ao estudar História do Brasil, que o mês de agosto é marcado por grandes tragédias políticas. Se não sabe, deveria saber.
Taí um bom dever de casa para a meninada: listar os eventos protagonizados durante os fatídicos 31 dias, desde 1954, por exemplo.

Pois bem, aproveitando-se desse estigma sazonal, arautos da grande imprensa brasileira, que todos sabemos quem são (os 4, sempre os 4...) ficam todos assanhadinhos quase preconizando que desse mês não passa... Não passa o quê?
Pau Comeu relacionou uma plêiade, ou miríade ou rosário (escolham, leitores) de acontecimentos possíveis que satisfariam a sede de sangue e vingança dos vampiros de plantão:

a)      Volta o câncer de Dilma, ela é internada e não suporta o atendimento do Hospital Sírio e Libanês, indo a óbito; Temer, vice, também; todos da fila sucessória são declarados impedidos de assumir;

b)      Volta o câncer do Lula, e também vai a óbito, só que em Hospital do SUS na periferia da periferia da periferia de Garanhuns, sua terra natal e de onde nunca deveria ter saído, segundo seus algozes;

c)      Os partidos da base aliada do Governo são todos colocados na clandestinidade;

d)      Os órgãos da grande imprensa brasileira (os 4, sempre os 4...) são declarados e reconhecidos, finalmente, como diários oficiais e os demais são fechados, empastelados, calados para todo o sempre;

e)      A internet é controlada por Eduardo Azeredo e seus hackers atucanalhados, só aceitando notícias favoráveis às suas hostes, o que praticamente já ocorre na grande imprensa escrita, falada e televisada;

f)       Os militares retomam o Poder para gáudio dos áulicos de sempre, que assim vêem seus mais profundos desejos atendidos.

 E assim, todos eles se locupletaram, restauraram suas moralidades e foram felizes para sempre.
E Pau Comeu aproveitou a oportunidade e morreu.

 



O CASAMENTO DO SARCASMO COM A IRONIA

 Doutor Sarcasmo é um coronel grosso como ele só, precisou comprar diploma.
Ironia, sinhazinha, fina flor da sociedade emergente de Então.

O pai da moçoila, Calhorda, casado com Omissa, foi um dos milhares de discípulos de Judas, Aquele, e vendeu sua filha por 30 dinheiramas ao pai de Sarcasmo, o popular Escroto, marido de Carola Benta.
Formada em Letras, educada em Colégio Sion, piano, cítara, harpa, bordados, tricôs, professora primária, Sinhazinha na noite de núpcias foi estuprada pelo temido coronel.

Grávida de quadrigêmeos, o DNA do pai foi muito mais forte e eis que nasceram, quase ao mesmo tempo, quatro seres quase humanos, mais para boçais que para ignorantes.

$$SSeria bom saber seus nomes, mas um passarinho, Jarbas, que nem os melhores motoristas de Hollywood ou da Atlântida Cinematográfica, pousou no meu ombro e, discreto como os mordomos britânicos, sussurrou apenas suas principais características:

  • 1) O primeiro foi cineasta, assim se dizia, fracassou e virou jornalista, assim se diz.
  • 2) O segundo foi jornalista, assim se dizia, mas, muito bem empregado e remunerado, foi eleito filósofo, no tempo em que filósofo não precisava pensar por si, e depois imortal, no tempo em que não era necessário saber escrever para ganhar o direito de morrer sem precisar pagar o próprio velório e enterro.
  • 3) O terceiro foi porta-voz de ditador, hoje se diz jornalista de televisão e adora dar lição de moral, mesmo sem nunca ter tido em seu estoque tal produto.
  • 4) O quarto foi escritor, bom enquanto bebia, mas cansou de ser só escritor e parou de beber, e aí se transformou nem mesmo ele sabe em quê, outro “jornalista” que assim se diz e hoje não diz coisa com coisa.

Quem quiser arriscar os nomes, identificando os quatro pelos números, é só enviar para o e-mail do autor. DATAPAU publicará os resultados.

 oooooooo

 Na sociedade de Então, um local que não tem no mapa, um debate ocupava todas as atenções.

Qual é a diferença entre Falso Moralismo e Hipocrisia?

Havia um mago, espécie de oráculo a quem todos recorriam nas dúvidas sempre presentes, de nome Aurélio BH. Sempre que consultado, não cobrava nada para iluminar as sombras daqueles que exprimiam suas dúvidas. Bastava ir numa biblioteca pública e abri-lo com os dedos das mãos, pois era apenas um livro.

Se você não tem um sentimento, é melhor não fingir que tem, senão será chamado de Hipócrita. Nome difícil, irmão da Impostura e do Fingimento, primo da Falsidade e da Simulação, parente próximo da Falsa Devoção.

A moral tem a ver com os bons costumes. O moralismo é sua filosofia. Seu guardião, o moralista, adora preconizar e infundir os preceitos morais... nos outros. Para desempenhar tal atitude com um mínimo de coerência, o moralista não pode falhar. Moralista que falha é impostor. E aí encosta na hipocrisia. Assim, falso moralismo e hipocrisia, unha-e-carne, são quase sinônimos.

O falso moralista adora cagar regras, com e sem uso de laxante. Gente que se conhece, se preza, consegue rir de si próprio, nunca é falso moralista, pois sabe bem do seu telhado de vidro. Apenas os que se julgam perfeitos e impunes se proclamam moralistas, e quando falsos são desmascarados. Legal isso, pois falsos moralistas usam máscaras.

 ooooooo

 Só Elite, deusa das Classes Ociosas, não é hipócrita. Ela não finge sentimento que não tem, não é do seu feitio. Pelo contrário, segundo Thorstein Veblen, lembrado pelo anteriormente citado Sebastião na “Teoria da Classe Ociosa”:

Em qualquer fase cultural conhecida, os dons de bondade, equidade e compaixão não favorecem a vida do indivíduo. Pode-se dizer que a carência de  escrúpulos, de piedade e de honestidade contribui para aumentar o êxito do indivíduo na cultura pecuniária. Os homens que tiveram maior êxito têm sido   desse tipo”.

Mais adiante, prossegue:

No regime de livre iniciativa, os membros da comunidade são rivais, e cada qual obtém mais vantagem individual e imediata se, graças a uma falta excepcional de escrúpulos, consegue superar e prejudicar seus semelhantes”.

 ooooo

Norte-americano, filho de agricultores noruegueses, Thorstein nasceu em 1857 e morreu em 03 de agosto de 1929. Olha agosto aí, gente! Calma, não foi por causa da Grande Crise, não! Foram complicações de saúde. Na época, viver 72 anos era viver muito...

A referência a Veblen deu vontade de reler o original, tantas lições encerram. Algumas delas, colhidas ao léu:

  • Para o homem ocioso, o consumo conspícuo de bens valiosos é um instrumento de respeitabilidade. À medida que acumula riqueza, ele é incapaz, sozinho, de demonstrar a própria opulência dessa forma. Recorre por isso ao auxílio de amigos e rivais, dando-lhes presentes valiosos e convidando-os para festas e divertimentos dispendiosos”.
  • A primitiva ascendência do ócio como veículo de boa reputação é atribuível à distinção arcaica entre empregos nobres e ignóbeis. O ócio é honorífico e se torna imperativo, em parte porque demonstra isenção do trabalho ignóbil”.
  • A única classe que poderia disputar com a classe ociosa hereditária a honra de uma disposição habitualmente belicosa é a classe inferior dos delinquentes”.

 Leitores, tais lições não se encontram disponíveis nos veículos da Grande Imprensa.
Despertem!

Corram às livrarias!

 


CENA BRASILEIRA

CENÁRIO:
Fila de uma agência bancária no STJ.
JUIZ BRANCO:
Ari Pargendler
ESTAGIÁRIO NEGRO:
Marco Paulo dos Santos
Quer sair daqui que eu estou fazendo uma transação pessoal?
Senhor, estou atrás da faixa de espera...
Então utiliza outro caixa!
A operação que quero fazer não existe em outro caixa...
Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido!
...
Qual é o seu nome? Perguntou, arrancando o crachá do pescoço do rapaz...
...
EPÍLOGO:
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu o arquivamento da ação movida pelo ex-estagiário do Superior Tribunal de Justiça Marco Paulo dos Santos contra o ministro da Corte Ari Pargendler. A decisão foi tomada na quinta-feira após o processo ficar parado nas mãos de Gurgel por quase três anos. O episódio envolvendo o agora ex-estagiário e o ainda ministro do STJ ocorreu no dia 19 de outubro de 2010, época em que o magistrado presidia a Corte.
“Pelo que se extrai das declarações do noticiante (o estagiário), a conduta do magistrado de puxar o crachá em seu pescoço não teve por objetivo feri-lo ou humilhá-lo, mas apenas o de conhecer a sua identificação”, afirmou Gurgel.
Para ele, o fato de Pargendler ter demitido o estagiário em razão do episódio “não alcança relevância penal”.
A demissão do estagiário também não foi reconhecida como delito penal pelo procurador, que alegou "precariedade da função".
Ou seja, estagiário pode ser sacaneado à vontade.
Havia câmeras de segurança próximas ao caixa, que poderiam ajudar a esclarecer o incidente, mas as imagens não foram requisitadas.

O relato do estagiário foi confirmado por duas testemunhas.
MORAL DA HISTÓRIA:
não existe preconceito racial no New Brazil de Ali Kamel Global...
MORAL DO PAU:
Prevarica, procurador geral, prevarica...
Depois sacaneia, prevaricador geral, sacaneia...

 

Para finalizar, eis o que reza o Código de Ética dos Magistrados, artigo 16:

O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.”

 

 

 

RELEMBRANDO O BOOMERANG
 
Os jornais e revistas adoram simplificar a realidade através de manchetes
que quase nunca refletem o que está realmente escrito. 
 
Outros usam o expediente de colocar aspas em uma frase,
retirada do contexto geral de propósito
para colocar na boca de outrem o que não foi falado.
 
Outros se acham donos da verdade e proclamam baboseiras impunemente.
 
Geralmente tentam influenciar a plebe ignara
que só tem tempo de ver a manchete
antes de seguir correndo para o trabalho. 
 
O autor se reserva o direito de contrapor-se aos poderosos.
 
E podem ter a certeza de que o pau vai comer!
 

 

 

BOOMERANG DO PREFEITO

 
>>>>> “Marcio Lacerda afirma que manifestantes têm preguiça”.

Marcio Lacerda, prefeito de BH, socialáite socialista,
reclamando que o povo não acessa o site para saber das coisas.

 <<<<<< Prefeitura levou quase quatro anos para reformar coreto da Praça da Liberdade.

Pau Comeu, aposentáite capitalista, tão preguiçoso
que vive de rendas, magnata da Classe Ociosa.

 
BOOMERANG DO EREMILDO


>>>>> “Eremildo, o idiota”.

Elio Gaspari, o jornalista que assim se diz.

 

<<<<<< Elio Gaspari, idiota pai do personagem idiota criado para achincalhar seus desafetos.

Pau Comeu, que não cansa de lembrar que o Elio Gaspari
foi amigão do Golbery, o General Intelectual Genial do Golpe de 64.

 

BOOMERANG DO AMARILDO

 
>>>>>> “Cadê o Amarildo?”.
Elio Gaspari, o jornalista que assim se diz.

 

<<<<<<< Em respeito ao Amarildo, cadê o Golbery, que ajudou a sumir com tantos Amarildos? Em que profundezas habita?

Pau Comeu, que não cansa de lembrar que o Elio Gaspari
foi amigão do Golbery, o General Intelectual Genial do Golpe de 64,
que  devia usar luvas pois, dizem, manteve as mãos limpas.


BOOMERANG DO NOBLAT

 
>>>>>> “O governo está parecendo aquelas birutas de aeroporto”.

Ricardo Noblat, colunista de “O Globo”,
outro  jornalista que assim se diz.

 <<<<<<< De biruta e aeroporto ele entende muito, mesmo. A empresa na qual trabalha parece um aeroporto cheio de birutas, daqueles que babam com olhos esbugalhados...

Pau Comeu, que entende dos birutas,
aqueles sinônimos de loucos varridos e por varrer.


O FANTASMA BOLIVARIANO

 

Segundo os “democratucanos de plantão”, as paradisíacas ilhas caribenhas de Barbados, Trinidad y Tobago, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, custam os olhos da cara aos cofres do governo de Dilma Rousseff e seus sicários, com suas embaixadas “engolindo” milhões de reais anuais. Segundo alguns “historiadores”, a peste bolivariana, injetada do além por Hugo Chávez, domina as ilhas que servem de plataforma de exportação dos ideais comunistas.

 

Para quem não conhece,

 

·         São Cristóvão e Névis: inicialmente habitadas pelos caraíbas, atualmente a maioria dos habitantes descende dos escravos africanos. A colonização ficou, ao longo dos anos, entre franceses e britânicos e a economia foi prejudicada nos anos 80 por causa da queda do preço internacional do áçúcar. O chefe de Estado é o monarca britânico. Língua oficial é o inglês.

 
·         Santa Lúcia: povos indígenas da América do Sul foram os primeiros a chegar na ilha no século III. Sua posse foi disputada por ingleses e franceses. De cultura de forte influência africana, o idioma oficial é o inglês, mas algumas línguas são influenciadas pelo francês.


·         Granada: escravos africanos, indígenas, cultura francesa. A pesca se desenvolveu com a ajuda técnica de Cuba e da ex-União Soviética . Intervenção militar dos Estados Unidos expulsou as tropas cubanas que haviam ajudado o regime anterior, dando lugar ao surgimento de economia de mercado com apoio americano e de instituições financeiras internacionais.

 
·         Trinidada y Tobago: a população indígena originária praticamente desapareceu substituida pela população africana escrava nas  plantações de cana de açúcar e tabaco, durante o século XIX. O inglês é a língua oficial do país, seguido do francés, além de dialetos “criollos”. Carnaval é a sua principal festa.


·         Barbados:  descoberta pelos espanhóis, visitada pelos portugueses, colonizada pelos britânicos. Manteve-se como colónia britânica até 1966, ano de sua independência política. Membro da Comunidade Britânica, o país é governado por um primeiro-ministro apoiado pelo Senado e pela Assembleia. Os negros compõem 90% da população. A língua oficial é o inglês.

 

Todas as informações acima levam a crer que o governo brasileiro está financiando abusivamente os futuros invasores monitorados pelas hostes bolivarianas, cujos patrões comunistas, que nem mandam mais na Rússia nem na China, só em Cuba que é reconhecidamente a mais armada e a maior potência comunista mundial. De lá virão os bárbaros barbudos que invadirão nossas praias e comerão nossas criancinhas no almoço e no jantar.

 Notem que todos falam inglês, o que facilitará sobremaneira a tomada do Patropi sem resistência, pois aqui no New Brazil ultimamente esta é quase nossa língua pátria.

 Os africanos e indígenas, suas populações predominantes, se sentirão em casa, né mesmo? O samba dará lugar ao reggae, que já começou sua invasão cultural pelo Maranhão.

 

 

O DESFILE DO FRANCISCO

 

De um transeunte observando aquele carro alegórico todo branco, com aquele coroa todo de branco, acenando para a multidão bem comportada toda de branco:

 

                                   -Vou procurar minha turma... 

                                   ateus, comunistas, abortistas,                                                                                             homossexuais coloridos,

                                   desajustados em geral,                                                                                                        bêbados e pelados!

                                   Pecadores do Brasil, uni-vos!

 

 O COLECIONADOR

 
Mesmo antes de aposentar, o locutor que vos fala tinha a mania de colecionar coisas, objetos, jornais, revistas, badulaques. Vez em quando a mulher cobrava uma limpeza, e, após cuidadosa triagem, algumas mudavam de mãos por doações ou destinadas ao lixo.

 Outro dia, o cronista Júlio de Assis (O Tempo, 05-08-2013) escreveu “TV na horta” sobre um aposentado colecionador de cacarecos, dentre os quais se destacava, além do aparelho em preto-e-branco, um objeto diferente.

 Com a palavra o autor: “(...) E antes das transmissões em cores, vendedores passavam de casa em casa oferecendo uma espécie de capa de acrílico com umas listas coloridas que se colocava na frente do tubo para dar a impressão de se estar vendo tudo em cores.”

 Aí me lembrei daquele objeto, certamente não era de acrílico, inexistente na época, que meu pai havia comprado. Era um plástico grosso, com três faixas, azul, amarela e vermelha, cada uma cobrindo na horizontal um terço do retângulo da tela. Claro que a faixa azul ficava em cima, pois era o lugar do céu, mesmo que a imagem mostrasse uma cena dentro de uma casa...

 Pois bem, ao ler a crônica lembrei-me da tela, e pelo fato de hoje, sete de agosto, ser o dia do aniversário do velho Walfrido, se vivo faria 110 anos.

 O leitor tem todo o direito de me chamar de saudosista, não ligo.

 Acho que a vida também é o que a gente lembra.

 Hoje sei que não coleciono objetos, mas histórias contidas dentro deles, invisíveis para os outros.

 Coleciono saudades.

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